Limoeiro: Procurador-Geral de Justiça se reúne com integrantes da 11ª Circunscrição em encontro do Agenda Compartilhada

26/04/2023 - Na terça-feira (25), integrantes da 11ª Circunscrição do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), com sede em Limoeiro, receberam a visita do Procurador-Geral de Justiça, Marcos Carvalho, e sua equipe, para o encontro do Programa Agenda Compartilhada.

Com a proposta de promover o fortalecimento do diálogo entre os membros do MPPE, visando dar maior capilaridade às medidas gerenciais, foram discutidas no encontro, de maneira interativa, as demandas específicas das Promotoras e Promotores da região. "A escuta de demandas e o compartilhamento de experiências, enriquecem tanto a gestão, quanto os colegas e a Circunscrição", disse o Procurador-Geral Marcos Carvalho.

Ao fazer um balanço dos encontros realizados até o momento - Limoeiro foi o terceiro -, ele destacou terem sido experiências bastante proveitosas, com o registro de sugestões e de demandas prioritárias, sempre buscando as construções possíveis.

"É um momento muito importante para a instituição, quando colegas e amigos da Circunscrição conseguem ter um contato mais direto com o Procurador-Geral de Justiça. Oportunidade de apresentar seus anseios, suas sugestões e de obter informações relevantes para o desenvolvimento da carreira e atendimento das demandas da população. Um momento muito profícuo. Certamente teremos bons frutos desse encontro", avaliou o Coordenador da Circunscrição de Limoeiro, o Promotor de Justiça Rodrigo Amorim da Silva Santos.

Acompanharam o Procurador-Geral Marcos Carvalho, na Agenda Compartilhada em Limoeiro, o Subprocurador-Geral de Justiça em Assuntos Administrativos, Hélio José de Carvalho Xavier; o Chefe de Gabinete José Paulo Cavalcanti Xavier Filho; a Secretária Geral Janaína Bezerra; a Assessora Técnica da Procuradoria-Geral de Justiça, Delane Barros de Arruda Mendonça; e o assessor do Núcleo de Articulação Interna (NAI), Hilário Marinho Patriota.
 

Agenda Compartilhada em Limoeiro

Oficinas - Dando sequência à programação da Agenda Compartilhada, em Limoeiro, no período da tarde foram realizadas duas oficinas com temas escolhidos pela Circunscrição a partir de demandas que a sociedade busca do Ministério Público. Alinhada ao Planejamento Estratégico institucional, a atividade foi realizada com o apoio da Escola Superior (ESMP), do NAI e dos Centros de Apoio Operacional (CAOs).

O tema 'A Casa é Sua: Implementando Programas de Acolhimento Familiar' foi apresentado pela Coordenadora do CAO Infância e Juventude, a Promotora de Justiça Aline Arroxelas. Já a Coordenadora do CAO Saúde, a Promotora de Justiça Helena Capela abordou a temática 'Saúde Mental: Fiscalização da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS)'. Elas destacaram, em suas falas, o importante papel do Ministério Público no apoio as àreas em questão.

A Promotora Aline explicou que 'A Casa é Sua' trata da implementação dos programas de acolhimento familiar no Estado de Pernambuco. Uma modalidade que, de acordo com ela, ainda não é realidade na maior parte das cidades. Ao apresentar o tema, a proposta foi sensibilizar os Promotores e, ao mesmo tempo, capacitá-los para uma atuação mais efetiva no fomento dessa política pública.

Na oficina 'Saúde Mental', a Promotora Helena destacou como funciona a rede de atuação psicossocial pactuada entre os municípios e o Estado. Ela relatou que há situações frequentes de adolescentes e adultos encaminhados para o Recife para internações psiquiátricas involuntárias porquê a rede da região não funciona adequadamente.

Estrutura - O encontro do Programa Agenda Compartilhada dessa terça-feira (25) foi marcado, ainda, pela entrega de notebooks novos para os membros da 11ª Circunscrição, que engloba os Municípios de Limoeiro, Feira Nova, Paudalho, Passira, Carpina, Surubim, Vertentes, João Alfredo, Bom Jardim e Santa Maria do Cambucá.

