CALÇADO

MPPE recomenda à Prefeitura criar Estatuto da Guarda Municipal

Ilustração de viatura policial na cor azul
TAC já havia sido celebrado entre Prefeitura e MPPE, a fim de melhorar a estrutura da Guarda Municipal

05/09/2023 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio da Promotoria de Justiça de Calçado, emitiu uma recomendação ao Prefeito de Calçado, Francisco Expedito da Paz Nogueira, com o objetivo de ajustar o status e o papel da Guarda Municipal na cidade. Conforme o documento, o prefeito deve apresentar, no prazo de 20 dias corridos, um Projeto de Lei à Câmara Municipal de Vereadores propondo a criação do Estatuto da Guarda Municipal de Calçado, bem como evitar adotar quaisquer medidas que possam restringir a atuação dos guardas municipais.  

A Promotora de Justiça Kamila Guerra destaca que um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) já havia sido celebrado entre o município de Calçado e o MPPE, a fim de melhorar a estrutura da Guarda Municipal. Porém, mesmo com a flexibilização de prazos concedida pelo MPPE, o poder público municipal não implementou todos os compromissos firmados.

“A Guarda Municipal de Calçado desempenha um papel relevante na segurança pública, especialmente considerando a deficiência na atuação da Polícia Militar e da Polícia Civil na região devido à falta de efetivo e recursos”, fundamentou Kamila Guerra, no texto da recomendação.

A recomendação foi publicada no Diário Oficial do MPPE do dia 1º de setembro de 2023.
 

Últimas Notícias


EDUCAÇÃO
MPPE recomenda que Prefeitura de Abreu e Lima reative o Projeto Voltei
Imagem de professora dando aula a estudantes em sala
MPPE também recomendou o retorno do monitoramento dos alunos com o uso da ficha Voltei

 

03/07/2026 - Para combater a evasão escolar em Abreu e Lima, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio da 3ª Promotoria local, recomendou a reativação do Projeto Voltei (Verificação Oficial Limitadora das Taxas de Evasão e Infrequência) no município. A iniciativa institucional tem como principal objetivo combater a infrequência e o abandono escolar, por meio de um procedimento uniforme de monitoramento individual e sistemático dos alunos, atuando no resgate de estudantes evadidos e em situação de infrequência. 

Junto à reativação do projeto, o MPPE também recomendou o retorno do monitoramento dos alunos com o uso da ficha Voltei e a criação de equipes voltadas à fiscalização de dados, integradas com agentes na identificação de crianças fora da escola e realização da busca ativa. 

Segundo explica a promotora de Justiça Liliane Asfora Cunha Cavalcanti da Fonte, a recomendação foi emitida após ter sido apurada, por meio do Procedimento Administrativo nº 02159.000.159/2025, a paralisação do programa no âmbito municipal e a omissão por parte da Secretaria Municipal de Educação em fornecer os dados atualizados e as providências adotadas sobre infrequência, evasão e medidas de busca ativa. 

Foi dado um prazo de 15 dias para que o município informe sobre o acatamento das medidas recomendadas. O texto integral da recomendação foi publicado no Diário Oficial do dia 17 de junho de 2026.

ESCUTA PÚBLICA
MPPE convida movimentos sociais e população para debater política de cotas raciais em concursos municipais


03/07/2026 - Com o intuito de ouvir os movimentos sociais e a população sobre a política de cotas raciais em concursos da administração pública no Estado, o Núcleo de Enfrentamento ao Racismo do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) promoverá no dia 22 de julho, das 10h às 12h, o evento “Escuta Pública - Lei de Cotas Raciais nos Municípios de Pernambuco”. 

O evento será realizado no formato híbrido, disponibilizando 50 vagas para participação presencial e 100 vagas para participação online (via plataforma Google Meet). Aos interessados no formato presencial, o momento de escuta e debate será sediado no Auditório Arnaldo Duarte, Rua do Sol, 143, 5º andar, Edifício Ipsep, Santo Antônio, no Recife. 

O link de inscrição é https://doity.com.br/escuta-publica--lei-de-cotas-raciais-nos-municipios-de-pernambuco.

GESTÃO FINANCEIRA
MPPE recomenda à Prefeitura de Caruaru adotar medidas para evitar paralisação de obras em decorrência de remanejamento orçamentário
Foto de obra de um muro em andamento
Recursos que seriam usados para obras em creches, pontes e drenagem foram contingenciados


03/07/2026 - Depois de constatar indicativos de risco na gestão financeira da Prefeitura de Caruaru, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) expediu, no dia 19 de junho, recomendação ao prefeito e aos secretários municipais da Fazenda, de Planejamento, de Orçamento e Gestão e de Infraestrutura Urbana e Obras alertando para a impossibilidade da publicação de novos Decretos Municipais anulando dotações orçamentárias de obras e abrindo espaço para remanejamento de verbas.

Além de evitar novas publicações do tipo, o MPPE recomendou aos gestores municipais apresentar, em até 10 dias úteis, cronogramas físico-financeiros das obras de infraestrutura urbana, de saneamento e de construção e reforma de creches e quadras cujas dotações financeiras foram afetadas.

Após a identificação das obras efetivamente em curso, o Ministério Público cobra ainda que a gestão municipal recomponha as dotações orçamentárias anuladas, a fim de permitir a continuidade dos serviços; e a publicação imediata dos cronogramas e relatórios de medição das obras no Portal da Transparência, permitindo que a população fiscalize o andamento.

ENTENDA - A 2ª Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Caruaru identificou ao menos quatro atos normativos municipais (Decretos 134/2025, 001/2026, 018/2026 e 030/2026) em que a gestão municipal realoca recursos originariamente destinados a obras para gastos descritos como "serviços de terceiros", "material de consumo" e "vencimentos e vantagens de pessoal civil".

A Lei de Responsabilidade Fiscal impõe a precedência da execução de obras em andamento e da liquidação de obrigações essenciais frente à assunção de novas despesas discricionárias. Segundo os dados contábeis oficiais, o município fechou o ano de 2025 com registro de caixa líquido negativo de R$ 53,4 milhões.

Roberto Lyra - Edifício Sede / Ministério Público de Pernambuco

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