ATIVOS DE CARBONO FASE III

Operação do CIRA fiscaliza postos de combustíveis e identifica irregularidades

Fotografia de fiscais analisando combustível diante da bomba
A ação ocorreu em 19 postos de combustíveis

 

03/06/2026 - O Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos do Estado de Pernambuco (CIRA-PE) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (3), mais uma ação de fiscalização no segmento de combustíveis. A “Operação Ativos de Carbono – Fase III” teve como objetivo verificar possíveis irregularidades tributárias, o cumprimento das normas de proteção ao consumidor e a regularidade dos produtos comercializados.

A ação ocorreu em 19 postos de combustíveis e foi coordenada pela Diretoria Geral de Operações Estratégicas da Secretaria da Fazenda de Pernambuco (Sefaz-PE), em parceria com o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), o Instituto de Pesos e Medidas de Pernambuco (Ipem-PE) e o Procon-PE, com o apoio da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE).

O CIRA-PE reúne representantes do MPPE, da Sefaz-PE, da Procuradoria Geral do Estado (PGE) e da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS-PE) e atua na recuperação de ativos e no combate a fraudes tributárias e infrações correlatas.

OPERAÇÃO - De acordo com o coordenador operacional do CIRA-PE, promotor de Justiça João Maria Rodrigues, os estabelecimentos fiscalizados nesta quarta-feira foram selecionados a partir do cruzamento de dados fiscais e operacionais coletados entre os anos de 2025 e o início de 2026. Inicialmente, o foco da investigação estava concentrado em um único contribuinte que já possuía comunicação formal relacionada à prática de crime tributário.

"A partir desse estudo preliminar, o MPPE e a Sefaz-PE ampliaram o escopo da análise, alcançando um universo maior de postos de combustíveis passíveis de fiscalização", explicou o Coordenador Operacional do CIRA-PE. Na operação anterior, os órgãos fiscalizadores identificaram 600 mil litros de combustíveis sem comprovação e certificação de origem.

Durante a operação, as equipes de fiscalização do Ipem e do Procon-PE realizaram testes para verificar o percentual de etanol presente na gasolina e o cumprimento de outras exigências previstas na legislação. 

Foram identificadas diversas irregularidades em parte dos estabelecimentos vistoriados. Entre elas, o vazamento em bico de bomba medidora de combustível, a falta de relatório de dosagem do diesel, a ausência do Código de Defesa do Consumidor (CDC) em local visível e de fácil acesso, e a utilização de maquinetas diferentes para o recebimento de valores e para a emissão de nota fiscal. 

Os estabelecimentos onde foram identificadas irregularidades foram notificados e poderão receber multas, cujos valores variam conforme a gravidade das infrações identificadas. A partir dos relatórios da Sefaz-PE o Ministério Público buscará identificar a ocorrência de crimes tributários.

Operação Ativos de Carbono Fase III – CIRA/PE

Últimas Notícias


SURUBIM
Tribunal do Júri acolhe tese do MPPE, condena réu a 15 anos e adota gravação audiovisual integral do plenário
Imagem de pessoa em frente à câmera gravando júri
Gravação audiovisual busca coibir a divulgação de recortes descontextualizados em redes sociais, conferindo segurança jurídica à acusação, defesa e magistratura

 

27/08/2026 - Em uma sessão histórica para o Poder Judiciário em Surubim, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) obteve a condenação do réu Danilo da Cruz Silva a 15 anos e 6 meses de reclusão por tentativa de homicídio qualificado de Paulo Daniel Justino Bezerra. O julgamento marcou a implementação inédita da gravação audiovisual integral dos debates em plenário na comarca. A medida pioneira registrou integralmente os atos de acusação e defesa sem captar a imagem dos jurados, assegurando a fidelidade dos trabalhos e a proteção do Conselho de Sentença.

Presidida pelo juiz Guilherme Alves Giangregorio Rodrigues, a sessão apreciou o crime ocorrido em maio de 2025, no Sítio Vila Nova, zona rural de Casinhas. Na ocasião, a vítima foi atingida de surpresa por um golpe de punhal pelas costas, que perfurou seu pulmão. Durante os debates, a defesa sustentou legítima defesa e desclassificação para lesão corporal. Contudo, o promotor de Justiça Bruno Santacatharina Carvalho de Lima demonstrou aos jurados que a intenção homicida se afere pelas circunstâncias concretas do ataque, como a região vital atingida e a arma empregada, e não por critério aritmético de golpes.

O Conselho de Sentença acolheu integralmente as teses do MPPE, reconhecendo o homicídio tentado e a qualificadora do recurso que dificultou a defesa da vítima. Na dosimetria da pena, o magistrado valorou a premeditação da conduta, o histórico de violência do réu, a frieza ao perseguir a vítima ferida e a gravidade das lesões sofridas. 

Além do cumprimento em regime inicial fechado, a sentença fixou a reparação mínima de R$ 30 mil por danos morais e materiais à vítima, determinando a execução imediata da pena privativa de liberdade.

GRAVAÇÃO - Alinhada à Resolução Conjunta nº 13/2025 do CNJ e do CNMP, a gravação audiovisual busca coibir a divulgação de recortes descontextualizados em redes sociais, conferindo segurança jurídica à acusação, defesa e magistratura. 