Ao longo deste ano serão entregues 441 novos notebooks para os Promotores e Procuradores de Justiça do MPPE, em todo o Estado. Vale destacar que os equipamentos que se encontram atualmente em poder dos membros serão repassados aos assessores que os auxiliam.

Já os utilizados hoje pelos assessores, mais antigos, deverão ser devolvidos à Coordenadoria Ministerial de Tecnologia da Informação (CMTI) do MPPE para formatação e análise de nova destinação, inclusive reaproveitamento na área meio.
As próximas cidades a receber a programação da Agenda Compartilhada serão Nazaré da Mata e Vitória de Santo Antão, nos dias 2 e 4 de maio, respectivamente.

Confira o cronograma dos próximos encontros:

Nazaré da Mata

Data - 02/05/2023

08h30 - Momento institucional PGJ-PJs Circunscrição de Nazaré da Mata

14h - Oficina: 'A Pessoa com Deficiência e a efetivação das políticas públicas de inclusão e a atuação do Ministério Público', com o Coordenador do CAO Cidadania, o Promotor de Justiça Fabiano Pessoa

15h30 - Oficina: 'Agrotóxico em produtos orgânicas e qualidade da água em locais de grande circulação de pessoas', com a Coordenadora do CAO Consumidor, a Promotora de Justiça Liliane Fonseca

Vitória de Santo Antão

Data - 04/05/2023

08h30 - Momento institucional PGJ-PJs Circunscrição de Vitória de Santo Antão

14h - Oficina: 'Função auxiliar do CAO Criminal diante das demandas das promotorias de justica', com o Coordenador do CAO Criminal, o Promotor de Justiça Antônio Arroxelas

15h30 - Oficina: 'Inteligência e investigação - papéis do NIMPPE e GAECO', Sérgio Tenório de França (NIMPPE) e Roberto Brayner (GAECO)

Confira também, reportagem feita pela TV MPPE.

 

Últimas Notícias


ELEIÇÕES 2026
Chefe do MPPE e Procurador-Regional Eleitoral discutem preparativos para fiscalização do pleito
Fotografia do PGJ com o procurador-regional eleitoral
Procurador-Regional Eleitoral Werton Magalhães agradeceu a José Paulo Xavier o apoio do MPPE

 

13/03/2026 - Em visita realizada na tarde desta sexta-feira (13), no Recife, ao Procurador-Regional Eleitoral, Werton Magalhães Costa, o chefe do Ministério Público de Pernambuco, Procurador-Geral José Paulo Xavier, ratificou a disponibilidade da instituição para apoiar o Ministério Público Federal e a Justiça Eleitoral na garantia do processo democrático, este ano, para a escolha de novos representantes do Poderes Executivo e Legislativo. “O MPPE somará esforços e expertises, através de seus membros, com a Procuradoria Regional Eleitoral, objetivando a lisura das eleições gerais, a garantia da paridade de condições entre os candidatos e quaisquer outras atividades delegadas, garantindo e preservando o livre exercício da democracia pelo cidadão pernambucano”, disse.

O apoio à Procuradoria-Regional Eleitoral, autoridade do Ministério Público Federal no controle do pleito, será dada pelos Promotores de Justiça do MPPE, com atuação nas zonas eleitorais do Estado, por meio de auxílio na instrução de procedimentos, fiscalização de condutas de candidatos e da publicidade partidária e eleitoral, com vistas a garantir a regularidade do pleito, que poderá ser em dois turnos, em outubro e novembro. Eventual publicidade antecipada, malversação de recursos públicos ou privados e outras irregularidades estarão no radar do MPPE.

