MPPE faz convênio com Secretaria da Mulher do Estado para selecionar mulheres vítimas de violência para trabalho terceirizado na instituição
MPPE faz convênio com Secretaria da Mulher do Estado para selecionar mulheres vítimas de violência para trabalho terceirizado na instituição
18/03/2025 - Mais uma parceria do Programa Brotar, lançado em 2024 pelo Ministério Público de Pernambuco, foi firmada, por meio de termo de cooperação técnica assinado, nesta terça-feira (18/03), pelo Procurador-Geral de Justiça, José Paulo Xavier, e a secretária da Mulher do Estado, Juliana Gouveia Alves da Silva. O programa reserva até 5% do quadro de prestadoras de serviços do MPPE a mulheres em vulnerabilidade econômica vítimas de violência doméstica e familiar.
A Secretaria Estadual se compromete a enviar a lista de mulheres atendidas em sua rede de abrigamento, preferencialmente, que atendam ao perfil do programa Brotar e tenham interesse em trabalhar no MPPE, prestando serviço em regime de dedicação exclusiva. Também deve articular políticas, ações e informações para acolhimento, qualificação técnica, apoio psicossocial e acompanhamento às mulheres em situação de violência. A cooperação tem validade por cinco anos.
POLÍTICA AFIRMATIVA - “O Ministério Público de Pernambuco tem a maior satisfação em contribuir com essa política afirmativa de inserção ou reinserção, no mercado de trabalho, de mulheres vítimas de violência doméstica e familiar. O emprego oferece liberdade e autonomia financeira a essas trabalhadoras, evitando que elas permaneçam em ambientes onde sofrem violência ou mantenham-se dependentes de seus agressores”, afirma o Procurador-Geral de Justiça, José Paulo Xavier. A expectativa, completou, é avançar com mais parceiros: “Já contamos com a cooperação da Prefeitura do Recife, somamos agora a estrutura e abrangência do Estado e estamos abertos a qualquer prefeitura que queira colaborar com o nosso programa”.
A coordenadora do Núcleo de Apoio à Mulher (NAM) do MPPE, Promotora de Justiça Maísa Oliveira, que também participou da assinatura do acordo, explica que 5% das vagas para terceirizados no MPPE estão reservadas a mulheres vítimas de violência que estão em dificuldade financeira. Prioritariamente, serão atendidas aquelas com filhos pequenos ou em idade escolar, ou com deficiência, pretas e pardas, observada a proporção desse segmento populacional no território estadual. “A situação de vulnerabilidade das trabalhadoras será mantida em sigilo pela empresa contratada e pelo MPPE, com proteção de dados pessoais”, assegura a promotora. Estão disponíveis vagas para copeira, auxiliar administrativo, entre outras.
O MPPE também tem parceria com o Sebrae para oferecer cursos a mulheres vítimas, visando ao empreendedorismo como alternativa de empoderamento. Por meio de suas Promotorias, faz a denúncia de agressores à Justiça, além de institucionalmente promover campanhas de conscientização da sociedade em defesa dos direitos das mulheres. Mantém o NAM e o Núcleo de Apoio à Vítima, que também dão assistência às mulheres e articulam políticas públicas em favor delas.
ABRIGAMENTO - A secretária da Mulher de Pernambuco, Juliana Gouveia, considera a porta aberta pelo MPPE uma iniciativa que fortalece o enfrentamento à violência doméstica e garante autonomia às mulheres vítimas. “Nossa rede tem capacidade para atender 120 mulheres por dia e, nesses abrigos, a maioria está em vulnerabilidade social e econômica. Muitas estão desempregadas ou perderam o emprego em razão da situação de violência”, comentou.
Confira a reportagem da TV MPPE:
Últimas Notícias
Tribunal do Júri acolhe tese do MPPE, condena réu a 15 anos e adota gravação audiovisual integral do plenário
27/08/2026 - Em uma sessão histórica para o Poder Judiciário em Surubim, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) obteve a condenação do réu Danilo da Cruz Silva a 15 anos e 6 meses de reclusão por tentativa de homicídio qualificado de Paulo Daniel Justino Bezerra. O julgamento marcou a implementação inédita da gravação audiovisual integral dos debates em plenário na comarca. A medida pioneira registrou integralmente os atos de acusação e defesa sem captar a imagem dos jurados, assegurando a fidelidade dos trabalhos e a proteção do Conselho de Sentença.
Presidida pelo juiz Guilherme Alves Giangregorio Rodrigues, a sessão apreciou o crime ocorrido em maio de 2025, no Sítio Vila Nova, zona rural de Casinhas. Na ocasião, a vítima foi atingida de surpresa por um golpe de punhal pelas costas, que perfurou seu pulmão. Durante os debates, a defesa sustentou legítima defesa e desclassificação para lesão corporal. Contudo, o promotor de Justiça Bruno Santacatharina Carvalho de Lima demonstrou aos jurados que a intenção homicida se afere pelas circunstâncias concretas do ataque, como a região vital atingida e a arma empregada, e não por critério aritmético de golpes.
O Conselho de Sentença acolheu integralmente as teses do MPPE, reconhecendo o homicídio tentado e a qualificadora do recurso que dificultou a defesa da vítima. Na dosimetria da pena, o magistrado valorou a premeditação da conduta, o histórico de violência do réu, a frieza ao perseguir a vítima ferida e a gravidade das lesões sofridas.
