Núcleo DHANA realiza Encontro Estadual para discutir ações de combate à insegurança alimentar em Pernambuco
Núcleo DHANA realiza Encontro Estadual para discutir ações de combate à insegurança alimentar em Pernambuco
29/02/2024 - O Núcleo de Direito Humano à Alimentação e Nutrição Adequadas Josué de Castro (Núcleo DHANA), do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), realizou nas últimas segunda (26) e terça-feira (27), em Garanhuns (Agreste Meridional), o I Encontro Estadual, na modalidade presencial, com o tema "Fome: um chamado para ação". O objetivo foi promover atividades de formação a membros e servidores, de forma a garantir maior efetividade nas ações de enfrentamento à insegurança alimentar em Pernambuco.
O evento foi aberto na tarde de segunda (26), no auditório da Promotoria de Justiça de Garanhuns, no Edifício Procuradora de Justiça Maria Nely Lima Ribeiro, com a presença do Procurador-Geral de Justiça Marcos Carvalho, que falou da importância da iniciativa para maior integração dos representantes do MPPE nos municípios pernambucanos e na discussão de ações que possam contribuir para a redução da insegurança alimentar em Pernambuco. Ele lembrou que no início da gestão, em 2023, o MPPE elegeu como uma das prioridades a garantia do direito humano à alimentação e o combate à fome.
"Neste ano de 2024, o MPPE intensificará o trabalho junto aos seus membros e vamos formalizar o trabalho conjunto com a Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) para que possamos chegar mais perto dos municípios, cobrar, orientar e acompanhar a criação e andamento dos Conselhos Municipais de Segurança Alimentar. O MPPE não executa, mas acompanha e cobra a implantação e o bom andamento das políticas públicas", afirmou o Procurador-Geral de Justiça Marcos Carvalho.
Esse I Encontro Estadual do Núcleo DHANA, no formato presencial, contou com a participação de servidores/as e Promotores/as de Justiça das diversas regiões de Pernambuco. Entre outros, além de Garanhuns, que sediou o evento, estiveram presentes representantes das Promotorias de Justiça de Jaboatão dos Guararapes, Caruaru, Abreu e Lima, Petrolina, Recife, Nazaré da Mata, Vitória de Santo Antão, Ouricuri, Palmares, Águas Belas, Sertânia, Pedra e Itaíba.
TEMAS - Durante os dois dias, ocorreram apresentações, seguidas de debates, sobre a "Exigibilidade do direito humano à alimentação e nutrição adequadas: o papel do Ministério Público no controle da efetivação das políticas públicas de DHANA", "Brasil Sem Fome: possibilidades de articulação e parcerias nos territórios e o diálogo com o Ministério Público", "O enfrentamento da insegurança alimentar em Pernambuco: implementação de políticas públicas e fortalecimento do controle social", "Exposição e avaliação das ações do Núcleo DHANA no ano de 2023".
Na programação, também, "Avaliação do Projeto Estratégico Segurança Alimentar e Controle Social no ciclo 2018-2023", "Pactuação do novo cronograma executivo do projeto para o exercício 2024", "Contextualização do Planejamento Estratégico Institucional 2024-2029" e "Elaboração e validação do plano de atuação do Núcleo DHANA". No final, "Discussão e aprovação da Carta de Garanhuns".
O Promotor de Justiça e Coordenador do Núcleo DHANA, Westei Conde y Martin Júnior, explicou que este I Encontro Estadual do Núcleo de Direito Humano à Alimentação e Nutrição Adequadas Josué de Castro teve o objetivo de fazer uma prestação de contas das atividades já realizadas pelo DHANA, desde a sua fundação em 2021, e também fazer uma reflexão "sobre onde o Núcleo DHANA estava, quando da sua criação no contexto da pandemia da covid-19, onde e como se encontra em 2024 e, sobretudo, para onde e quando queremos chegar, diante da urgência de se enfrentar o flagelo da fome e da estruturação de políticas públicas que assegurem o Direito Humano à Alimentação e Nutrição Adequadas nos territórios de Pernambuco”.
O evento, segundo Westei Conde, serviu ainda para corrigir rumos e intensificar as ações do Núcleo. Ele ressaltou que os governos Federal e Estadual estão trabalhando com programas específicos de combate à fome. “O MPPE, especificamente o Núcleo DHANA, precisa conhecer esses programas para realizar a incidência necessária, catalisando processos", explicou.
Especificamente com relação aos programas nos âmbitos federal e estadual, na tarde da segunda-feira (26), a Secretária Extraordinária de Combate à Pobreza e à Fome do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), Valéria Torres Amaral Burity, apresentou os objetivos, o funcionamento e possibilidades de parceria do "Programa Brasil Sem Fome". Na manhã da terça-feira (27), o Secretário Executivo de Combate à Fome da Secretaria de Assistência Social, Combate à Fome e Políticas sobre Drogas do Governo do Estado, Gabriel Felipe Gomes de Medeiros, apresentou as ações para o "Enfrentamento da Insegurança Alimentar em Pernambuco".
