MPPE recomenda à Prefeitura de Solidão que se abstenha de pagar valores de cachês desproporcionais a artistas
MPPE recomenda à Prefeitura de Solidão que se abstenha de pagar valores de cachês desproporcionais a artistas
17/06/2026 - Por ser desproporcional aos montantes anteriores cobrados pelos mesmos músicos no período de 1° de maio a 31 de julho de 2025, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio da Promotoria de Justiça local, recomendou ao prefeito do Município de Solidão que se abstenha de pagar valores estabelecidos no contrato já firmado com a banda Caviar com Rapadura para os festejos juninos deste ano.
Foi recomendado ainda ao prefeito que o município se abstenha de novas contratações com valores muito discrepantes em relação ao ano passado.
O contrato firmado pela prefeitura com a banda em 2026 excede a média histórica de cachês anteriormente cobrados, estando R$ 36.261,82 acima do previsto, ultrapassando o limite financeiro estabelecido pela metodologia preventiva de controle, segundo relatório feito pelo Centro de Apoio Operacional de Defesa do Patrimônio Público e Terceiro Setor (CAO Patrimônio), do MPPE. O cálculo foi baseado na média aritmética de montantes apurados a partir das 11 contratações anteriores dos artistas, devidamente atualizado com correções inflacionárias.
A metodologia preventiva de controle (Nota Técnica nº 02/2026), foi adotada pelo MPPE e coordenada com o CAO Patrimônio, estabelecendo a razoabilidade no custeio das atrações artísticas no São João de 2026 e em outros eventos do Estado de Pernambuco. O MPPE vem acompanhando os aumentos desproporcionais nos gastos com cachês em Pernambuco, através do Painel interativo de dados - Transparência dos Festejos Juninos de Pernambuco.
O MPPE confere o prazo de 5 dias sobre o acatamento ou não. A recomendação foi publicada no Diário Oficial do MPPE de 17 de junho de 2026.
Últimas Notícias
MPPE consegue na Justiça a determinação que Município execute infraestrutura básica no loteamento Novo Polo
31/08/2026 - O Juízo de Santa Cruz do Capibaribe julgou procedente os pedidos formulados em ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e determinou, em carácter definitivo, que o Município realize a execução integral e conclusão de todas as obras de infraestrutura básica no loteamento Novo Polo. Os embargos declaratórios do Município foram rejeitados pelo Juízo, mantendo-se a sentença.
O MPPE constatou que o loteamento Novo Polo foi aprovado pela Câmara Municipal de Santa Cruz do Capibaribe, em 2007, construído parcialmente e entregue aos moradores. Passados mais de 16 anos, os residentes não dispõem de rede de água, esgoto, energia elétrica regular ou pavimentação. Para a 2ª Promotoria de Justiça de Santa Cruz de Capibaribe, a empresa imobiliária comercializou os lotes sem cumprir o cronograma de obras e o Município falhou gravemente no seu dever de fiscalizar e regularizar o parcelamento do solo. A empresa imobiliária foi dissolvida após falecimento de sócio, restando, de forma solidária, a responsabilidade para o Município pela execução das melhorias.
Conforme trecho da decisão, a referida infraestrutura básica compreende, obrigatoriamente, na implantação de sistema de escoamento de águas pluviais; implantação de rede de abastecimento de água potável e sistema de esgotamento sanitário, devidamente aprovados pela Compesa; implantação de rede de energia elétrica e iluminação pública, em conformidade com as normas da concessionária Neoenergia; pavimentação (calçamento) e regularização das vias de circulação em todo o loteamento.
O MPPE foi notificado, nesta segunda-feira (31), sobre a rejeição dos embargos de declaração protocolados pelo Município. A matéria refere-se à ação civil pública NPU 0004842-22.2023.8.17.3250, ajuizada em 2023.
MPPE discute impactos do acolhimento e direito de crescer em família
31/08/2026 - Integrantes do MPPE, especialistas, conselheiros tutelares, gestores públicos e profissionais das áreas de saúde, assistência social e psicologia se reuniram na manhã desta sexta-feira (28/8), no Recife, para discutir os desafios da proteção integral na primeira infância, os impactos da institucionalização e a garantia do direito de crianças crescerem em ambiente familiar.
Realizado pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Infância e Juventude (CAO IJ), o "Seminário Primeira Infância Protegida: Os impactos da institucionalização e o direito de crescer em família" reuniu mais de 50 participantes presencialmente, no Auditório Arnaldo Duarte, no bairro de Santo Antônio. Outros 100 profissionais acompanharam a programação por transmissão ao vivo, pela plataforma Google Meet.
Na abertura do evento, a Diretora da Escola Superior do Ministério Público (ESMP), promotora de Justiça Carolina de Moura destacou que o seminário teve como principal objetivo qualificar a rede de proteção e ampliar a atenção dedicada à primeira infância, uma das prioridades da gestão do Procurador-Geral de Justiça, José Paulo Xavier. "É fundamental qualificar a atuação daqueles que integram a rede de proteção para que possamos garantir uma atenção cada vez mais adequada às necessidades específicas da primeira infância", ressaltou a Diretora da ESMP.
A coordenadora do CAO IJ, Promotora de Justiça Aline Arroxelas, destacou a importância de discutir e aprofundar conhecimentos sobre a aplicação de medidas protetivas para crianças pequenas. "Este é um tema muito caro para nós, pois o afastamento familiar na primeira infância traz desafios e reflexões específicas", afirmou. Segundo dados apresentados, Pernambuco possui atualmente 1.083 crianças e adolescentes em situação de acolhimento, sendo 322 crianças de 0 a 6 anos. O número reforça a necessidade de uma atuação articulada e especializada da rede de garantia de direitos, considerando o desenvolvimento infantil nos primeiros anos de vida.
