EDUCAÇÃO

MPF e MPPE implantarão Projeto MPEduc em dois municípios de Pernambuco

Logamarca estilizada do do projeto MPEduc
O MPEduc foi criado há cerca de 10 anos e está sendo retomado com uma nova metodologia


 

16/04/2024 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), em parceria com Ministério Público Federal (MPF), inicia o Projeto Ministério Público pela Educação (MPEduc) em Pernambuco. O objetivo do projeto é fiscalizar a execução de políticas públicas da educação, verificar a existência e a efetividade dos conselhos sociais com atuação na área e levar ao conhecimento dos cidadãos informações essenciais sobre o direito a uma educação de qualidade, bem como sobre o dever de contribuir para que o serviço seja oferecido de forma adequada. 

Em Pernambuco, o projeto será implementado nos municípios de Machados, no Agreste Setentrional; e São Vicente Ferrer, na Zona da Mata Norte do Estado. Na última sexta-feira (12), os Procuradores da República Luciano Rolim e Natália Soares e os Promotores de Justiça do MPPE, Isabela Bandeira e Rodrigo Amorim, participaram de uma reunião virtual com os representantes das duas prefeituras, das secretarias de Educação desses municípios e integrantes dos respectivos conselhos municipais de Educação.

Foram coletadas informações sobre o funcionamento da rede de ensino, com foco na aplicação dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), sobre gestão e transporte escolar, programas de escola em tempo integral, conectividade e formação dos profissionais da área da Educação.

PROGRAMA - O MPEduc é uma iniciativa de âmbito nacional do MPF, dividida em três etapas: o diagnóstico das condições do serviço de educação na rede pública de ensino básico; a apresentação de medidas corretivas aos gestores públicos; e a prestação de contas à população acerca das providências adotadas e dos resultados obtidos. 

O MPEduc foi criado há cerca de 10 anos e está sendo retomado pelo MPF com uma nova metodologia. Foram criados 15 Ofícios de Administração do MPEduc em todo país (Portaria PGR/MPF nº 601/2023), para atuar nas funções de coordenadores regionais e nacionais.

Também foram estabelecidos prazos e metas específicas para a implementação de projetos-piloto em 27 municípios de todo o país. A definição dos municípios levou em consideração, além do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), outros fatores sociais, como Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e o acesso a serviços básicos e vulnerabilidades.

No próximo dia 15 de maio, equipes do MPF e do MPPE farão vistorias nas escolas públicas dos dois municípios. Na semana seguinte, no dia 22 de maio, os dois órgãos realizarão  audiências públicas em Machados (pela manhã) e em São Vicente Ferrer (à tarde), quando levarão para análise e discussão as informações obtidas.  
 

Últimas Notícias


CONTROLE SOCIAL
Núcleo DHANA do MPPE dialoga com a sociedade civil para fortalecer atuação em prol do Direito Humano à Alimentação
Além de fortalecer o diálogo com esse público, o encontro serviu como um momento de troca.

20/05/2024 - O Núcleo Direito Humano à Alimentação e à Nutrição Adequada (DHANA) - Josué de Castro do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) promoveu, na última quarta-feira (15), um encontro virtual com quase 100 representantes da sociedade civil que atuam na temática dos direitos humanos, incluindo membros de Conselhos Estaduais e Municipais de Segurança Alimentar, de entidades do terceiro setor e da academia.

Além de fortalecer o diálogo com esse público, o encontro serviu como um momento de troca: por um lado, o Núcleo DHANA explicou como se organiza e apresentou ferramentas que podem ser adotadas  para facilitar o envio de denúncias sobre violação do direito humano à alimentação e nutrição adequadas (Dhana), por meio  da Ouvidoria do MPPE e diretamente nas Promotorias de Justiça. Os/as representantes da sociedade civil compartilharam iniciativas e outras ações sobre o enfrentamento à fome no Brasil.

O coordenador do Núcleo DHANA, Promotor de Justiça Westei Conde, fez um breve balanço da atuação do Núcleo nos quase três anos de instalação e apontou que o foco do trabalho tem sido realizar oficinas com os membros do MPPE em todo o Estado, a fim de estimular a atuação ministerial em prol da criação dos Conselhos Municipais de Segurança Alimentar (Comseas).

