FUTEBOL

MPPE denuncia seis envolvidos nos confrontos entre torcidas organizadas de Santa Cruz e Sport

Foto de bola de futebol muito desgastada
Brigas ocorreram no dia em que dois times se enfrentaram no Arruda, pelo Campeonato Pernambucano 2025

 

20/02/2025 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio da 30ª Promotoria de Justiça Criminal da Capital, ofereceu denúncia em desfavor de seis homens envolvidos nas brigas entre integrantes de torcidas organizadas do Santa Cruz e do Sport, ocorridas no dia 1º de fevereiro passado, data em que os dois times se enfrentaram no Clássico das Multidões, no Arruda, pelo Campeonato Pernambucano 2025.

Um deles foi acusado de deter no trajeto, em dia de realização de evento esportivo, instrumentos que possam servir para a prática de violência (art. 201, §1º, inc. II, da Lei nº 14.597/2023); deter artefato explosivo, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar (art. 16, inc. III, da Lei nº 10.826/2003); guardar, para consumo pessoal, drogas sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar (art. 28 da Lei nº 11.343/06); e de prática de associação criminosa (art. 288 do Código Penal). 

Outros dois foram acusados pelos crimes de promover tumulto, praticar violência durante o trajeto de ida e volta do local da realização do evento e participar de brigas de torcidas; (art. 201, §1º, incs. I e III, da Lei nº 14.597/2023); empregar artefato explosivo, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar (art. 16, inc. III, da Lei nº 10.826/2003, este c/c o art. 29 do Código Penal); por desobediência (art. 330 do Código Penal); e prática de associação criminosa (art. 288 do Código Penal). 

Já o quarto foi denunciado pelos crimes de promover tumulto, praticar violência durante o trajeto de ida e volta do local da realização do evento e participar de brigas de torcidas; (art. 201, §1º, incs. I e III, da Lei nº 14.597/2023); por desobediência (art. 330 do Código Penal); e prática de associação criminosa (art. 288 do Código Penal). 

O quinto pelos crimes de dano qualificado contra patrimônio do Estado (art. 163, parágrafo único, inc. III, do Código Penal); por praticar violência durante o trajeto de ida e volta do local da realização do evento, e portar no trajeto, em dia de realização de evento esportivo, instrumento que possa servir para a prática de violência (art. 201, §1º, incs. I e II, da Lei nº 14.597/2023); por desobediência (art. 330 do Código Penal); e prática de associação criminosa (art. 288 do Código Penal). 

Por fim, o sexto foi acusado de praticar violência durante o trajeto de ida e volta do local da realização do evento; e portar no trajeto, em dia de realização de evento esportivo, instrumento que possa servir para a prática de violência (crimes previstos no art. 201, §1º, incs. I e II, da Lei nº 14.597/2023); e pelos crimes de Desobediência (art. 330 do CP); e prática de associação criminosa (art. 288 do Código Penal).

Últimas Notícias


SEMANA DO CONSUMIDOR
MPPE lança campanha para orientar sobre abusos no mercado

 

12/03/2026 - Para marcar a Semana do Consumidor, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Consumidor (CAO Consumidor), lança uma campanha educativa digital que ocorre entre 11 e 15 de março. A iniciativa utiliza as redes sociais da instituição para disseminar orientações práticas sobre direitos fundamentais e proteção contra abusos no mercado de consumo.

A programação detalhada prevê postagens diárias, incluindo carrosséis informativos e vídeos. O conteúdo inaugural foca no combate à cobrança indevida, explicando que o consumidor tem direito à devolução em dobro do valor pago indevidamente, com juros e correção monetária, conforme o Código de Defesa do Consumidor (CDC). Temas como diferenças de garantias e dicas para evitar golpes também compõem o cronograma, que se encerra no dia 15 com um vídeo especial com a coordenadora do CAO Consumidor, procuradora de Justiça Liliane Rocha.

O MPPE reforça que, em casos de irregularidades, o cidadão deve primeiro contatar a empresa e guardar protocolos. Persistindo o problema, orienta-se o registro de queixas no Procon ou na plataforma consumidor.gov. Em situações de golpe, a recomendação é a abertura de um boletim de ocorrência. 

Para denúncias diretas ao Ministério Público, os canais da Ouvidoria estão disponíveis pelo telefone 127, site oficial www.mppe.mp.br e WhatsApp (81) 99679-0221.

FLORESTA
MPPE aponta inconsistências no Estudo de Impacto Ambiental sobre projeto de mineração e solicita diligências complementares
Imagem de caminhão em área de mineração
MPPE exige modelagem dinâmica para avaliar a dispersão de poeira sobre áreas habitadas

 

12/03/2026 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio da Promotoria de Justiça de Floresta e do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente (CAOMA), apresentou manifestação preliminar sobre o “Estudo de Impacto Ambiental do Projeto Serrote da Pedra Preta”. O empreendimento de mineração de titânio e ferro com vanádio, previsto para a zona rural do município sertanejo, é alvo de análise preventiva devido a "lacunas e insuficiências relevantes" no Estudo de Impacto Ambiental (EIA/RIMA).

