CALÇADO

MPPE recomenda à Prefeitura criar Estatuto da Guarda Municipal

Ilustração de viatura policial na cor azul
TAC já havia sido celebrado entre Prefeitura e MPPE, a fim de melhorar a estrutura da Guarda Municipal

05/09/2023 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio da Promotoria de Justiça de Calçado, emitiu uma recomendação ao Prefeito de Calçado, Francisco Expedito da Paz Nogueira, com o objetivo de ajustar o status e o papel da Guarda Municipal na cidade. Conforme o documento, o prefeito deve apresentar, no prazo de 20 dias corridos, um Projeto de Lei à Câmara Municipal de Vereadores propondo a criação do Estatuto da Guarda Municipal de Calçado, bem como evitar adotar quaisquer medidas que possam restringir a atuação dos guardas municipais.  

A Promotora de Justiça Kamila Guerra destaca que um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) já havia sido celebrado entre o município de Calçado e o MPPE, a fim de melhorar a estrutura da Guarda Municipal. Porém, mesmo com a flexibilização de prazos concedida pelo MPPE, o poder público municipal não implementou todos os compromissos firmados.

“A Guarda Municipal de Calçado desempenha um papel relevante na segurança pública, especialmente considerando a deficiência na atuação da Polícia Militar e da Polícia Civil na região devido à falta de efetivo e recursos”, fundamentou Kamila Guerra, no texto da recomendação.

A recomendação foi publicada no Diário Oficial do MPPE do dia 1º de setembro de 2023.
 

Últimas Notícias


PETROLINA
Justiça Eleitoral acolhe pedido do MPPE e determina suspensão de festival de cerveja no dia das eleições
Imagem de mulher assinando papel
Ministério Público Eleitoral apontou que a realização de shows gratuitos de rock e a comercialização de chopp e cerveja nas proximidades de locais de votação podem favorecer aglomerações

 

1º/10/2026 - A Justiça Eleitoral acolheu integralmente o pedido do Ministério Público Eleitoral (MPE), por intermédio da Promotoria de Justiça Eleitoral da 145ª ZE, e determinou a suspensão das atividades do evento "Festival da Cerveja Artesanal/TorresmoFest", previsto para ocorrer no Pátio de Eventos Ana das Carrancas, em Petrolina, no dia 4 de outubro, data do primeiro turno das Eleições 2026.

A decisão da juíza eleitoral da 145ª Zona Eleitoral, Elisama de Sousa Alves, atende à tutela de urgência inibitória requerida pelo MPPE na Representação Eleitoral nº 0600018-34.2026.6.17.0145. Com a determinação, os organizadores do evento ficam proibidos de abrir os portões, realizar shows musicais, comercializar bebidas e alimentos ou promover qualquer atividade que provoque aglomeração durante todo o domingo de votação.

Em caso de descumprimento, foi fixada multa de R$ 100 mil por hora à empresa Meteoro Komblue Eventos e Cervejaria Ltda. A decisão também autoriza a apreensão coercitiva de equipamentos e determina o apoio do 5º Batalhão da Polícia Militar de Pernambuco (5º BPM), da Polícia Civil (PCPE) e da Guarda Municipal na fiscalização.

Na representação, o Ministério Público Eleitoral apontou que a realização de shows gratuitos de rock e a comercialização de chopp e cerveja nas proximidades de locais de votação podem favorecer aglomerações, perturbação do sossego e eventual prática de boca de urna ou propaganda eleitoral irregular. Destacou, também, o risco de deslocamento de efetivo policial que estará mobilizado para garantir a segurança durante a votação.

Para a promotora de Justiça Eleitoral da 145ª ZE, Cintia Micaella Granja, a decisão representa um resultado importante da atuação preventiva do MPE para preservar a normalidade e a lisura do processo eleitoral.

CARUARU
MPPE cobra mapeamento e diagnóstico do transporte rural
Imagem de ônibus trafegando em estrada de barro
A recomendação também determina a identificação das localidades e trechos onde os ônibus não conseguem circular, especialmente em estradas sem pavimentação

 

1º/10/2026 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por intermédio da 4º Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania de Caruaru, recomendou à Autarquia de Mobilidade de Caruaru (AMC) que realize o mapeamento completo do transporte público que atende as comunidades e sítios da zona rural do município. A medida busca identificar falhas na prestação do serviço e garantir o atendimento adequado aos moradores.

A AMC deverá apresentar ao MPPE, no prazo de até 10 dias úteis, o levantamento atualizado de todas as linhas de transporte, itinerários, horários e quantidade de veículos disponibilizados pelas empresas Coletivo e Bandeira Mobilidade.

