OPERAÇÃO ROTA 600

MPPE cumpre mandados de busca e apreensão em apoio ao MP de Santa Catarina

19/11/2024 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) cumpriu na manhã desta terça-feira (19), por meio do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), dois mandados de busca e apreensão na cidade de Caruaru. A incursão foi uma colaboração do MPPE com o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), responsável pela Operação Rota 600, que visa desarticular uma organização criminosa voltada para a prática dos crimes de tráfico interestadual de drogas, tráfico de armas e lavagem de dinheiro.

O grupo criminoso tem como base a cidade de Cascavel-PR e possui ramificações nos Estados do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Pernambuco e Paraíba. Na manhã desta terça-feira foram cumpridos, nesses estados, 42 mandados de busca e apreensão, oito de prisão temporária, além do bloqueio judicial de bens e valores da organização criminosa.

Saiba mais: A investigação teve seu ponto de partida no dia 13 de janeiro de 2023, após operação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Polícia Militar Rodoviária (PMRv), na cidade de Anchieta-SC, no qual restaram apreendidos cerca de 600 quilos de maconha numa camionete, que resultou na prisão em flagrante do motorista. 

Relatório produzido pela PRF subsidiou a investigação do GAECO do MPSC que posteriormente identificou outros integrantes da Organização Criminosa, dentre eles as principais lideranças e os responsáveis desde o transporte e distribuição até a lavagem de dinheiro, ocultação de ativos e coordenação logística. 

A deflagração da operação ocorreu de forma simultânea em Santa Catarina, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Paraíba e Pernambuco, demonstrando assim a capilaridade e abrangência da Organização Criminosa. 

Ao longo da investigação, que durou cerca de um ano, foram retiradas de circulação mais de cinco toneladas de drogas, as quais eram transportadas utilizando uma sofisticada estrutura logística, visando ludibriar as fiscalizações policiais, movimentando mais de R$ 79 milhões nas contas dos investigados. 

Além dos 52 policiais do GAECO de Santa Catarina, apoiaram a operação 70 policiais do GAECO MPPR - núcleos de Curitiba, Ponta Grossa, Paranaguá, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Guarapuava, Maringá e Cascavel, Policiais Rodoviários Federais do NOE e GOC, além de policiais dos GAECOs do Rio Grande do Sul, Paraíba e Pernambuco. 

Até o momento foram cumpridos quarenta e dois mandados de busca e apreensão e oito mandados de prisão temporária. Restaram apreendidos 48.000 comprimidos de ecstasy, avaliados em 2,4 milhões de reais, R$ 280.000,00 em espécie, U$ 1.000,00 (dólares americanos), seis veículos, além de joias adquiridas com recursos provenientes do tráfico de drogas. 

A investigação tramita em sigilo e, assim que houver a publicidade dos autos, novas informações poderão ser divulgadas.

OPERAÇÃO ROTA 600 - O nome da operação se deu em alusão à rota utilizada pelos investigados para realizar o transporte de 600 kg de maconha apreendidos na cidade de Anchieta-SC, em janeiro de 2023, cuja apreensão deu origem à investigação.

*Com informações da Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC
 

Últimas Notícias


SEMANA DO CONSUMIDOR
MPPE lança campanha para orientar sobre abusos no mercado

 

12/03/2026 - Para marcar a Semana do Consumidor, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Consumidor (CAO Consumidor), lança uma campanha educativa digital que ocorre entre 11 e 15 de março. A iniciativa utiliza as redes sociais da instituição para disseminar orientações práticas sobre direitos fundamentais e proteção contra abusos no mercado de consumo.

A programação detalhada prevê postagens diárias, incluindo carrosséis informativos e vídeos. O conteúdo inaugural foca no combate à cobrança indevida, explicando que o consumidor tem direito à devolução em dobro do valor pago indevidamente, com juros e correção monetária, conforme o Código de Defesa do Consumidor (CDC). Temas como diferenças de garantias e dicas para evitar golpes também compõem o cronograma, que se encerra no dia 15 com um vídeo especial com a coordenadora do CAO Consumidor, procuradora de Justiça Liliane Rocha.

O MPPE reforça que, em casos de irregularidades, o cidadão deve primeiro contatar a empresa e guardar protocolos. Persistindo o problema, orienta-se o registro de queixas no Procon ou na plataforma consumidor.gov. Em situações de golpe, a recomendação é a abertura de um boletim de ocorrência. 

Para denúncias diretas ao Ministério Público, os canais da Ouvidoria estão disponíveis pelo telefone 127, site oficial www.mppe.mp.br e WhatsApp (81) 99679-0221.

FLORESTA
MPPE aponta inconsistências no Estudo de Impacto Ambiental sobre projeto de mineração e solicita diligências complementares
Imagem de caminhão em área de mineração
MPPE exige modelagem dinâmica para avaliar a dispersão de poeira sobre áreas habitadas

 

12/03/2026 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio da Promotoria de Justiça de Floresta e do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente (CAOMA), apresentou manifestação preliminar sobre o “Estudo de Impacto Ambiental do Projeto Serrote da Pedra Preta”. O empreendimento de mineração de titânio e ferro com vanádio, previsto para a zona rural do município sertanejo, é alvo de análise preventiva devido a "lacunas e insuficiências relevantes" no Estudo de Impacto Ambiental (EIA/RIMA).

