Ouvidoria do MPPE celebra 20 anos de atividade com crescimento de mais de cinco mil por cento
Ouvidoria do MPPE celebra 20 anos de atividade com crescimento de mais de cinco mil por cento
12/03/2026 - Há 20 anos, a Lei Complementar n° 83/2006 do Estado de Pernambuco criava, no âmbito do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), a Ouvidoria. A lei foi sancionada em janeiro de 2006, na gestão do Procurador-Geral de Justiça, Francisco Sales de Albuquerque, mas o novo órgão começou a funcionar em março de 2006, tornando-se, anos depois, o principal canal de denúncias da instituição.
Nos primeiros 12 meses de funcionamento, a Ouvidoria teve 535 manifestações registradas, entre denúncias, reclamações, elogios, sugestões e críticas. Já em 2025, o número de manifestações chegou a 32.245, um destacado crescimento de 5.492%. “Desse total de manifestações registradas em 2025, 28.794 (89,2%) foram registros de denúncias sobre fatos para que o MPPE atue em defesa dos direitos e interesses dos pernambucanos”, explica a atual ouvidora, Lizandra Carvalho, ressaltando a missão do órgão enquanto vocalizador das demandas sociais.
A Ouvidoria vem crescendo gradativamente ao longo desses 20 anos, tendo seu ápice registrado na pandemia da Covid-19 (declarada pela OMS em março de 2020), quando o órgão se consolidou como principal canal de escuta social do Ministério Público, pois naquele contexto já estava preparada para receber, tramitar e tratar eletronicamente todas as demandas protocoladas. Em 2020, a Ouvidoria teve seu maior número de manifestações registradas no sistema nesses 20 anos: 33.935.
A demanda também aumenta substancialmente nos anos eleitorais, principalmente nos meses que antecedem o pleito. Em outubro de 2022, por exemplo, a Ouvidoria recebeu 3.109 manifestações, quase o dobro da sua média mensal de manifestações, na época.
Hoje, qualquer cidadão ou cidadã pode registrar manifestação através dos canais da Ouvidoria do MPPE ou ir presencialmente:
• Online http://bit.ly/ouvidoria-mppe
• WhatsApp (81) 99679-0221
• Facebook (somente inbox) @mppeoficial @ouvidoriamppe
• Disque MPPE 127 (das 8h às 14h, em dias úteis)
• WhatsApp – Atendimento em libras (81) 99316-2600 ou www.bit.ly/ouvidoriamppe-libras
• Atendimento presencial (das 8h às 17h) - R. do Imperador, 473, Santo Antônio, Recife.
CELEBRAÇÃO DOS 20 ANOS - No dia 16 de março, Dia Nacional do Ouvidor, a Ouvidoria do MPPE vai participar da Ação da Rede Ouvir-PE para divulgar o papel e os canais do órgão. A ação vai ocorrer no período da manhã, no Terminal Integrado Pelópidas Silveira, na PE-15, Paulista, em parceria com a Ouvidoria Geral do Estado.
À tarde, às 16h, haverá a inauguração da Galeria de ex-ouvidores do MPPE, na sala da Ouvidoria, Edifício Roberto Lyra, sede da Procuradoria Geral de Justiça.
Nas redes sociais, de 16 a 21 de março, o MPPE ainda veiculará stories interativos com informações educativas sobre a Ouvidoria. Serão posts sobre como realizar uma manifestação (popularmente conhecida como denúncia), quais as informações mínimas devem constar, a proteção do sigilo, entre outras orientações aos cidadãos e cidadãs.
Últimas Notícias
MPPE recomenda regras mais rígidas para realização de eventos em logradouros públicos
13/03/2026 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio da Promotoria de Justiça local, recomendou à Prefeitura de Amaraji a adoção de medidas administrativas obrigatórias para a realização de eventos em logradouros públicos. A recomendação decorre da apuração de irregularidades no no último evento “Amaraji Motofest 2025”.
Entre as medidas recomendadas estão a obrigatoriedade de instauração de processo administrativo para qualquer evento em espaço público, com antecedência mínima de 30 dias, vedadas autorizações verbais; a exigência de comprovação de solicitação de policiamento ao 21º BPM e apresentação de Plano de Segurança Viária; a emissão de Licença Ambiental para uso de som, com fiscalização dos limites de decibéis; e a cobrança prévia da Taxa de Uso do Solo e demais tributos incidentes, sem concessão de isenções sem previsão legal específica.
De acordo com a Promotoria de Justiça de Amaraji, o evento “Amaraji Motofest 2025” ocorreu sem a formalização de processo administrativo prévio, sem comunicação oficial ao 21º Batalhão de Polícia Militar e sem licenciamento ambiental para utilização de equipamentos sonoros. Também foram registradas ocorrências de poluição sonora excessiva, manobras perigosas conhecidas como “grau” e as chamadas “barrufadas”, colocando em risco a segurança de transeuntes e comprometendo o sossego público, inclusive durante celebrações religiosas.
