SEGURANÇA PÚBLICA

Em reunião do Governo do Estado, PGJ apresenta ações do MPPE de combate à criminalidade e apoio a vítimas

Fotografia do PGJ entregando revista do MPPE à governadora
PGJ entregou à governadora a Revista MPPE Plural, com um balanço das atividades de 2023 e 2024

 

18/12/2024 - Durante a 45ª Reunião do Comitê Estratégico do Programa Juntos pela Segurança, do governo de Pernambuco, o Procurador-Geral de Justiça, Marcos Carvalho, apresentou uma síntese das principais iniciativas do Ministério Público Estadual, nos últimos dois anos, no combate à criminalidade e atendimento às vítimas de violência. No encontro, que reuniu na noite de segunda-feira (16) também representantes do Judiciário, Defensoria Pública, Polícias Civil e Militar, o chefe do MPPE agradeceu o apoio dos Poderes Legislativo e Executivo para o fortalecimento da instituição, além da interação com as demais entidades. 

“Agradecemos pela sensibilidade do Governo Estadual e do Legislativo em encaminhar nossos pedidos, principalmente as suplementações orçamentárias. Esse apoio foi fundamental, por exemplo, para a nomeação dos novos Promotores e para avanços em outras ações”, afirmou Marcos Carvalho. 

A governadora Raquel Lyra, que conduziu a reunião, também reconheceu o ambiente favorável da relação com o Ministério Público e outras instituições  “A capacidade de diálogo e de união foi importante para o crescimento coletivo”, disse, dividindo com todos os resultados que vem obtendo com o programa Juntos pela Segurança, dentre eles a redução dos índices de homicídios no último ano. Ela parabenizou o Procurador-Geral de Justiça pela liderança e pediu que transmitisse a todos os Procuradores e Promotores do MPPE o agradecimento pelo esforço em defesa da segurança pública.

COMBATE E PREVENÇÃO - O PGJ entregou à governadora um exemplar da Revista MPPE Plural, com um balanço das atividades de 2023 e 2024. Dentre as ações de combate ao crime, destacou verbalmente o fortalecimento do Grupo de Atuação Especializada Contra o Crime Organizado (Gaeco), que ajudou a restituir aos cofres estaduais recursos de sonegação fiscal, e a criação do Núcleo de Apoio ao Júri, “que tem dado um reforço muito grande aos Promotores nos casos mais sensíveis, que envolvem facções criminosas”. 

Também mencionou o Núcleo de Defesa do Torcedor, instituído este ano e que já construiu um Termo de Ajustamento de Conduta com os clubes de futebol para implantação de biometria e cadastro dos torcedores para acesso aos estádios. Citou as ações de controle da atividade policial, como protocolo desenvolvido em parceria com a Polícia Militar na perspectiva de reduzir incidência de mortes, e lembrou ações educativas e de acolhimento a mulheres agredidas, inclusive com o lançamento de projeto que inclui nos quadros do próprio MPPE cota, entre terceirizados, para vítimas da violência doméstica. “Criamos o Núcleo de Atendimento a Vítimas de Violência que já trabalha em parceria com o Núcleo de Apoio à Mulher”, lembrou.
 

45ª Reunião do Comitê Estratégico do Juntos pela Segurança

Últimas Notícias


LEGISLAÇÃO
Promotoria Eleitoral recomenda que Prefeitura e Câmara de Garanhuns orientem artistas sobre proibição de promoção de agentes públicos durante festividades
Imagem de placa de trânsito com sinal de exclamação
Recomendação determina que os órgãos públicos comuniquem formalmente aos artistas contratados e aos servidores envolvidos na organização dos eventos sobre as restrições impostas pela legislação eleitoral

 

17/07/2026 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por intermédio da Promotoria Eleitoral da 56ª Zona Eleitoral de Garanhuns, expediu recomendação à Prefeitura e à Câmara Municipal para que adotem medidas preventivas destinadas a evitar irregularidades eleitorais durante as festividades promovidas ou apoiadas pelo poder público ao longo deste segundo semestre de 2026.

Assinada pelo promotor Eleitoral Bruno Miquelão Gottardi, a recomendação determina que os órgãos públicos comuniquem formalmente aos artistas contratados e aos servidores envolvidos na organização dos eventos sobre as restrições impostas pela legislação eleitoral, especialmente quanto à vedação da promoção de agentes públicos, pré-candidatos, candidatos ou partidos políticos durante as apresentações.

O documento ressalta que a publicidade institucional não pode ser utilizada para promoção pessoal de gestores públicos. Lembra, também, que a legislação eleitoral proíbe práticas como showmícios e quaisquer manifestações artísticas destinadas à promoção de candidatos. O MPPE destaca ainda que a propaganda eleitoral somente é permitida a partir do dia 16 de agosto, conforme estabelece a Lei das Eleições.

Entre as providências recomendadas, está a inclusão de cláusulas específicas nos contratos dos artistas ou a formalização de comunicados oficiais, informando sobre todas as proibições previstas na legislação eleitoral. O MPPE orienta que seja obtido comprovante de ciência dos artistas ou dos seus representantes legais.