ELOGIOS - Durante a sua apresentação, na tarde da segunda-feira (26), a Promotora de Justiça aposentada do Rio Grande do Sul, Consultora Permanente do European Research Institute - Euroconv - Dialogi - Europaei; integrante do GT Segurança Alimentar e POP Rua do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e membra da Aliança pela Alimentação Adequada e Saudável-BR, Miriam Villamil Balestro Floriano, que abordou o tema "Exigibilidade do Direito Humano à Alimentação e Nutrição Adequada: o Papel do Ministério Público no Controle da Efetivação das Políticas Públicas de DHANA", afirmou que estava "encantada com o percurso que o MPPE vem tomando e pelas iniciativas que vem adotando para minimizar a situação de fome no Estado". Ela disse que a presença do Procurador-Geral de Justiça, Marcos Carvalho, no evento, já era um testemunho da importância que o MPPE dá ao tema.
A Secretária Extraordinária de Combate à Pobreza e à Fome do MDS, Valéria Burity, também elogiou o posicionamento do MPPE, de colocar como prioridade da gestão do Procurador-Geral de Justiça Marcos Carvalho, o enfrentamento e combate à fome no Estado.
Tanto Miriam Villamil quanto Valéria Burity entendem como "extremamente positivos" os passos e articulações que vêm sendo feitas pelo MPPE na busca de soluções para o combate e redução da fome no Estado. "O MPPE é um ator forte nessa luta. Está reunindo os seus quadros e organizando os seus esforços em busca de outros aliados que possam convergir ações para os mesmos propósitos", afirmou Valéria Burity.
Últimas Notícias
MP Recebe discute migrações e tráfico de pessoas com estudantes e rede de proteção
16/10/2026 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) realizou, na terça-feira (13), uma edição especial do projeto MP Recebe em Arcoverde, no Sertão do Estado. O encontro, que teve como tema “Migrações e Tráfico de Pessoas”, aconteceu no campus da Universidade de Pernambuco (UPE) no município e reuniu mais de 150 participantes.
A atividade foi promovida pela Escola Superior do Ministério Público de Pernambuco (ESMP), em parceria com a UPE Arcoverde, o Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (TRT6) e o Fórum Nacional do Poder Judiciário para Monitoramento e Efetividade das Demandas Relacionadas à Exploração do Trabalho em Condições Análogas à de Escravo e ao Tráfico de Pessoas (FONTET).
O público foi formado por estudantes do curso de Direito, além de representantes da Procuradoria Geral do Município, da Secretaria de Assistência Social e da Polícia Militar. A composição do auditório reforçou o caráter integrado do enfrentamento ao tráfico de pessoas, que depende da atuação articulada entre instituições de justiça, órgãos de segurança e rede de assistência social.
O MPPE foi representado pelo procurador de Justiça Marco Aurélio Farias e pela promotora de Justiça Aline Arroxelas, coordenadora do Centro de Apoio Operacional (CAO) de Defesa da Infância e Juventude do MPPE. A ESMP foi representada pela servidora Clarissa Marques.
PROJETO - O MP Recebe é uma iniciativa do MPPE que promove a aproximação entre a instituição e a comunidade acadêmica, formada por estudantes de Direito e de outras áreas. O projeto apresenta aos participantes a prática do Ministério Público e suas atribuições cotidianas na defesa dos direitos da sociedade.
Os encontros abordam temas como a atuação do MPPE na garantia dos direitos humanos, a cidadania, a defesa do patrimônio público e o acompanhamento de políticas públicas. A condução fica a cargo de promotores e promotoras de Justiça e de coordenadores de CAOs.
Justiça atende pedido do MPPE e determina que Câmara Municipal nomeie 17 aprovados em concurso e barre novas nomeações para comissionados
15/10/2026 - A Justiça de Pernambuco atendeu a um pedido do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e determinou que a Câmara Municipal de Olinda nomeie os 17 aprovados no concurso público realizado em 2024. A decisão, assinada em 5 de outubro pelo juiz Lucas do Monte Silva, da 2ª Vara da Fazenda Pública de Olinda, responde a uma Ação Civil Pública proposta pela promotora de Justiça Ana Maria S. Barros de Carvalho, da 4ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania de Olinda.
Pela decisão, a Câmara tem 30 dias, a partir da intimação, para nomear 13 técnicos legislativos (área administrativa), dois analistas legislativos de Controladoria Interna e dois analistas legislativos da área jurídica. A ordem de classificação e as vagas reservadas a pessoas com deficiência, previstas no edital, devem ser respeitadas.