O MPPE destacou ainda que não houve cobrança prévia da Taxa de Uso do Solo, o que pode configurar, em tese, renúncia de receita e afronta aos princípios da legalidade e da eficiência tributária. A recomendação também menciona a necessidade de cumprimento do Código de Trânsito Brasileiro, que exige autorização da autoridade competente e plano de segurança para eventos em via pública.
A recomendação é assinada pelo promotor de Justiça Roosevelt Oliveira de Melo Neto e pode ser consultada integralmente na edição do Diário Oficial do MPPE do dia 4 de março de 2026.
MPPE lança campanha para orientar sobre abusos no mercado
12/03/2026 - Para marcar a Semana do Consumidor, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Consumidor (CAO Consumidor), lança uma campanha educativa digital que ocorre entre 11 e 15 de março. A iniciativa utiliza as redes sociais da instituição para disseminar orientações práticas sobre direitos fundamentais e proteção contra abusos no mercado de consumo.
A programação detalhada prevê postagens diárias, incluindo carrosséis informativos e vídeos. O conteúdo inaugural foca no combate à cobrança indevida, explicando que o consumidor tem direito à devolução em dobro do valor pago indevidamente, com juros e correção monetária, conforme o Código de Defesa do Consumidor (CDC). Temas como diferenças de garantias e dicas para evitar golpes também compõem o cronograma, que se encerra no dia 15 com um vídeo especial com a coordenadora do CAO Consumidor, procuradora de Justiça Liliane Rocha.
O MPPE reforça que, em casos de irregularidades, o cidadão deve primeiro contatar a empresa e guardar protocolos. Persistindo o problema, orienta-se o registro de queixas no Procon ou na plataforma consumidor.gov. Em situações de golpe, a recomendação é a abertura de um boletim de ocorrência.
Para denúncias diretas ao Ministério Público, os canais da Ouvidoria estão disponíveis pelo telefone 127, site oficial www.mppe.mp.br e WhatsApp (81) 99679-0221.
MPPE aponta inconsistências no Estudo de Impacto Ambiental sobre projeto de mineração e solicita diligências complementares
12/03/2026 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio da Promotoria de Justiça de Floresta e do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente (CAOMA), apresentou manifestação preliminar sobre o “Estudo de Impacto Ambiental do Projeto Serrote da Pedra Preta”. O empreendimento de mineração de titânio e ferro com vanádio, previsto para a zona rural do município sertanejo, é alvo de análise preventiva devido a "lacunas e insuficiências relevantes" no Estudo de Impacto Ambiental (EIA/RIMA).
"Estamos trabalhando para inverter a lógica, priorizando a atuação preventiva do Ministério Público, ou seja, antes que os danos aconteçam. No licenciamento ambiental, isso significa exigir estudos sérios, completos e tecnicamente consistentes, para que nenhuma decisão seja tomada sem segurança quanto à proteção do meio ambiente, dos recursos hídricos e das comunidades afetadas. Prevenir é sempre mais eficaz do que tentar reparar depois”, ressaltou a coordenadora do CAO Meio Ambiente, promotora de Justiça Belize Câmara, uma das autoras da análise do MPPE.
Também assinaram a análise multidisciplinar o promotor de Justiça Carlos Henrique Freitas Santos, que atua em Floresta, e integrantes da equipe técnica do CAO. O documento destaca riscos críticos para comunidades tradicionais e o ecossistema local. O projeto pode acarretar escassez hídrica, pois depende de captação subterrânea em aquífero de baixa produtividade, sem comprovar que não haverá prejuízo ao abastecimento das populações vizinhas.
Além disso, o beneficiamento mineral será feito totalmente a seco, o que intensifica a emissão gerando poluição atmosférica. O MPPE exige modelagem dinâmica para avaliar a dispersão de poeira sobre áreas habitadas. Somem-se ainda ruídos e vibrações devido ao uso de explosivos e máquinas pesadas é classificado como impacto de "alta magnitude", exigindo planos de fogo rigorosos e monitoramento contínuo.
Estima-se a supressão de 44,29 hectares de caatinga, que necessitam de inventários mais detalhados e compensações ambientais robustas. Por fim, o MPPE aponta a questão social pelo subdimensionamento dos impactos sobre comunidades quilombolas e a omissão de uma análise específica sobre o povo indígena Pankará.
O MPPE concluiu que o estudo atual sobre a mineração não oferece segurança para o licenciamento. Entre as providências requeridas estão a realização de audiência pública com linguagem acessível e a intimação do empreendedor para sanar todas as pendências técnicas antes de qualquer decisão sobre a viabilidade ambiental.
Roberto Lyra - Edifício Sede / Ministério Público de Pernambuco
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