Com base nos dados apresentados por ele, Pernambuco tem aproximadamente 40 municípios com Comseas  instalados e em fase de instalação. Porém os/as Promotores/as de Justiça do MPPE instauraram poucos procedimentos para fiscalizar e acompanhar a execução dessa política pública.

"Em Pernambuco temos 2,1 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar grave (fome). Não estamos tratando de um assunto que deva ser encarado pelo poder público no plano do favor, mas como um direito assegurado na Constituição e em tratados internacionais. Por isso precisamos do apoio das organizações parceiras, que estão atuando nos territórios, para difundir esse conhecimento e também cobrar, exercer o controle social sobre o Ministério Público. Queremos que o cidadão exerça seu direito e busque o MPPE”, afirmou.

Esse acesso da população poderá ser facilitado através de formulário específico, desenvolvido pela equipe do Núcleo DHANA. A previsão é de que o formulário de denúncia de violação do Dhana seja disponibilizado ao público em geral a partir de junho, na página da Ouvidoria do MPPE na internet e em via física, que pode ser preenchida nas unidades do MPPE.

Em seguida, a presidenta do Conselho Estadual de Segurança Alimentar do Rio Grande do Sul e integrante do Coletivo Periferia Feminista, Cíntia Barenho, trouxe uma fala sobre como está sendo a resposta ao desastre socioambiental que atingiu várias cidades gaúchas.

"Nosso movimento começou promovendo um trabalho popular, ocupando um espaço de horta comunitária no Morro da Cruz, uma região da periferia de Porto Alegre. A demanda da cozinha solidária, que já estava grande por causa dos impactos da pandemia, aumentou muito por causa do número de desabrigados causados por essa enchente. O acesso a fontes de alimentação foi muito reduzido", narrou.

Já a assessora parlamentar Eloísa Amaral, que integra o gabinete da presidenta da Frente Parlamentar de Enfrentamento à Insegurança Alimentar, deputada Rosa Amorim, explicou brevemente o trabalho do grupo de deputados.

"Na nossa atuação, é muito comum recebermos denúncias sobre a qualidade da merenda escolar, tanto que decidimos sistematizar o que chega e criamos o portal De Olho na Merenda. Como boa parte das situações trazidas pela comunidade escolar são repassadas ao MPPE para apuração, temos todo interesse em qualificar esse diálogo", ressaltou.

Em seguida, Analba Teixeira, da ONG SOS Corpo, elogiou a proposta do formulário de denúncia de violação do Dhana e sugeriu que se reforce a divulgação de como a população pode chegar ao MPPE. "A internet não alcança todo mundo, precisamos chegar a outros meios de comunicação, como o rádio. Infelizmente, as pessoas ainda não têm conhecimento dos seus direitos", apontou.

Miriam Balestro, diretora de articulação da FIAN Brasil, também celebrou a criação do formulário e sugeriu que a solução devia ser adotada nacionalmente. "As instituições precisam estar abertas ao controle social, porque essa aproximação com a sociedade é que nos levará a ter uma democracia plena. Porém, precisamos de políticas públicas para garantir o direito à alimentação, que não vai ser assegurado somente com a ação do voluntariado", afirmou.
O Promotor de Justiça Lúcio de Almeida Neto trouxe um exemplo de atuação ministerial conjunta por parte dos membros da 1ª Circunscrição, que abrange o Sertão do Araripe.

"Estamos focados em mobilizar os prefeitos para criar os Comseas, já demos alguns passos nesse sentido. Ressalto, porém, que também precisamos fomentar a aquisição de produtos da agricultura familiar nas políticas de alimentação escolar, o que gera renda para os pequenos produtores do território e contribui para diminuir a insegurança alimentar", salientou.

Para concluir a reunião, Westei Conde disse que pretende desdobrar o encontro virtual por meio de reuniões focais com organizações sociais específicas, além de tomar as providências para difundir ainda mais os canais de acesso ao MPPE.