Durante o encontro, o chefe do MPPE informou que foi criado, em dezembro de 2025, o Núcleo de Apoio às Atividades Eleitorais (NUEL), coordenado pelo Promotor de Justiça André Ângelo de Almeida. “Atividades de auxílio e capacitação já estão sendo desenvolvidas pelo NUEL, proporcionando rapidez e eficácia na solução das demandas judiciais e extrajudiciais solicitadas”, adiantou José Paulo Xavier.

O Procurador-Regional Eleitoral, no cargo desde novembro de 2025, agradeceu o apoio e enfatizou a importância da parceria entre o MPF e o MPPE para que as próximas eleições para presidente da República, governo do Estado, deputados e senadores ocorram de forma regular. “A atuação do Ministério Público Eleitoral sempre exige um arranjo de forças entre os membros que compõem o Ministério Público brasileiro. Na base, no primeiro grau, o MP Eleitoral é representado pelos Promotores de Justiça do Estado. Alimentamos a boa expectativa que cada um na sua área, mas atuando em conjunto, realize um bom trabalho”, comentou Werton Costa.

PREVENÇÃO À EXPOSIÇÃO INDEVIDA
Corregedoria recomenda proteção de dados de vítimas e testemunhas no curso da persecução penal
Ilustração de pasta com documentos fechada com cadeado
Arquivos de áudio e vídeo que exponham imagem, voz ou outros elementos identificadores de vítimas e testemunhas devem receber tratamento compatível com sua natureza sensível

 

13/03/2026 - A Corregedoria do Ministério Público de Pernambuco expediu recomendação, de caráter orientativo e sem natureza vinculativa, às membras e aos membros que, na elaboração de denúncias, representações, manifestações, alegações finais, recursos, promoções, pareceres, petições e demais peças processuais ou extraprocessuais, evitem inserir, nos autos principais, dados pessoais e dados sensíveis de vítimas e testemunhas que não sejam estritamente indispensáveis à compreensão da controvérsia ou à prática do ato.

Compreende-se, entre outros, como dados cuja exposição deve ser evitada, sempre que possível: o endereço residencial ou profissional, telefone, e-mail, referências de localização, dados de familiares e outros elementos aptos a facilitar a localização ou a identificação ampliada da vítima ou da testemunha.

Quando a informação de qualificação, localização ou contato da vítima ou da testemunha for necessária para intimação, diligência, medida protetiva, providência investigativa ou regular tramitação do feito, recomenda se que sua apresentação ocorra de forma apartada e protegida, preferencialmente:

- por petição apartada, com requerimento expresso de sigilo ou de restrição de acesso;

- por anexo apartado, com a correspondente marcação de sigilo no sistema eletrônico;

- por utilização de campo próprio do sistema destinado a informações restritas, quando disponível.

Na peça principal, recomenda-se a menção apenas ao estritamente necessário, com referência de que os dados complementares foram apresentados em apartado sigiloso.

Por sua vez, na análise de inquéritos policiais, procedimentos investigatórios criminais, notícias de fato, procedimentos da infância e juventude e demais expedientes extrajudiciais ou judiciais, recomenda-se que as membras e os membros do Ministério Público adotem atuação proativa para a preservação da intimidade e da privacidade de vítimas e testemunhas, inclusive no exercício do controle externo da atividade policial, requerendo ou promovendo, quando cabível, medidas destinadas à proteção de dados.

A Corregedoria recomenda ainda que ao peticionarem eletronicamente em feitos judiciais e extrajudiciais, recomenda-se que as membras e os membros do Ministério Público adotem cautelas específicas para impedir a exposição indevida de dados pessoais e sensíveis de vítimas e testemunhas, especialmente:

- evitando a inserção desses dados na denúncia, na representação ou em outras peças principais, salvo se absolutamente necessário;

- promovendo, sempre que possível, a juntada de documentos que contenham tais dados em expediente apartado e sigiloso;

- comunicando ao Juízo, quando necessário, a adoção da providência prevista no inciso anterior;

- utilizando, quando existente no sistema, marcação correspondente à parte, documento ou informação sigilosa.

