MEIO AMBIENTE

MPPE lança seu Plano de Gestão Sustentável

O plano funciona como ferramenta estratégica de diagnóstico, planejamento e controle, assegurando coerência e alinhamento entre as atividades cotidianas e os princípios institucionais.


02/12/2025 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) publicou nesta segunda-feira (1º/12) o seu Plano de Gestão Sustentável (PGS), documento que busca integrar práticas sustentáveis ao dia a dia institucional, fortalecendo a governança, reduzindo impactos ambientais e promovendo o uso consciente dos recursos públicos.

“A adoção do PGS representa uma resposta necessária aos desafios atuais da administração pública, que exige o uso racional de bens e serviços, o incentivo a novas tecnologias e o desenvolvimento de ações que contribuam para a preservação ambiental", pontuou o Subprocurador-Geral em Assuntos Administrativos, Hélio José de Carvalho Xavier, presidente do Comitê Gestor, responsável pela avaliação final, revisão do plano e validação das metas.

O plano funciona como ferramenta estratégica de diagnóstico, planejamento e controle, assegurando coerência e alinhamento entre as atividades cotidianas e os princípios institucionais. Ele está conectado ao Mapa Estratégico Nacional, elaborado pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), ao qual o MPPE aderiu em 2023. No âmbito do MP de Pernambuco, o plano tem prazo de vigência para o período de 2025 a 2027 e está sendo coordenado pela Comissão Permanente de Gestão Ambiental (CPGA). 

“A elaboração do PGS seguiu um processo envolvendo pesquisa, colaboração e alinhamento com as melhores práticas ambientais. Trata-se de um projeto coparticipativo, onde diversos setores estratégicos enviaram as ações que pretendem desenvolver nestes próximos anos. Cada ação, meta, prazo foi definido pelos próprios setores e essa construção coletiva garantiu precisão técnica, participação institucional e efetividade na implementação das ações previstas”, destacou a Promotora de Justiça Rejane Strieder Centelhas, coordenadora da CPGA, área responsável pela avaliação e controle do cumprimento do Plano no MPPE.

A elaboração do plano foi conduzida pelo Comitê Gestor, formado por representantes de áreas estratégicas, como a Subprocuradoria-Geral em Assuntos Administrativos, a CPGA, a Gerência Ministerial Executiva de Compras e Serviços (GMEC), a Gerência Ministerial de Infraestrutura (GEMI) e a Coordenadoria Ministerial da Administração (CMAD). 

Além disso, foram realizadas pesquisas sobre PGS em outras instituições; benchmarking com instituições do Comitê Ecos de Pernambuco e troca de informações com o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) e o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE). Foram, também, aplicados questionários para diagnóstico e realizada oficina com grupos executivos, responsáveis por propor e executar os projetos que viabilizarão a implantação do PGS no âmbito do MPPE, a fim de definir metas e ações a partir dos dados coletados.

O PGS prevê um processo quadrimestral de preenchimento de dados para controle e publicação dos resultados, com avaliação e ajuste de metas e ações, que serão enviados anualmente ao CNMP. O documento deverá conter a consolidação dos resultados alcançados, o desempenho dos indicadores estratégicos de sustentabilidade e racionalidade; a identificação das ações a serem desenvolvidas ou revisadas para o ano subsequente, além de apresentar o quantitativo de reuniões e encaminhamentos realizados.

O Plano de Gestão Sustentável do MPPE pode ser conferido neste link. Para acessar o Plano de ações da Instituição, clique aqui.  

Confira também, na Rádio MPPE, o programa "Conversa com o MP #29 – Como o MPPE pode se tornar mais sustentável até 2028?", uma entrevista com a Promotora de Justiça Rejane Strieder sobre o Plano de Gestão Sustentável 2026–2028.

Últimas Notícias


FEMINICÍDIO
Tribunal do Júri de Paulista acolhe tese do MPPE e condena mandante da morte de comissária de voo
Até o momento, cinco pessoas foram condenadas pelo Tribunal do Júri de Paulista devido à participação nos crimes contra a comissária de voo.


22/05/2026 - Os integrantes do Tribunal do Júri da Comarca de Paulista acolheram a tese apresentada em plenário pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e deliberaram ontem (21) pela condenação de Mayky Fernandes dos Santos pelos crimes de feminicídio consumado e tentado contra a mãe da sua filha, uma comissária de voo que morava no bairro de Maranguape II. Ao final de 14 horas de julgamento, o réu foi condenado a um total de 52 anos, 4 meses e 24 dias de reclusão em regime inicial fechado.

Conforme a argumentação sustentada pelos Promotores de Justiça Liana Menezes e Ademilton Leitão durante o julgamento, o réu, que reside em Campinas, no interior de São Paulo, articulou um grupo de pessoas para atentar contra a vida da vítima porque ela engravidou no decorrer da relação dos dois e se negou a interromper a gestação.

Uma primeira execução foi tentada em 4 de julho de 2019 e o segundo crime, que culminou com a morte da vítima, ocorreu no dia 24 de outubro do mesmo ano. Na ocasião, a mulher foi assassina por dois executores na presença da mãe e da filha de apenas oito meses.

JÁ CONDENADOS - até o momento, cinco pessoas foram condenadas pelo Tribunal do Júri de Paulista devido à participação nos crimes contra a comissária de voo.

Maria Aparecida Brandão Batista foi condenada pelos homicídios consumado e tentado contra a mesma vítima em julho de 2019. Ela desempenhou o papel de articuladora e financiadora do feminicídio. No somatório das penas, ela foi condenada a 49 anos e 6 meses de prisão.