Além do cumprimento em regime inicial fechado, a sentença fixou a reparação mínima de R$ 30 mil por danos morais e materiais à vítima, determinando a execução imediata da pena privativa de liberdade.
GRAVAÇÃO - Alinhada à Resolução Conjunta nº 13/2025 do CNJ e do CNMP, a gravação audiovisual busca coibir a divulgação de recortes descontextualizados em redes sociais, conferindo segurança jurídica à acusação, defesa e magistratura.
Conforme destacou o promotor Bruno Santacatharina Carvalho de Lima, “a gravação integral protege a todos. Protege o Ministério Público, protege a defesa, protege o Poder Judiciário e, sobretudo, preserva a fidelidade do que efetivamente aconteceu no plenário. Quando existe o registro oficial da integralidade do ato, nenhum participante fica sujeito a ser julgado publicamente por um recorte de alguns segundos retirado do seu contexto, e divulgado em redes sociais. E, no Tribunal do Júri, é especialmente importante que essa transparência seja conciliada com a proteção dos sete jurados, para que possam exercer sua função constitucional com independência e sem intimidação”, explicou ele.
MPPE reúne promotores e procuradores da 1ª e 2ª Entrância para debater questões do espectro autista
27/08/2026 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Saúde (CAO Saúde) e com apoio da sua Escola Superior do Ministério Pùblico (ESMP), realizou na terça-feira (25), o Encontro dos Procuradores Cíveis com os Promotores de 1ª e 2ª Entrância - Questões Contemporâneas do Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Medicamentos. Foi o primeiro de quatro encontros, com o objetivo de buscar atuação ministerial mais uniforme em demandas judiciais envolvendo a saúde pública em relação ao Transtorno do Espectro Autista (TEA).
O encontro abordou os desafios e estratégias para garantir a assistência de pessoas com TEA por meio do SUS, com debates em relação à necessidade da transferência de casos específicos ao sistema de saúde complementar (privado) e a estratégias coletivas do MPPE em casos de judicialização, com evidência na necessidade de conhecimento sobre os mecanismos de atenção à saúde disponibilizados pelo Estado.
“Foi identificado um desafio no estado de Pernambuco, onde a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) não alcança a proporcionalidade das demandas, com muitos vazios existenciais. O CAO vem trabalhando para que essa rede seja ampliada e implementada adequadamente”, esclareceu a promotora de Justiça e coordenadora do CAO Saúde, Helena Capela.
O evento abordou sobre os protocolos de diagnóstico do TEA, também com debates sobre os direitos previstos em legislação federal e estadual, destacando a necessidade de novas organizações para garantir o seu acesso, especialmente no caso de crianças e adolescentes.
O primeiro encontro englobou promotores de Vitória, Limoeiro, Palmares e Nazaré da Mata. Nos dias seguintes, serão abordados os outros municípios da 1ª e 2ª entrância de Pernambuco.
Escolas Superiores do MPPE e da Defensoria Pública discutem ações de capacitação e formação
27/08/2026 - A Escola Superior do Ministério Público de Pernambuco (ESMP/MPPE) e a Escola Superior da Defensoria Pública de Pernambuco (ESDP/DPPE) discutiram a possibilidade de estabelecer parcerias para a realização conjunta de cursos, eventos e iniciativas de formação acadêmica. O encontro ocorreu, nesta quinta-feira (27), na sede da ESMP, e reuniu a diretora da ESMP, promotora de Justiça Carolina de Moura Cordeiro Pontes, e a diretora da ESDP, defensora pública Renata Gambarra.
Durante a reunião, foram identificados temas de interesse comum às duas instituições que possam integrar futuras ações de capacitação. Para a diretora da ESMP, Carolina Moura, a aproximação permite ampliar o intercâmbio entre as carreiras e otimizar recursos na realização das capacitações. “Temos diversos pontos em comum nas nossas capacitações, e essa aproximação permite promover um intercâmbio de conhecimentos entre promotores e defensores, inclusive com a possibilidade de compartilhar facilitadores e otimizar recursos públicos”, destacou.
Entre as possibilidades avaliadas está a realização de cursos em conjunto. As diretoras identificaram possibilidades de integração em capacitações relacionadas ao programa Pena Justa, além de temas como racismo institucional, promoção da diversidade, atendimento ao público, escuta qualificada e direitos humanos. A realização de atividades em parceria também poderá contribuir para o compartilhamento de recursos e facilitadores entre as instituições.
Outro ponto tratado foi a utilização de formatos virtuais e híbridos para ampliar a participação dos integrantes das duas carreiras. A experiência da ESMP com cursos transmitidos on-line e conteúdos gravados foi apresentada como uma possibilidade para a Escola da Defensoria Pública, especialmente diante da necessidade de conciliar as atividades de capacitação com as demandas profissionais e os recursos disponíveis.
Para a diretora da ESDP, Renata Gambarra, a aproximação entre as escolas pode fortalecer a atuação das duas instituições por meio da cooperação e da troca de experiências. “A aproximação das escolas é uma oportunidade de criar um espaço de cooperação, de aprendizado mútuo e de diálogo que com certeza vai engrandecer a nossa atuação, e também a do Ministério Público”, afirmou.
As diretoras também discutiram o intercâmbio de experiências entre as duas escolas e a possibilidade de estabelecer parcerias em turmas de pós-graduação, incluindo cursos em nível de especialização e mestrado. A intenção é dar continuidade ao diálogo e avançar na construção de parcerias nas áreas de formação acadêmica, capacitação e eventos.
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