MPPE realiza o Innovation Day

Dentro do objetivo da gestão do Ministério Público de Pernambuco de dar destaque à inovação, o MPLabs aMPlifica realiza grande encontro sobre o tema, o Innovation Today. O evento será no dia 16 de novembro, das 8h às 18h, no audiório Roque de Brito Alves, da Uninassau.
 
"Estamos atentos a fomentar a inovação no MPPE. É um tema que tratamos desde o início da nossa gestão e que vamos finalizar dando ênfase a ideia de que inovação é um assunto multidisciplinar. Levamos inovação para todas as áreas da instituição e não apenas para a equipe de tecnologia", comentou o procurador-geral de Justiça, Paulo Augusto de Freitas Oliveira.
 
Para a coordenadora do MPLabs aMPlifica, o evento é um momento para a equipe refletir como aplicar a inovação na rotina do MPPE e como fazer isso na prática. "Ao final do evento iremos apresentar o novo programa de inovação para a nossa instituição: o MPLabs aMPlifica. Esse novo modelo busca trabalhar a inovação de forma intersetorial, contínua, e aproveitando as diversas formas de inovar, não se restringindo apenas à TI, ou à inovação aberta. Dentro dessa linha, nós procuramos aproveitar tudo o que tivemos de bom, no MPLabs, mas procurando melhorar sempre, com tudo o que levamos de aprendizados", comenta a assessora do Núcleo de Apoio à Gestão de Tecnologia e Inovação (NTI) do MPPE, Alice de Oliveira Morais. Para as exposições, a instituição convidou profissionais renomados nacionalmente e com larga experiência na área.
 
Entre as palestras que vão ocorrer pela manhã estão "Keynote: Confiança Criativa" com a diretora da Idealiza, Caroline Bucker; "Design Thinking e Gestão Ágil de Projetos" com o mestre em Inovação, David Montalvão; "Keynote: Cultura Digital" com o Gerente de DHO da SUMMIT - TRIS & ARTOOLS, Augusto Niche Teixeira e "Acelerando a Inovação na Justiça" com o idealizador do 'Judiciário Exponencial', Ademir Piccoli.  
 
Já à tarde, será a vez de abordar cases de inovação de alguns MPs que são referência no assunto em todo o Brasil. Estarão presentes os MPs de Pernambuco (Alice de Oliveira Morais - Promotora de Justiça e Assessora do Núcleo de Apoio à Gestão de Tecnologia e Inovação (NTI) do MPPE); Santa Catarina (Guilherme André Pacheco Zattar - Promotor de Justiça do MPSC); Rio de Janeiro (Daniel Lima Ribeiro - Promotor de Justiça e Assessor da Sub de planejamento e fundador do Laboratório de Inovação do MPRJ); Paraíba (Octávio Paulo Neto - Promotor de Justiça do MPPB) e Mato Grosso do Sul (Paulo César Zeni - Promotor de Justiça do MPMS).
 
O encontro contará também com apresentação de cases do Porto Digital e do IDEIAS, laboratório de inovação do TJPE.
 
O Innovation Today será voltado para membros e servidores, além de alunos da Uninassau. Para se inscrever, basta acessar o link https://www.sympla.com.br/evento/innovation-today-mppe/1745326
 
 
 
 

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CAATINGA RESISTE
Fiscalização ambiental obtém resultado expressivo em Pernambuco, com mais de 2.600 hectares de áreas embargadas e R$ 3,1 milhões em multas
Fotografia aérea de trecho desmatado da caatinga
Operação Caatinga Resiste identificou um total de 10.434 hectares de desmatamento ilegal no semiárido brasileiro, sem autorização para supressão de vegetação

 

20/03/2026 - Pernambuco foi o estado com mais hectares fiscalizados (2.752 ha) e embargados (2.631 ha) na Operação Caatinga Resiste, uma articulação que uniu os Ministérios Públicos de nove estados brasileiros e diversos órgãos de fiscalização ambiental. De acordo com os dados apresentados na manhã de hoje (20), a força-tarefa pernambucana foi responsável por aproximadamente 39% da área embargada total. Já o somatório de multas aplicadas em Pernambuco foi de R$ 3,1 milhões.