Já Douglas Dias Pereira foi condenado a um total de 29 anos e três meses de prisão em regime fechado pelo homicídio qualificado consumado. Ele foi arregimentado após a primeira tentativa frustrada de assassinato, recebendo dos mandantes a tarefa de agir como intermediador entre eles, que não saíram do Estado de São Paulo, e os executores do crime em Paulista.

Denis Pereira da Silva e Victor Hugo Lima da Silva, os dois executores do crime, foram sentenciados a 33 anos de reclusão e 28 anos, 1 mês e 15 dias de reclusão, respectivamente. 

Rosane Barbosa de Andrade, cuja participação foi de indicar nomes para a realização do crime, foi sentenciada a 25 anos e 8 meses de reclusão.

SERRA TALHADA
Justiça bloqueia uso de R$ 13,6 milhões do Fundef fora da área da Educação
Em caso de descumprimento, foi fixada multa única de R$ 500 mil, além da possibilidade de responsabilização administrativa e civil dos gestores.


22/05/2026 - O Poder Judiciário atendeu pedido do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e determinou que a Prefeitura de Serra Talhada não utilize os R$ 13,6 milhões referentes aos juros moratórios dos precatórios do antigo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef) em áreas fora da Educação. A decisão liminar foi assinada pelo juiz Diógenes Portela Saboia Soares Torres, no âmbito de uma Ação Civil Pública movida pelo MPPE.

Segundo os autos, o município recebeu R$ 27.681.212,11 oriundos de ação judicial contra a União Federal por diferenças no repasse de verbas do Fundef. Desse total, R$ 14.070.572,41 correspondem ao valor principal e R$ 13.610.639,70 aos juros moratórios.

O MPPE argumentou que a gestão municipal pretendia utilizar os juros em despesas gerais da administração pública, com base em parecer da Procuradoria-Geral do Município e em alteração promovida pela Lei Municipal nº 2.019/2023. A norma acrescentou dispositivo à Lei Municipal nº 1.769/2020 afirmando que os encargos moratórios não estariam sujeitos à vinculação constitucional da Educação.

Na decisão, o magistrado entendeu haver forte indício de inconstitucionalidade na legislação municipal, destacando que a Emenda Constitucional nº 114/2021 determina que todas as receitas oriundas de ações judiciais relacionadas ao Fundef devem ser destinadas à manutenção e desenvolvimento do ensino e à valorização dos profissionais da Educação.

O juiz ressaltou que a expressão "receitas", prevista na Constituição, inclui tanto o valor principal quanto os juros moratórios. Para ele, a tentativa do município de desvincular os juros da Educação representa afronta direta à Constituição Federal.

A decisão também menciona entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo o qual a autonomia reconhecida aos juros moratórios serve apenas para permitir o pagamento de honorários advocatícios contratuais, não autorizando o uso livre desses recursos em outras áreas administrativas.

Ao conceder a tutela de urgência, o magistrado determinou que o município de Serra Talhada se abstenha imediatamente de movimentar, transferir ou aplicar os R$ 13,6 milhões dos juros do Fundef em finalidades diferentes da Educação. Em caso de descumprimento, foi fixada multa única de R$ 500 mil, além da possibilidade de responsabilização administrativa e civil dos gestores.

A decisão também suspendeu os efeitos do trecho da Lei Municipal nº 1.769/2020, alterado pela Lei nº 2.019/2023, que afastava a vinculação constitucional dos juros moratórios à educação.

MAIO LARANJA
MPPE participa de evento no Pró-Criança sobre a atuação intersetorial no enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes
O workshop foi uma realização do Conselho estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente de Pernambuco em parceria com o Governo do estado.


22/05/2026 - Em mais uma atividade do mês de conscientização e enfrentamento ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) participou de workshop sobre atuação intersetorial no enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes, nessa quarta-feira (20), no Movimento Pró-Criança, Recife. O mês de maio foi escolhido em alusão ao 18 de maio, instituído como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual Infantil pela Lei Federal 9.970/2000.

Na mesa “Entre o Silêncio e a Proteção: a importância da escuta especializada”, representando o Centro de Apoio às Promotorias de Justiça de Defesa da Infância e Juventude (Cao Infância), do MPPE, a promotora de Justiça Kívia Ribeiro destacou que “atuar de forma intersetorial não é apenas assinar fluxos ou encaminhar papéis de um órgão para outro. Significa, na prática, tecer uma rede de proteção real, garantindo que a criança e o adolescente sejam acolhidos com centralidade, evitando revitimização e garantindo a responsabilização dos agressores”. Para Kívia Ribeiro, quando o sistema de saúde, a escola, o conselho tutelar, a assistência social e o sistema de justiça falam a mesma língua, “nós criamos uma barreira intransponível para o abusador e um porto seguro para a vítima”.

Por sua vez, a assistente social do MPPE, Maria Luiza Duarte Araújo, abordou sobre a importância da escuta especializada para proteção de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência.

A segunda mesa desenvolveu a temática sobre os desafios, fluxos de atendimento e práticas integradas entre saúde, educação, assistência social e sistema de justiça. Por fim, os participantes prestigiaram a apresentação da percussão do Movimento Pró-Criança. 

O workshop “Redes que Protegem: atuação intersetorial no enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes”, foi uma realização do Conselho estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente de Pernambuco em parceria com o Governo do estado.

Roberto Lyra - Edifício Sede / Ministério Público de Pernambuco

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