AGENDA COMPARTILHADA

Procuradoria-Geral expõe a membros da Central de Inquéritos da Capital medidas para melhorar condições de trabalho no combate ao crime

Encontro foi o penúltimo, no Recife, este ano, da Agenda Compartilhada.


25/10/2024 - O Procurador-Geral de Justiça, Marcos Carvalho, e outros membros da gestão do Ministério Público de Pernambuco estiveram reunidos por mais de três horas, na tarde da última terça-feira (22/10), com Promotores e Promotoras de Justiça da Central de Inquéritos da Capital. Foi o penúltimo encontro, no Recife, este ano, da Agenda Compartilhada, momento no qual o chefe do MPPE conversa com as equipes da instituição diretamente e de forma regionalizada. Reforço da equipe, ações para valorização da carreira, suporte em tecnologia e outras medidas para organizar o trabalho na Central que recebe por mês mais de dois mil inquéritos policiais foram os temas tratados.

“A atuação em questões criminais foi a primeira atividade do Ministério Público e se mantém hoje como uma das que exigem mais esforços, pelo volume e complexidade do problema na sociedade”, afirmou o Procurador-Geral de Justiça, Marcos Carvalho. Segundo ele, no Recife, há uma demanda criminal enorme, o que requer  medidas para aprimorar o trabalho e oferecer melhores condições aos Promotores e Promotoras de Justiça e suas respectivas equipes de assessoramento. “Estamos animados com os avanços conquistados nos últimos dois anos e conscientes de que há muita coisa a ser feita ainda. Vamos seguir avançando na melhoria estrutural e condições de trabalho, dentro das possibilidades institucionais”, prometeu.

O Promotor de Justiça Edgar Braz, coordenador da Central de Inquéritos da Capital, avaliou positivamente o modelo de Agenda Compartilhada. “Em dez anos foi a primeira vez que tivemos uma reunião específica da gestão do MPPE conosco. Para nós isso significa colocar a Central como prioridade”, disse.

De 2023 para cá, o número de Promotores da Central subiu de 15 para 20, possibilitando uma distribuição mais equilibrada no volume de trabalho. “A Central de Inquéritos da Capital  é o órgão receptor das demandas criminais do Recife, a porta de entrada para o combate à criminalidade, com grande volume de procedimentos recebidos diariamente, muitas vezes frutos de operações policiais complexas,  com o exaustivo trabalho por parte dos membros e servidores que a integram reconhecido pela administração”,  apontou o chefe de gabinete da Procuradoria-Geral, Promotor de Justiça José Paulo Cavalcanti Xavier Filho.

DEBATE - O PGJ Marcos Carvalho abriu a reunião explicando a necessidade de se reunir separadamente com a Central, por causa de suas especificidades. Depois fez um histórico das mudanças implantadas para valorização da carreira e organização da força de trabalho. Na sequência foram debatidos os encaminhamentos para reforço no assessoramento técnico, novos recursos de tecnologia implantados no MPPE e outras questões  relacionadas à rotina da Central de Inquéritos.

Participaram também da reunião o Subprocurador-Geral em Assuntos Administrativos, Procurador de Justiça Hélio José de Carvalho Xavier; a Secretária-Geral do MPPE, Promotora de Justiça Janaína do Sacramento Bezerra; a coordenadora de Gabinete da Procuradoria-Geral de Justiça, Promotora de Justiça Ana Carolina Paes de Sá Magalhães; a assessora técnica da PGJ, Promotora de Justiça Delane Mendonça; o coordenador do Núcleo de Apoio à Gestão de Tecnologia e Inovação, Promotor de Justiça Luiz Guilherme Lapenda; o diretor da Escola Superior do Ministério Público (ESMP), Promotor de Justiça Frederico José de Oliveira; o coordenador ministerial de Tecnologia da Informação, Eugênio Antunes, e a coordenadora ministerial da Assessoria de Comunicação, Evângela Andrade; entre outros. 

A Agenda Compartilhada prossegue. Um novo encontro será realizado dia 31 de outubro no Recife, com Promotores e Promotoras da Infância e Juventude. No dia 1º de novembro, a reunião ocorrerá em Petrolina.

Agenda Compartilhada - Central de Inquéritos Capital


Confira a matéria na TV MPPE:

 

 

 

Últimas Notícias


SEMANA DO CONSUMIDOR
MPPE lança campanha para orientar sobre abusos no mercado

 

12/03/2026 - Para marcar a Semana do Consumidor, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Consumidor (CAO Consumidor), lança uma campanha educativa digital que ocorre entre 11 e 15 de março. A iniciativa utiliza as redes sociais da instituição para disseminar orientações práticas sobre direitos fundamentais e proteção contra abusos no mercado de consumo.

A programação detalhada prevê postagens diárias, incluindo carrosséis informativos e vídeos. O conteúdo inaugural foca no combate à cobrança indevida, explicando que o consumidor tem direito à devolução em dobro do valor pago indevidamente, com juros e correção monetária, conforme o Código de Defesa do Consumidor (CDC). Temas como diferenças de garantias e dicas para evitar golpes também compõem o cronograma, que se encerra no dia 15 com um vídeo especial com a coordenadora do CAO Consumidor, procuradora de Justiça Liliane Rocha.

O MPPE reforça que, em casos de irregularidades, o cidadão deve primeiro contatar a empresa e guardar protocolos. Persistindo o problema, orienta-se o registro de queixas no Procon ou na plataforma consumidor.gov. Em situações de golpe, a recomendação é a abertura de um boletim de ocorrência. 

Para denúncias diretas ao Ministério Público, os canais da Ouvidoria estão disponíveis pelo telefone 127, site oficial www.mppe.mp.br e WhatsApp (81) 99679-0221.