Deflagrada em âmbito nacional entre os dias 9 e 19 de março, e coordenada localmente pelo Centro de Apoio de Defesa do Meio Ambiente do MPPE, a Operação Caatinga Resiste identificou um total de 10.434 hectares de desmatamento ilegal no semiárido brasileiro, sem autorização para supressão de vegetação. As irregularidades acarretaram no embargo de 6.673 hectares e na aplicação de quase R$ 27 milhões em multas.

A coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente, Promotora de Justiça Belize Câmara, enalteceu o trabalho desenvolvido e os resultados obtidos mediante a atuação conjunta dos órgãos parceiros: Ibama, ICMBio, CPRH e Polícias Civil, Militar e Federal.

"Até o momento, só tínhamos operação em favor da Mata Atlântica. É com muita satisfação que iniciamos essa operação em defesa da caatinga, que trouxe resultados muito expressivos já em sua primeira edição. Tivemos 27 municípios vistoriados, com 199 autos de infração lavrados e R$ 3,1 milhões de multas. É um trabalho fundamental para a proteção desse bioma que é preponderante no estado de Pernambuco e que é fundamental, especialmente, no contexto de emergências climáticas", destacou.

A coordenadora pontuou ainda que um dos pontos de inovação em Pernambuco foi a participação da Polícia Federal e do ICMbio, este último vistoriando a Área de Proteção Ambiental da Chapada do Araripe, que está sofrendo muita pressão por conta de atividades de agropecuária da plantação de soja e também de mineração.

Durante a operação, também foram identificadas outras infrações ambientais em vários estados, como a apreensão de animais silvestres, a extração ilegal de areia e minério, o uso irregular do fogo para supressão de vegetação e a exploração ilegal de madeira.

CAATINGA RESISTE - De iniciativa da Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa), a Operação é apenas um dos eixos de um projeto maior chamado "Caatinga Resiste" e foi realizada entre os dias 9 e 19 de março de 2026, mobilizando Ministérios Públicos, órgãos ambientais e forças policiais de Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.

Inspirada na experiência da Operação Mata Atlântica em Pé, que é realizada nacionalmente desde 2017, a força-tarefa utiliza os dados dos alertas de desmatamento disponibilizados pelo MapBiomas, como também o cruzamento de bases de dados oficiais, como o CAR, o Sinaflor e as ASVs, além de fiscalizações presenciais e remotas.

Nos casos em que foram constatadas irregularidades, o Ministério Público adotará medidas extrajudiciais e judiciais para interromper os danos, promover a reparação ambiental e responsabilizar os infratores, inclusive pelos danos climáticos decorrentes do desmatamento.

Confira alguns dados complementares sobre a operação em Pernambuco:

- 27 municípios vistoriados (Araripina, Ipubi, Petrolina, Vertentes, Brejo da Madre de Deus, Taquaritinga do Norte, Caruaru, São Bento do Una, Sanharó, São Caetano, Cachoeirinha, Tacaimbó, Itaíba, Bom Conselho, Águas Belas, Iati, Buíque, Serra Talhada, Santa Cruz da Baixa Verde, Calumbi, Custódia, Triunfo, Ouricuri, Parnamirim, Exu, Bodocó e Serrita)
- Maior área contínua de desmatamento: 210 hectares, em Petrolina
- Maior multa aplicada: R$ 211 mil, em Petrolina
- Principal tipo de infração: desmatamento da vegetação nativa para agricultura sem autorização dos órgãos ambientais
- Apreensões: 76 aves em cativeiro, 2 retroescavadeiras, 1 caminhão basculante, 1 trator, 6 armadilhas, 1 motosserra e armamentos

SAÚDE MENTAL
MPPE promove seminário com agentes de acolhimento dos municípios da IV Macrorregião de Pernambuco
Print da tela com participantes online
A iniciativa foi promovida pelo CAO Saúde em parceria com a GASAM


 

20/03/2026 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Defesa da Saúde (CAO Saúde), realizou o Seminário de Atuação do IV Comitê Macrorregional de Saúde Mental, em 16 de março, de forma virtual, reunindo integrantes de 25 municípios do sertão do São Francisco, e contando com a participação de 40 pessoas.