O concurso foi homologado em agosto de 2024, mas, segundo a ação, nenhum aprovado foi chamado até hoje. Enquanto isso, a Câmara ampliou o número de cargos comissionados, que são ocupados por indicação, sem concurso. Auditoria do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) apontou que, em fevereiro de 2025, a Casa tinha 20 servidores efetivos e 222 comissionados.
Na decisão, o juiz considerou que a justificativa financeira apresentada pela Câmara foi genérica e que a Casa não comprovou falta de recursos. Ele destacou que, no mesmo período, o Legislativo criou novos auxílios e ampliou o quadro de comissionados. Também lembrou que o Supremo Tribunal Federal (STF) garante a quem é aprovado dentro do número de vagas o direito de ser nomeado.
A Justiça também proibiu a Câmara de fazer novas nomeações para cargos comissionados como subprocurador, assessor legislativo, assessor de plenário, assessor especial e assessor administrativo, entre outros, cujas funções se aproximam de tarefas de rotina ou dos cargos de concurso. Ficam de fora os chefes de gabinete e assessores parlamentares dos vereadores. A medida não exonera ninguém, e a Câmara pode, se quiser, reduzir cargos comissionados para compensar a despesa com os novos servidores.
Em 30 dias, a Casa também deverá apresentar à Justiça a lista de comissionados, com salários e funções, os gastos mensais com pessoal e informações sobre eventual prorrogação do concurso. Em caso de descumprimento, a multa é de R$ 2 mil por dia, por obrigação, limitada inicialmente a R$ 300 mil.
Confira também a matéria da Rádio MPPE: https://radiomppe.com.br/podcast/camara-de-olinda-tera-que-convocar-aprovados-em-concurso-de-2024/
MPPE articula fortalecimento do CONSEG dentro das diretrizes do Projeto Nossa Segurança
15/10/2026 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio da Promotoria de Justiça de Goiana e do Centro de Apoio Operacional de Defesa Social e Controle Externo da Atividade Policial (CAO Defesa Social), deu um passo decisivo para a estruturação da segurança pública no município de Goiana, na Zona da Mata Norte. Sob a articulação da promotora de Justiça Maria da Conceição Nunes da Luz, o MPPE impulsionou a convocação e o pleno funcionamento do Conselho Municipal de Segurança Pública (CONSEG Goiana), integrando as forças policiais, o Poder Público local e a sociedade civil em um esforço conjunto de prevenção e combate à violência.
A atuação ministerial foi determinante para reunir os representantes dos diversos órgãos que compõem o colegiado. A rearticulação do CONSEG fundamenta-se nas Leis Municipais nº 2.346/2018 e nº 2.843/2026, que estabeleceram e atualizaram a estrutura do conselho. Após sucessivas expedições de ofícios pelo município e o acompanhamento direto do MPPE, o conselho realizou reunião de trabalho no dia 1º de outubro de 2026, na Câmara Municipal de Goiana, registrando a presença expressiva de atores estratégicos do Sistema de Justiça e da Segurança Pública.
Durante o encontro, presidido com a participação ativa da promotora de Justiça Maria da Conceição, representantes do MPPE, da Secretaria de Segurança e Trânsito (SESTRAN), da Polícia Militar (PMPE), da Guarda Civil Municipal (GCM), do Poder Judiciário e das Secretarias de Educação e Políticas Sociais debateram demandas críticas de segurança da região. Entre as pautas centrais para o município e seus distritos, destacaram-se o combate ao domínio de facções criminosas no território, o enfrentamento da criminalidade nas praias e áreas litorâneas, a ampliação do apoio do setor de trânsito às ações ostensivas e o reforço da segurança nas escolas públicas municipais.
A reestruturação do CONSEG em Goiana atende de forma direta aos objetivos do Projeto Nossa Segurança, lançado pelo MPPE por meio do CAO Defesa Social, coordenado pelo promotor de Justiça Francisco Ortêncio. A iniciativa visa induzir políticas públicas permanentes de segurança nos municípios pernambucanos, incentivando a criação e o efetivo funcionamento de Conselhos, Fundos e Planos Municipais de Segurança Pública, em consonância com o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP — Lei Federal nº 13.675/2018).
Com a consolidação do conselho, Goiana dá os passos necessários para se enquadrar nos critérios do Selo Nossa Segurança, certificação do MPPE dividida nas categorias Bronze, Prata, Ouro e Diamante, que reconhece a governança, a transparência e a integração institucional dos municípios no combate à criminalidade.
Como encaminhamento da reunião, deliberou-se que a equipe jurídica da SESTRAN elaborará minuta normativizada com propostas e deliberações a serem votadas pelos conselheiros. A próxima reunião do CONSEG Goiana está agendada para o mês de novembro, com permissão para formato híbrido ou telepresencial, consolidando um fluxo permanente de trabalho integrado em prol da proteção cidadã.
Roberto Lyra - Edifício Sede / Ministério Público de Pernambuco
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