Conforme destacou o promotor Bruno Santacatharina Carvalho de Lima, “a gravação integral protege a todos. Protege o Ministério Público, protege a defesa, protege o Poder Judiciário e, sobretudo, preserva a fidelidade do que efetivamente aconteceu no plenário. Quando existe o registro oficial da integralidade do ato, nenhum participante fica sujeito a ser julgado publicamente por um recorte de alguns segundos retirado do seu contexto, e divulgado em redes sociais. E, no Tribunal do Júri, é especialmente importante que essa transparência seja conciliada com a proteção dos sete jurados, para que possam exercer sua função constitucional com independência e sem intimidação”, explicou ele.

TEA
MPPE reúne promotores e procuradores da 1ª e 2ª Entrância para debater questões do espectro autista
Imagem do print da tela da reunião virtual com fotos dos participantes
O encontro abordou os desafios e estratégias para garantir a assistência de pessoas com TEA por meio do SUS

 

27/08/2026 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio do  Centro de Apoio Operacional de Defesa da Saúde (CAO Saúde) e com apoio da sua Escola Superior do Ministério Pùblico (ESMP), realizou na terça-feira (25), o Encontro dos Procuradores Cíveis com os Promotores de 1ª e 2ª Entrância - Questões Contemporâneas do Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Medicamentos. Foi o primeiro de quatro encontros, com o objetivo de buscar atuação ministerial mais uniforme em demandas judiciais envolvendo a saúde pública em relação ao Transtorno do Espectro Autista (TEA).

O encontro abordou os desafios e estratégias para garantir a assistência de pessoas com TEA por meio do SUS, com debates em relação à necessidade da transferência de casos específicos ao sistema de saúde complementar (privado) e a estratégias coletivas do MPPE em casos de judicialização, com evidência na necessidade de conhecimento sobre os mecanismos de atenção à saúde disponibilizados pelo Estado.

“Foi identificado um desafio no estado de Pernambuco, onde a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) não alcança a proporcionalidade das demandas, com muitos vazios existenciais. O CAO vem trabalhando para que essa rede seja ampliada e implementada adequadamente”, esclareceu a promotora de Justiça e coordenadora do CAO Saúde, Helena Capela.

O evento abordou sobre os protocolos de diagnóstico do TEA, também com debates sobre os direitos previstos em legislação federal e estadual, destacando a necessidade de novas organizações para garantir o seu acesso, especialmente no caso de crianças e adolescentes.

O primeiro encontro englobou promotores de Vitória, Limoeiro, Palmares e Nazaré da Mata. Nos dias seguintes, serão abordados os outros municípios da 1ª e 2ª entrância de Pernambuco.

PARCERIA
Escolas Superiores do MPPE e da Defensoria Pública discutem ações de capacitação e formação
Fotografia das participantes do evento
Durante a reunião, foram identificados temas de interesse comum às duas instituições que possam integrar futuras ações de capacitação

 

27/08/2026 - A Escola Superior do Ministério Público de Pernambuco (ESMP/MPPE) e a Escola Superior da Defensoria Pública de Pernambuco (ESDP/DPPE) discutiram a possibilidade de estabelecer parcerias para a realização conjunta de cursos, eventos e iniciativas de formação acadêmica. O encontro ocorreu, nesta quinta-feira (27), na sede da ESMP, e reuniu a diretora da ESMP, promotora de Justiça Carolina de Moura Cordeiro Pontes, e a diretora da ESDP, defensora pública Renata Gambarra.

Durante a reunião, foram identificados temas de interesse comum às duas instituições que possam integrar futuras ações de capacitação. Para a diretora da ESMP, Carolina Moura, a aproximação permite ampliar o intercâmbio entre as carreiras e otimizar recursos na realização das capacitações. “Temos diversos pontos em comum nas nossas capacitações, e essa aproximação permite promover um intercâmbio de conhecimentos entre promotores e defensores, inclusive com a possibilidade de compartilhar facilitadores e otimizar recursos públicos”, destacou. 

Entre as possibilidades avaliadas está a realização de cursos em conjunto. As diretoras identificaram possibilidades de integração em capacitações relacionadas ao programa Pena Justa, além de temas como racismo institucional, promoção da diversidade, atendimento ao público, escuta qualificada e direitos humanos. A realização de atividades em parceria também poderá contribuir para o compartilhamento de recursos e facilitadores entre as instituições.

Outro ponto tratado foi a utilização de formatos virtuais e híbridos para ampliar a participação dos integrantes das duas carreiras. A experiência da ESMP com cursos transmitidos on-line e conteúdos gravados foi apresentada como uma possibilidade para a Escola da Defensoria Pública, especialmente diante da necessidade de conciliar as atividades de capacitação com as demandas profissionais e os recursos disponíveis.

Para a diretora da ESDP, Renata Gambarra, a aproximação entre as escolas pode fortalecer a atuação das duas instituições por meio da cooperação e da troca de experiências. “A aproximação das escolas é uma oportunidade de criar um espaço de cooperação, de aprendizado mútuo e de diálogo que com certeza vai engrandecer a nossa atuação, e também a do Ministério Público”, afirmou.

As diretoras também discutiram o intercâmbio de experiências entre as duas escolas e a possibilidade de estabelecer parcerias em turmas de pós-graduação, incluindo cursos em nível de especialização e mestrado. A intenção é dar continuidade ao diálogo e avançar na construção de parcerias nas áreas de formação acadêmica, capacitação e eventos. 

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