FLORESTA
MPPE aponta inconsistências no Estudo de Impacto Ambiental sobre projeto de mineração e solicita diligências complementares
Imagem de caminhão em área de mineração
MPPE exige modelagem dinâmica para avaliar a dispersão de poeira sobre áreas habitadas

 

12/03/2026 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio da Promotoria de Justiça de Floresta e do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente (CAOMA), apresentou manifestação preliminar sobre o “Estudo de Impacto Ambiental do Projeto Serrote da Pedra Preta”. O empreendimento de mineração de titânio e ferro com vanádio, previsto para a zona rural do município sertanejo, é alvo de análise preventiva devido a "lacunas e insuficiências relevantes" no Estudo de Impacto Ambiental (EIA/RIMA).

"Estamos trabalhando para inverter a lógica, priorizando a atuação preventiva do Ministério Público, ou seja, antes que os danos aconteçam. No licenciamento ambiental, isso significa exigir estudos sérios, completos e tecnicamente consistentes, para que nenhuma decisão seja tomada sem segurança quanto à proteção do meio ambiente, dos recursos hídricos e das comunidades afetadas. Prevenir é sempre mais eficaz do que tentar reparar depois”, ressaltou a coordenadora do CAO Meio Ambiente, promotora de Justiça Belize Câmara, uma das autoras da análise do MPPE.

Também assinaram a análise multidisciplinar o promotor de Justiça Carlos Henrique Freitas Santos, que atua em Floresta, e integrantes da equipe técnica do CAO. O documento destaca riscos críticos para comunidades tradicionais e o ecossistema local. O projeto pode acarretar escassez hídrica, pois depende de captação subterrânea em aquífero de baixa produtividade, sem comprovar que não haverá prejuízo ao abastecimento das populações vizinhas.

Além disso, o beneficiamento mineral será feito totalmente a seco, o que intensifica a emissão gerando poluição atmosférica. O MPPE exige modelagem dinâmica para avaliar a dispersão de poeira sobre áreas habitadas. Somem-se ainda ruídos e vibrações devido ao uso de explosivos e máquinas pesadas é classificado como impacto de "alta magnitude", exigindo planos de fogo rigorosos e monitoramento contínuo.

Estima-se a supressão de 44,29 hectares de caatinga, que necessitam de inventários mais detalhados e compensações ambientais robustas. Por fim, o MPPE aponta a questão social pelo subdimensionamento dos impactos sobre comunidades quilombolas e a omissão de uma análise específica sobre o povo indígena Pankará.

O MPPE concluiu que o estudo atual sobre a mineração não oferece segurança para o licenciamento. Entre as providências requeridas estão a realização de audiência pública com linguagem acessível e a intimação do empreendedor para sanar todas as pendências técnicas antes de qualquer decisão sobre a viabilidade ambiental.

CARUARU
MPPE instala Banco Vermelho na Sede de Promotorias de Justiça
Fotografia de participantes do evento em volta do banco vermelho
O banco, pintado em vermelho vibrante, simboliza o sangue derramado por vítimas de feminicídio e funciona como instrumento permanente de conscientização

 

12/03/2026 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) instalou, na quarta-feira (11), no auditório da Sede das Promotorias de Justiça de Caruaru, um Banco Vermelho, ação alusiva ao Dia Internacional da Mulher. A ação, por meio da 6ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania de Caruaru e da 11ª Promotoria de Justiça Criminal de Caruaru, é fruto de uma parceria com a Secretaria Municipal da Mulher  e fundamenta-se na Lei Federal nº 14.942/2024, que instituiu a campanha em âmbito nacional. O banco, pintado em vermelho vibrante, simboliza o sangue derramado por vítimas de feminicídio e funciona como instrumento permanente de conscientização, exibindo canais de denúncia, como o Ligue 180.

O Banco Vermelho é um símbolo internacional de mobilização contra o feminicídio e representa a memória das vítimas de violência de gênero, reforçando a importância da denúncia, proteção, conscientização e fortalecimento das políticas públicas voltadas a mulheres.

O promotor de Justiça Itapuan Vasconcelos comentou que a ação acentua o compromisso institucional do Ministério Público de Pernambuco com a promoção dos direitos humanos e a defesa da vida, dignidade e direitos das mulheres. A coordenadora do Núcleo de Apoio à Mulher, promotora de Justiça Maísa Oliveira, ressaltou a atuação do Ministério Público na proteção das vítimas, na responsabilização dos agressores e no fortalecimento das políticas públicas para as mulheres, ressaltando a importância da articulação entre o Ministério Público e a gestão municipal. 

Para a Promotora de Justiça Sarah Lemos Silva, que atua na vara de violência doméstica e familiar contra a mulher em Caruaru, “a instalação do banco na sede das Promotorias de Justiça de Caruaru era a confirmação que o Ministério Público de Pernambuco é um local seguro para o acolhimento de meninas e mulheres, além de um lembrete permanente do dever funcional, de todos que compõe o órgão, de acolher as mulheres vítimas de violência e atuar com perspectiva de gênero. A promotora ainda fez um chamado aos homens, reforçando que o MP também é um local seguro para eles se informarem e refletirem sobre o papel dos homens no enfrentamento dessa violência”.

Além de membros e servidores do MPPE, a solenidade contou com a presença do prefeito de Caruaru, Rodrigo Pinheiro; da vice-prefeita, Dayse Silva; de representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário; Ordem dos Advogados do Brasil; oficiais da Polícia Militar; instituições públicas e sociedade civil. Os integrantes da mesa de honra destacaram a importância da atuação integrada das instituições na gestão de riscos e no acolhimento humanizado das vítimas.

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