A recomendação também determina a identificação das localidades e trechos onde os ônibus não conseguem circular, especialmente em estradas sem pavimentação. Segundo relatos encaminhados ao MPPE, moradores de algumas comunidades enfrentam problemas com a superlotação, atrasos, quebras de veículos e atolamentos, como os registrados no Sítio Riacho do Veado e na Vila Peladas.

O MPPE recomendou ainda que a AMC adote medidas para garantir transporte complementar nas áreas sem atendimento regular e que intensifique a fiscalização do serviço, para combater a superlotação e assegurar o cumprimento dos horários, especialmente nos períodos de maior demanda.

A Autarquia de Mobilidade de Caruaru terá prazo de 20 dias para informar à Promotoria de Justiça se acata as medidas recomendadas ou para apresentar justificativa para o eventual não atendimento. A íntegra do documento, assinado pela Promotora de Justiça Sophia Wolfovitch Spinola, foi publicada no Diário Oficial Eletrônico do MPPE, do dia 25 de setembro de 2026.

MEIO AMBIENTE
Em Salvador, MPPE participa de capacitação em geotecnologias de combate ao desmatamento ilegal
Fotografia dos participantes do evento posando juntos em volta da mesa de discussões
A atividade, promovida pelo Ministério Público da Bahia, reuniu integrantes de Ministérios Públicos do Nordeste para intercâmbio de experiências

 

1º/10/2026 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio de equipe do Centro de Apoio Operacional ao Meio Ambiente (CAOMA), participou, nos dias 24 e 25 de setembro, em Salvador, da oficina “Por Dentro do Terra”, voltada à capacitação de membros e servidores no uso de geotecnologias aplicadas ao combate ao desmatamento ilegal. A atividade, promovida pelo Ministério Público da Bahia (MPBA), reuniu integrantes de Ministérios Públicos do Nordeste para intercâmbio de experiências, metodologias e ferramentas destinadas ao fortalecimento da atuação na defesa do meio ambiente.

A participação do MPPE possibilitou o aprofundamento de conhecimentos sobre o uso de imagens de satélite, análise de alertas de desmatamento, cadastros de imóveis rurais, Áreas de Preservação Permanente (APPs), Reserva Legal, valoração de danos ambientais, compensação ambiental e produção de dados geoespaciais. A programação incluiu ainda visita técnica ao Centro Integrado de Geoinformações (Cigeo) do MPBA, onde foram apresentados, na prática, ferramentas, metodologias e fluxos utilizados para subsidiar a atuação ministerial na área ambiental.

Os conhecimentos adquiridos serão aplicados no processo de implantação, no âmbito do MPPE, de um Núcleo de Geoinformação, estruturado com recursos captados junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A nova estrutura deverá apoiar a atuação ambiental do Ministério Público por meio do monitoramento sistemático de alertas de desmatamento gerados pelo MapBiomas, da análise de informações geoespaciais e da produção de documentos técnicos aptos a subsidiar a comprovação dos ilícitos ambientais.

O trabalho desenvolvido pelo Núcleo deverá dar suporte especialmente aos coordenadores do Núcleo de Proteção Especializada do Meio Ambiente (Nupema), responsáveis pela atuação regionalizada em matéria ambiental. A proposta é que os alertas identificados sejam analisados e convertidos em elementos técnicos capazes de instruir procedimentos e medidas extrajudiciais ou judiciais relacionados ao desmatamento ilegal. A estrutura também deverá contar com sistema de cálculo para valoração de danos ambientais e definição de medidas de compensação, oferecendo parâmetros técnicos para a reparação dos prejuízos causados pelos infratores.

Segundo a coordenadora do CAO Meio Ambiente, promotora de Justiça Belize Câmara, "a experiência contribuirá diretamente para a implantação de uma estrutura permanente de inteligência territorial e ambiental no MPPE, ampliando a capacidade institucional de detectar desmatamentos, produzir provas técnicas, dimensionar os danos provocados e subsidiar a adoção de medidas de responsabilização e reparação ambiental. O intercâmbio com outros Ministérios Públicos permite ainda conhecer soluções já testadas e adaptar metodologias às necessidades e à realidade territorial de Pernambuco".

Para o Procurador-Geral de Justiça do MPPE, José Paulo Xavier, "é uma iniciativa que fortalece a capacidade institucional do MPPE e demonstra nosso compromisso com uma atuação ambiental cada vez mais inovadora, qualificada e efetiva.”

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