"Estamos trabalhando para inverter a lógica, priorizando a atuação preventiva do Ministério Público, ou seja, antes que os danos aconteçam. No licenciamento ambiental, isso significa exigir estudos sérios, completos e tecnicamente consistentes, para que nenhuma decisão seja tomada sem segurança quanto à proteção do meio ambiente, dos recursos hídricos e das comunidades afetadas. Prevenir é sempre mais eficaz do que tentar reparar depois”, ressaltou a coordenadora do CAO Meio Ambiente, promotora de Justiça Belize Câmara, uma das autoras da análise do MPPE.

Também assinaram a análise multidisciplinar o promotor de Justiça Carlos Henrique Freitas Santos, que atua em Floresta, e integrantes da equipe técnica do CAO. O documento destaca riscos críticos para comunidades tradicionais e o ecossistema local. O projeto pode acarretar escassez hídrica, pois depende de captação subterrânea em aquífero de baixa produtividade, sem comprovar que não haverá prejuízo ao abastecimento das populações vizinhas.

Além disso, o beneficiamento mineral será feito totalmente a seco, o que intensifica a emissão gerando poluição atmosférica. O MPPE exige modelagem dinâmica para avaliar a dispersão de poeira sobre áreas habitadas. Somem-se ainda ruídos e vibrações devido ao uso de explosivos e máquinas pesadas é classificado como impacto de "alta magnitude", exigindo planos de fogo rigorosos e monitoramento contínuo.

Estima-se a supressão de 44,29 hectares de caatinga, que necessitam de inventários mais detalhados e compensações ambientais robustas. Por fim, o MPPE aponta a questão social pelo subdimensionamento dos impactos sobre comunidades quilombolas e a omissão de uma análise específica sobre o povo indígena Pankará.

O MPPE concluiu que o estudo atual sobre a mineração não oferece segurança para o licenciamento. Entre as providências requeridas estão a realização de audiência pública com linguagem acessível e a intimação do empreendedor para sanar todas as pendências técnicas antes de qualquer decisão sobre a viabilidade ambiental.

CARUARU
MPPE instala Banco Vermelho na Sede de Promotorias de Justiça
Fotografia de participantes do evento em volta do banco vermelho
O banco, pintado em vermelho vibrante, simboliza o sangue derramado por vítimas de feminicídio e funciona como instrumento permanente de conscientização

 

12/03/2026 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) instalou, na quarta-feira (11), no auditório da Sede das Promotorias de Justiça de Caruaru, um Banco Vermelho, ação alusiva ao Dia Internacional da Mulher. A ação, por meio da 6ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania de Caruaru e da 11ª Promotoria de Justiça Criminal de Caruaru, é fruto de uma parceria com a Secretaria Municipal da Mulher  e fundamenta-se na Lei Federal nº 14.942/2024, que instituiu a campanha em âmbito nacional. O banco, pintado em vermelho vibrante, simboliza o sangue derramado por vítimas de feminicídio e funciona como instrumento permanente de conscientização, exibindo canais de denúncia, como o Ligue 180.

O Banco Vermelho é um símbolo internacional de mobilização contra o feminicídio e representa a memória das vítimas de violência de gênero, reforçando a importância da denúncia, proteção, conscientização e fortalecimento das políticas públicas voltadas a mulheres.

O promotor de Justiça Itapuan Vasconcelos comentou que a ação acentua o compromisso institucional do Ministério Público de Pernambuco com a promoção dos direitos humanos e a defesa da vida, dignidade e direitos das mulheres. A coordenadora do Núcleo de Apoio à Mulher, promotora de Justiça Maísa Oliveira, ressaltou a atuação do Ministério Público na proteção das vítimas, na responsabilização dos agressores e no fortalecimento das políticas públicas para as mulheres, ressaltando a importância da articulação entre o Ministério Público e a gestão municipal. 

Para a Promotora de Justiça Sarah Lemos Silva, que atua na vara de violência doméstica e familiar contra a mulher em Caruaru, “a instalação do banco na sede das Promotorias de Justiça de Caruaru era a confirmação que o Ministério Público de Pernambuco é um local seguro para o acolhimento de meninas e mulheres, além de um lembrete permanente do dever funcional, de todos que compõe o órgão, de acolher as mulheres vítimas de violência e atuar com perspectiva de gênero. A promotora ainda fez um chamado aos homens, reforçando que o MP também é um local seguro para eles se informarem e refletirem sobre o papel dos homens no enfrentamento dessa violência”.

Além de membros e servidores do MPPE, a solenidade contou com a presença do prefeito de Caruaru, Rodrigo Pinheiro; da vice-prefeita, Dayse Silva; de representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário; Ordem dos Advogados do Brasil; oficiais da Polícia Militar; instituições públicas e sociedade civil. Os integrantes da mesa de honra destacaram a importância da atuação integrada das instituições na gestão de riscos e no acolhimento humanizado das vítimas.

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