Quando, nas investigações conduzidas pelo Ministério Público, recomenda-se a preservação dos dados sensíveis de vítimas e testemunhas em termos de declaração, laudos, relatórios, ofícios, mandados, certidões de diligência, registros audiovisuais e documentos congêneres, mediante restrição de acesso ou marcação de sigilo, sempre que cabível. Os mandados de intimação e as certidões de diligência que contenham dados de localização ou contato de vítimas e testemunhas deverão, sempre que possível, ser juntados com controle de acesso compatível com a necessidade de proteção da informação. Já nos arquivos de áudio e vídeo que exponham imagem, voz ou outros elementos identificadores de vítimas e testemunhas devem receber tratamento compatível com sua natureza sensível, com a correspondente restrição de acesso, quando cabível.

Por fim, na fase processual das ações penais e dos procedimentos correlatos, recomenda-se que as membras e os membros do Ministério Público, diante de situação concreta de risco, vulnerabilidade ou possibilidade de intimidação da vítima ou da testemunha:

- requeiram ao Juízo medidas de proteção da identidade, do endereço e dos dados qualificativos, inclusive restrição de publicidade, limitação de acesso, autuação em apartado ou providência equivalente admitida pelo ordenamento;

- evitem, sempre que possível, a circulação ampliada de mandados, documentos ou expedientes contendo nomes e dados de localização de mais de uma vítima ou testemunha;

- zelem para que a vítima ou a testemunha seja previamente informada acerca das cautelas legalmente cabíveis para sua proteção durante a oitiva, inclusive aquelas relacionadas à forma de realização do ato.

A recomendação, assinada pela corregedora-geral Maria Ivana Botelho Vieira da Silva, foi publicada no Diário Oficial do MPPE de 12 de março de 2026.

INFÂNCIA E JUVENTUDE
MPPE recomenda cumprimento rigoroso das normas para acolhimento institucional de crianças e adolescentes em Triunfo e Santa Cruz da Baixa Verde
Imagem de mãos infantil e adulta se tocando
MPPE recomendou ainda que os Conselhos Tutelares de Triunfo e de Santa Cruz da Baixa Verde somente apliquem a medida de acolhimento institucional em situações de risco concreto

 

13/03/2026 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio da Promotoria de Justiça de Triunfo, recomendou aos Conselhos Tutelares dos municípios de Triunfo e Santa Cruz da Baixa Verde, bem como à Casa de Acolhimento localizada em Triunfo, a adoção de medidas para assegurar o cumprimento das normas legais relativas ao acolhimento institucional de crianças e adolescentes. À Casa de Acolhimento de Triunfo, o MPPE recomendou que não receba crianças ou adolescentes sem a formalização mínima da medida e sem a comunicação imediata às autoridades competentes. A instituição também deverá informar, no mesmo dia, ao Poder Judiciário e ao Ministério Público sobre qualquer acolhimento emergencial realizado.

A recomendação foi motivada pela verificação de irregularidades em acolhimentos recentes, como a ausência de relatório técnico, a falta de participação da rede de proteção e a inexistência de comunicação imediata às autoridades responsáveis.

Dessa forma, o MPPE recomendou ainda que os Conselhos Tutelares de Triunfo e de Santa Cruz da Baixa Verde somente apliquem a medida de acolhimento institucional em situações de risco concreto e devidamente fundamentado, observando o caráter excepcional e provisório previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente. A Promotoria de Justiça também recomenda que seja elaborado relatório circunstanciado com a descrição dos fatos e das providências previamente adotadas, além da comunicação imediata da medida ao Juízo competente e ao Ministério Público. Outro ponto destacado é que os Conselhos Tutelares devem se abster de transferir à entidade de acolhimento a formalização da medida, bem como priorizar a adoção de alternativas menos gravosas antes de recorrer ao acolhimento institucional.

A recomendação é assinada pela promotora de Justiça Kaline Mirella da Silva Gomes e pode ser consultada integralmente no Diário Oficial do MPPE do dia 11 de março de 2026.

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