Encontro virtual do Núcleo DHANA com a sociedade civil

NACIONAL
PGJ de Minas assume CNPG propondo ações conjuntas e planejamento estratégico
A posse administrativa do novo presidente do CNPG, Jarbas Soares Júnior (ao centro), ocorreu durante reunião na sede do MPDFT.

20/05/2024 - Propondo um trabalho conjunto para os próximos sete meses de mandato como presidente do Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União (CNPG), tomou posse no colegiado, na última quarta-feira (15/05), o Procurador-Geral de Justiça do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Jarbas Soares Júnior. “Faremos, juntos, o que o tempo atual e futuro exigem do CNPG, dos seus grupos e comissões. Vamos começar, os resultados virão e o legado ficará para novas gerações de Procuradores-Gerais e do Ministério Público brasileiro”, afirmou, lembrando que “o impossível sempre será aquilo que nós não ainda começamos”.

A posse administrativa aconteceu durante reunião do CNPG na sede do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). A cerimônia solene está programada para 12 de junho, na Procuradoria-Geral da República (PGR), também em Brasília. Jarbas Soares Júnior ficará no cargo até dezembro, quando será encerrado seu quarto mandato à frente do MPMG. Ele foi eleito por aclamação para a presidência do CNPG no último dia 17 de abril, sucedendo o Procurador-Geral de Justiça do Pará, César Mattar Júnior.

“O novo presidente do CNPG é um experiente membro do MP, com mais de 30 anos de serviços prestados à instituição. Na posse, nesta quarta-feira, já apresentou um planejamento estratégico, com metas e ações para curto e médio prazo”, observou o Procurador-Geral de Justiça de Pernambuco, Marcos Carvalho, presente à posse.

O plano prevê, entre outras ações, comunicação e envolvimento institucional, parcerias, integração de agenda e atividades com o Conselho Nacional do Ministério Público e entidades de classes.

ORDENAMENTO
MPPE promove audiência pública para discutir sobre as prévias carnavalescas em Olinda
A audiência pública será aberta a toda sociedade.


20/04/2024 - A fim de discutir o trabalho de fiscalização das prévias carnavalescas, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio da 3ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania de Olinda, convocou uma audiência pública para o dia 4 de junho, às 9h, no Auditório das Promotorias de Justiça de Olinda, localizado na Av. Pan Nordestina, nº 646, Vila Popular. A iniciativa visa dar continuidade ao procedimento administrativo já instaurado na Promotoria com a finalidade de acompanhar e fiscalizar, de forma continuada, políticas públicas sobre a fiscalização das prévias. 

A audiência pública será aberta a toda sociedade e será presidida pela Promotora de Justiça Maísa Silva Melo de Oliveira, com objetivo de discutir e tratar questões relativas ao ordenamento dos eventos, que tradicionalmente se iniciam no dia 7 de setembro de cada ano.

Foram convocados a participar como expositores representantes das Secretarias Municipais de Planejamento e Gestão Estratégica, de Patrimônio, Cultura e Turismo, de Meio Ambiente e Planejamento Urbano, de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, de Segurança Cidadã, de Mobilidade Urbana e de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Tecnologia.

Além da gestão municipal, o MPPE convocou para a audiência a Companhia Independente de Apoio ao Turista da Polícia Militar de Pernambuco (CIATur), o Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco (CBMPE) e o Escritório Técnico de Olinda do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

Complementando a contribuição dos cidadãos, o MPPE também convocou representantes de troças, blocos e agremiações carnavalescas cujos dados de identificação e localização constem registrados na Promotoria de Justiça de Olinda, assim como a Sociedade de Defesa da Cidade Alta (SODECA) e representantes dos vendedores ambulantes eventualmente agregados em associação ou entidade assemelhada.

O cadastramento de expositores que desejarem se manifestar na audiência deve ser feito mediante preenchimento de nome e número de documento na lista de inscrição que será localizada na porta de entrada da sala de audiência. Os interessados em se manifestar precisam colocar seus nomes na lista até às 10h.

O edital da audiência pública foi publicado na íntegra na edição do Diário Oficial Eletrônico (DOE) do MPPE do dia 14 de maio de 2024.

Roberto Lyra - Edifício Sede / Ministério Público de Pernambuco

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