A recomendação, publicada no Diário Oficial Eletrônico do MPPE de 14 de julho de 2026, também determina que os Poderes Executivo e Legislativo de Garanhuns promovam ampla divulgação das orientações entre servidores, colaboradores e demais envolvidos na realização dos festejos, por meio de reuniões, normativos internos e publicação do documento nos respectivos portais institucionais.

Outra medida solicitada é o envio, ao Ministério Público Eleitoral, da relação completa dos artistas e eventos contratados, patrocinados, apoiados ou subvencionados, direta ou indiretamente, pelo poder público municipal para as festividades realizadas durante este mês de julho de 2026. O MPPE concedeu prazo de dois dias úteis para que a Prefeitura e a Câmara informem as providências adotadas em cumprimento à recomendação.

Na fundamentação do documento, o promotor Eleitoral Bruno Miquelão Gottardi destaca que um dos objetivos da recomendação é prevenir o abuso do poder político e econômico e garantir a normalidade e a legitimidade do processo eleitoral. O texto também lembra que o descumprimento da legislação pode acarretar sanções como aplicação de multas, cassação de registro ou de mandato, declaração de inelegibilidade, responsabilização por improbidade administrativa e, em determinadas situações, responsabilização criminal.

RESPOSTAS
MPPE recomenda que Prefeitura de Sertânia responda requisições ministeriais em até 15 dias
Imagem de papéis sobre uma mesa
A situação tem comprometido a tramitação de procedimentos relacionados, principalmente, às áreas de educação, saúde e patrimônio público

 

17/07/2026 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Sertânia, expediu a Recomendação Ministerial nº 001/2026 para que a Prefeitura de Sertânia regularize o atendimento aos ofícios e requisições encaminhados pelo MPPE e estabeleceu prazo máximo de 15 dias para que o município responda a todas as demandas que se encontram pendentes.

A recomendação, assinada pelo 1º promotor de Justiça de Sertânia, Thiago Barbosa Bernardo, foi motivada pela existência de um elevado número de ofícios e requisições enviados à Prefeitura e às secretarias municipais que permanecem sem resposta ou sem justificativa até o momento. Essa situação, segundo a Promotoria de Justiça, tem comprometido a tramitação de procedimentos relacionados, principalmente, às áreas de educação, saúde e patrimônio público.

No documento, o MPPE ressalta que a prestação tempestiva das informações requisitadas é indispensável para o exercício das suas atribuições constitucionais de fiscalização da administração pública, além de representar um dever dos órgãos públicos, em observância aos princípios da eficiência, da transparência e da boa-fé administrativa.

Entre as medidas recomendadas, o MPPE orienta que a Prefeitura de Sertânia promova uma força-tarefa administrativa para responder integralmente às requisições em atraso no prazo de até 15 dias. Também determina a implantação de um fluxo permanente de controle interno para assegurar que futuras solicitações do MPPE sejam atendidas dentro dos prazos legais.

A recomendação ainda prevê que a gestora municipal oriente formalmente os secretários e demais agentes públicos acerca da obrigatoriedade do cumprimento das requisições ministeriais, alertando-os para as possíveis consequências civis, administrativas e penais decorrentes da omissão ou do atraso injustificado.

O documento destaca que o descumprimento, a demora ou a negativa injustificada no fornecimento de informações ao MPPE pode caracterizar crime previsto na Lei da Ação Civil Pública, além de, em tese, configurar ato de improbidade administrativa por violação aos princípios da administração pública.

A Prefeitura de Sertânia terá 10 dias para informar à Promotoria de Justiça se acolherá a recomendação e quais providências concretas já foram adotadas para o seu cumprimento. Caso as determinações não sejam observadas, poderão ser adotadas medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis, incluindo a responsabilização dos agentes públicos envolvidos.

A íntegra do documento foi publicada na edição do dia 14 de julho de 2026, do Diário Oficial Eletrônico do MPPE.

SANTA CRUZ DO CAPIBARIBE
MPPE recomenda que o município retome o pagamento do adicional de risco de vida aos agentes de trânsito
Imagem de mulher guarda de trânsito trabalhando em rua
O pagamento deve ser mantido até a gestão municipal concluir o processo administrativo pertinente

 

17/07/2026 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio da 2ª Promotoria de Justiça Cível de Santa Cruz do Capibaribe, recomendou que o município promova o restabelecimento cautelar imediato do adicional de risco de vida dos agentes de trânsito. A gestão municipal tem um prazo de 15 dias para informar ao MPPE se acata ou não a medida recomendada.

O documento se baseia nas informações colhidas no Procedimento nº 2412.000.422/2026, cujo objetivo é apurar possível cessação do pagamento de benefício de risco ocupacional aos agentes de trânsito do município. 

O promotor de Justiça Ariano Aguiar recomendou, portanto, que o município volte a pagar o adicional de risco de vida, incluindo o valor retroativo. O pagamento deve ser mantido até a gestão municipal concluir o processo administrativo pertinente, assegurando a realização de laudo técnico idôneo e direito ao contraditório à categoria profissional.

Em caso de descumprimento injustificado da recomendação, o MPPE poderá adotar as medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis. A recomendação está disponível na íntegra no Diário Oficial Eletrônico do MPPE do dia 10 de julho de 2026.

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