"Estamos trabalhando para inverter a lógica, priorizando a atuação preventiva do Ministério Público, ou seja, antes que os danos aconteçam. No licenciamento ambiental, isso significa exigir estudos sérios, completos e tecnicamente consistentes, para que nenhuma decisão seja tomada sem segurança quanto à proteção do meio ambiente, dos recursos hídricos e das comunidades afetadas. Prevenir é sempre mais eficaz do que tentar reparar depois”, ressaltou a coordenadora do CAO Meio Ambiente, promotora de Justiça Belize Câmara, uma das autoras da análise do MPPE.

Também assinaram a análise multidisciplinar o promotor de Justiça Carlos Henrique Freitas Santos, que atua em Floresta, e integrantes da equipe técnica do CAO. O documento destaca riscos críticos para comunidades tradicionais e o ecossistema local. O projeto pode acarretar escassez hídrica, pois depende de captação subterrânea em aquífero de baixa produtividade, sem comprovar que não haverá prejuízo ao abastecimento das populações vizinhas.

Além disso, o beneficiamento mineral será feito totalmente a seco, o que intensifica a emissão gerando poluição atmosférica. O MPPE exige modelagem dinâmica para avaliar a dispersão de poeira sobre áreas habitadas. Somem-se ainda ruídos e vibrações devido ao uso de explosivos e máquinas pesadas é classificado como impacto de "alta magnitude", exigindo planos de fogo rigorosos e monitoramento contínuo.

Estima-se a supressão de 44,29 hectares de caatinga, que necessitam de inventários mais detalhados e compensações ambientais robustas. Por fim, o MPPE aponta a questão social pelo subdimensionamento dos impactos sobre comunidades quilombolas e a omissão de uma análise específica sobre o povo indígena Pankará.

O MPPE concluiu que o estudo atual sobre a mineração não oferece segurança para o licenciamento. Entre as providências requeridas estão a realização de audiência pública com linguagem acessível e a intimação do empreendedor para sanar todas as pendências técnicas antes de qualquer decisão sobre a viabilidade ambiental.

CARUARU
MPPE instala Banco Vermelho na Sede de Promotorias de Justiça
Fotografia de participantes do evento em volta do banco vermelho
O banco, pintado em vermelho vibrante, simboliza o sangue derramado por vítimas de feminicídio e funciona como instrumento permanente de conscientização

 

12/03/2026 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) instalou, na quarta-feira (11), no auditório da Sede das Promotorias de Justiça de Caruaru, um Banco Vermelho, ação alusiva ao Dia Internacional da Mulher. A ação, por meio da 6ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania de Caruaru e da 11ª Promotoria de Justiça Criminal de Caruaru, é fruto de uma parceria com a Secretaria Municipal da Mulher  e fundamenta-se na Lei Federal nº 14.942/2024, que instituiu a campanha em âmbito nacional. O banco, pintado em vermelho vibrante, simboliza o sangue derramado por vítimas de feminicídio e funciona como instrumento permanente de conscientização, exibindo canais de denúncia, como o Ligue 180.

O Banco Vermelho é um símbolo internacional de mobilização contra o feminicídio e representa a memória das vítimas de violência de gênero, reforçando a importância da denúncia, proteção, conscientização e fortalecimento das políticas públicas voltadas a mulheres.

O promotor de Justiça Itapuan Vasconcelos comentou que a ação acentua o compromisso institucional do Ministério Público de Pernambuco com a promoção dos direitos humanos e a defesa da vida, dignidade e direitos das mulheres. A coordenadora do Núcleo de Apoio à Mulher, promotora de Justiça Maísa Oliveira, ressaltou a atuação do Ministério Público na proteção das vítimas, na responsabilização dos agressores e no fortalecimento das políticas públicas para as mulheres, ressaltando a importância da articulação entre o Ministério Público e a gestão municipal. 

Para a Promotora de Justiça Sarah Lemos Silva, que atua na vara de violência doméstica e familiar contra a mulher em Caruaru, “a instalação do banco na sede das Promotorias de Justiça de Caruaru era a confirmação que o Ministério Público de Pernambuco é um local seguro para o acolhimento de meninas e mulheres, além de um lembrete permanente do dever funcional, de todos que compõe o órgão, de acolher as mulheres vítimas de violência e atuar com perspectiva de gênero. A promotora ainda fez um chamado aos homens, reforçando que o MP também é um local seguro para eles se informarem e refletirem sobre o papel dos homens no enfrentamento dessa violência”.

Além de membros e servidores do MPPE, a solenidade contou com a presença do prefeito de Caruaru, Rodrigo Pinheiro; da vice-prefeita, Dayse Silva; de representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário; Ordem dos Advogados do Brasil; oficiais da Polícia Militar; instituições públicas e sociedade civil. Os integrantes da mesa de honra destacaram a importância da atuação integrada das instituições na gestão de riscos e no acolhimento humanizado das vítimas.

Roberto Lyra - Edifício Sede / Ministério Público de Pernambuco

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