A proposta foi ampliar o conhecimento de integrantes do MPPE e de profissionais que atuam na garantia de direitos, contribuindo para decisões mais adequadas às necessidades de cada criança e de sua família.
A programação teve início com a exposição "Os impactos no desenvolvimento da saúde de crianças na primeira infância em acolhimento", apresentada pela médica pediatra do Centro de Referência para o Cuidado de Crianças, Adolescentes e suas Famílias em Situação de Violência (CERCCA-Recife), Priscilla Pedrosa. A especialista abordou aspectos do desenvolvimento humano, desde a gestação até a primeira infância, além das particularidades do desenvolvimento de crianças inseridas em contexto de acolhimento e de violência. Também compartilhou experiências relacionadas ao Grupo Aconxero, desenvolvido em Recife.
Na sequência, a juíza de Direito e secretária-executiva da Comissão Estadual Judiciária de Adoção de Pernambuco (CEJA/PE), Ana Carolina Avellar Diniz, apresentou o tema "A atuação da CEJA/PE no monitoramento dos casos de acolhimento no Estado de Pernambuco e a atuação do projeto Ciranda Conviver". O foco da exposição foi na intersetorialidade da proteção integral e na necessidade de diálogo interinstitucional contínuo.
A programação também contou com a participação do psicólogo do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) e do MPPE, Paulo Teixeira, que abordou a entrega voluntária de crianças para adoção e apresentou o fluxo interinstitucional estruturado para essas situações. Na ocasião, o expositor destacou questões como o direito da mulher e a garantia do sigilo.
Além das exposições, o seminário promoveu um debate com os participantes, que puderam apresentar relatos, compartilhar experiências e esclarecer dúvidas sobre os procedimentos que envolvem a entrega legal para adoção, o afastamento da família natural e o acolhimento institucional.
Agenda Compartilhada debate avanços na estrutura do MPPE e novos desafios
28/08/2026 - Obras em andamento, previsão de novas medidas para adequação do quadro funcional e de apoio técnico aos membros do Ministério Público de Pernambuco foram temas debatidos nas três primeiras reuniões da Agenda Compartilhada 2026. Os encontros iniciais da temporada ocorreram nas últimas quinta (27) e sexta-feira (28) com promotores da Infância e Juventude e com procuradores Cíveis, no Recife, além de membros das Promotorias da 7ª Circunscrição do MPPE, em Palmares, na Mata Sul.
“A Agenda Compartilhada é um compromisso de gestão e oportunidade de promoção da escuta localizada para aperfeiçoar o nosso planejamento estratégico, com colheita de sugestões, além da prestação de contas administrativa e finalística das medidas adotadas até então e futuras, possibilitando, com isso, a inclusão e a integração de todos os membros e membras do MPPE”, afirmou José Paulo Xavier.
Nos três primeiros encontros, ele mencionou medidas em andamento para possibilitar a reposição do quadro de pessoal e reforçar o apoio técnico às Promotorias e Procuradorias, fez um balanço dos atos relacionados à movimentação na carreira de membros, listou conquistas da modernização tecnológica, da reorganização administrativa e resultados da atividade fim, em defesa da cidadania e da sociedade. Também abordou questões da estrutura física da instituição, prevendo o início da ampliação da sede das Promotorias da Infância e Juventude da Capital, na Boa Vista, ainda este ano.
“Estamos felizes com essa visita, que demonstra a prioridade dada pela gestão. Temos a expectativa de chegada de novos membros e também na ampliação física”, comentou a coordenadora das Promotorias da Infância e Juventude da Capital, Promotora de Justiça Andrea Karla Reinaldo de Souza Queiroz . Nos últimos dois anos, a gestão do MPPE lançou 261 editais de movimentação de carreira, incluindo o recente que contempla as Promotorias da Infância e Juventude da Capital, onde promotoras foram promovidas, recentemente, procuradoras de Justiça para atuação em Caruaru.
ESTRUTURAL - Em Palmares, a reunião da Agenda Compartilhada foi realizada na nova sede em construção. Promotoras e promotores de Justiça da 7ª Circunscrição do MPPE conheceram o projeto do prédio em 3D e visitaram as dependências da edificação.
“É muito importante esse encontro, pois estamos distantes da capital e temos a oportunidade de tratar diretamente com o Procurador-Geral de Justiça aqui no município, ser atualizados sobre medidas da administração e de questões nacionais. Nossa nova sede, que estamos conhecendo, vai oferecer melhor condição de trabalho e de atendimento à população”, disse a coordenadora da 7ª Circunscrição, promotora de Justiça Ana Victoria Francisco Schauffert.
Com procuradoras e procuradores cíveis da Capital foram debatidas medidas relacionadas à classe e os projetos em curso para modernizar o MPPE do ponto de vista tecnológico e de educação continuada, além de resultados obtidos pela instituição em defesa dos direitos sociais e do controle externo de políticas públicas. “É sempre interessante ter essa interação com a gestão, para que possamos encaminhar nossas reivindicações, ouvir as propostas da Procuradoria-Geral e alinhar nossa atuação no segundo grau. Neste ano aumentou a equipe de apoio técnico-jurídico aos gabinetes das Procuradorias e foram implantadas novas tecnologias”, avaliou o procurador de Justiça Valdir Bezerra, coordenador das 23 Procuradorias Cíveis da Capital.
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