A abertura foi realizada pela promotora de Justiça e coordenadora do CAO Saúde, Helena Capela, que abordou aspectos fundamentais para o atendimento em saúde mental no âmbito das Promotorias de Justiça, com destaque para a importância da atuação articulada entre diferentes políticas públicas. O seminário teve enfoque no protocolo de atendimento às pessoas que chegam em sofrimento psíquico às sedes do MPPE, explicando como os agentes de acolhimento atuarão no Comitê Regional de Saúde, formado por representantes do CAO Saúde, da Gerência de Atenção à Saúde Mental de Pernambuco (GASAM/PE) e técnicos das Gerências Regionais de Saúde (GERES) que integram a IV Macrorregião. Houve também palestra da GASAM, expondo sobre a rede de saúde mental da região e tratando de casos práticos com os participantes.

A atividade integra o programa do MPPE “Saúde Mental: Não faça disso um Bicho de 7 Cabeças” (Componente II) que tem como foco o fortalecimento da escuta qualificada, aprimoramento dos fluxos de encaminhamentos e a garantia de um atendimento mais humanizado e integrado à rede de atenção psicossocial.

A iniciativa foi promovida pelo CAO Saúde em parceria com a GASAM, reunindo agentes de acolhimento, membros, servidores, técnicos de saúde e gestores dos municípios de Salgueiro, Serrita, Cedro, Verdejante, Araripina, Bodocó, Granito, Exu, Moreilândia, Ipubi, Ouricuri, Santa Cruz, Santa Filomena, Parnamirim, Terra Nova, Trindade, Petrolina, Afrânio, Dormentes, Cabrobó, Lagoa Grande, Orocó, Santa Maria da Boa Vista, Belém de São Francisco e Mirandiba.

GAMELEIRA
MPPE recomenda à Prefeitura a rescisão de contrato de serviços advocatícios firmados sem licitação
Imagem de pessoa escrevendo em papéis tendo calculadora ao lado
Contratação direta de serviços advocatícios é uma exceção à regra constitucional da licitação e só pode ocorrer quando preenchidos requisitos rigorosos

 

20/03/2026 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio da Promotoria de Justiça local, recomendou ao prefeito do município de Gameleira para que adote providências voltadas à regularização da contratação de serviços advocatícios pela administração municipal. A recomendação é resultado de inquérito civil que apura a contratação de escritório de advocacia sem licitação.

A Promotoria de Justiça de Gameleira também ressalta que o município possui Procuradoria própria estruturada, não havendo comprovação de impossibilidade técnica para que os procuradores municipais conduzissem a demanda judicial. Nesse contexto, a terceirização do serviço foi considerada desnecessária e potencialmente lesiva ao erário.

De acordo com o MPPE, a contratação direta de serviços advocatícios é uma exceção à regra constitucional da licitação e só pode ocorrer quando preenchidos requisitos rigorosos, como a comprovação da singularidade do serviço e da notória especialização do profissional. No caso analisado, a Promotoria de Justiça constatou que tais requisitos não foram demonstrados de forma adequada.

O contrato em questão foi firmado para atuação em fase de cumprimento de sentença relacionada à recuperação de valores do antigo FUNDEF. Segundo a promotora de Justiça Nycole Sofia Teixeira Rego, trata-se de uma demanda já pacificada judicialmente, com natureza predominantemente técnica e contábil, o que afasta a justificativa de singularidade e complexidade que permitiria a contratação por inexigibilidade. Outro ponto destacado é o modelo de remuneração previsto no contrato, que estabelece honorários de 10% sobre o valor a ser recuperado pelo município, estimado em mais de R$ 23 milhões. Com isso, os honorários poderiam ultrapassar R$ 2 milhões. Além disso, a previsão de pagamento com base nos juros de mora do precatório contraria entendimentos consolidados dos tribunais superiores, que vedam o uso de recursos vinculados à educação, como os do FUNDEF/FUNDEB, para esse fim.

Diante das irregularidades, o MPPE recomendou a imediata abertura de procedimento administrativo para a rescisão do contrato firmado com o escritório de advocacia, com fundamento no interesse público e na possível nulidade do ajuste. Também foi recomendado que o município se abstenha de realizar novos contratos semelhantes, por inexigibilidade de licitação, para serviços jurídicos que não apresentem caráter excepcional.

A íntegra da recomendação pode ser consultada no Diário Oficial do MPPE do dia 18 de março de 2026.

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