ESMP realiza 2º Encontro dos Residentes Jurídicos com foco na prática redacional de denúncias criminais
ESMP realiza 2º Encontro dos Residentes Jurídicos com foco na prática redacional de denúncias criminais
28/10/2026 - A Escola Superior do Ministério Público de Pernambuco (ESMP/MPPE) realizou, na última segunda-feira (26), o 2º Encontro dos Residentes Jurídicos. O encontro ocorreu na sala 201 da ESMP, e teve como tema a prática redacional de denúncias na área criminal, capacitando os residentes jurídicos na elaboração técnica da peça inicial da ação penal em casos de tráfico de drogas, crimes contra o patrimônio público, infrações contra crianças e adolescentes, crimes contra a vida e violência doméstica.
A abertura foi conduzida pela diretora da ESMP, promotora de Justiça Carolina de Moura Cordeiro Pontes, que contextualizou o encontro no marco de dois anos de criação do Programa de Residência Jurídica no MPPE. Ela explicou que a atividade se insere na necessidade de que os residentes recebam orientações teóricas e práticas sobre a atuação do Ministério Público.
“O primeiro encontro dos residentes, ocorrido em agosto, teve a temática interdisciplinar na defesa dos Direitos da Infância e Juventude, e, agora, realizamos o segundo encontro a partir de eixo principal ligado à área de Direito Penal e Processual Penal. A escolha recaiu sobre a prática redacional da denúncia e suas especificidades, convidando colegas com expertise no assunto”, explicou Carolina de Moura.
Na primeira palestra da manhã, a promotora de Justiça e coordenadora da Central de Inquéritos da Capital, Rosângela Padela, abordou a elaboração da denúncia nos crimes de tráfico de drogas, ressaltando o rigor necessário na transposição dos elementos do inquérito policial para a peça acusatória.
“Esse momento é primordial para o sucesso da repercussão processual. Uma denúncia bem feita tem um impacto relevante no resultado final do processo. Mas o importante é que eles tenham esse conhecimento prévio da importância do Ministério Público na produção da denúncia, da prova, principalmente no tráfico, que é um delito muito comum atualmente, às vezes até banalizado, mas que precisa de uma resposta efetiva do Estado. Tendo autoria e materialidade, é importante que se observe que a denúncia tem que ter a narrativa perfeita para que tenha sucesso ao final”, afirmou Rosângela Padela.
Na sequência, o promotor de Justiça de Lajedo, Marcel Gustavo Corrêa, ministrou o módulo sobre a denúncia nos crimes contra o patrimônio público e nos crimes contra crianças e adolescentes. O promotor de Justiça orientou os residentes quanto aos requisitos fáticos e probatórios indispensáveis para descrever o dano ao erário e a individualização das condutas ilícitas de gestores e particulares.
Ele também aprofundou a visão sobre os cuidados técnicos na formulação de imputações envolvendo vítimas infantojuvenis, com ênfase na preservação da prova, no depoimento especial e na correta capitulação legal voltada à proteção integral.
Após o intervalo do almoço, as atividades foram retomadas com a palestra do promotor de Justiça de Buíque, Hilen Correia Santos, dedicada às especificações da denúncia nos crimes contra a vida, detalhando a técnica de articulação das circunstâncias qualificadoras, privilégios e causas de aumento e diminuição de pena no rito do Tribunal do Júri.
Encerrando a programação, o promotor de Justiça criminal de Pesqueira, Denis Renato dos Santos Cruz, tratou da elaboração da denúncia nos crimes de violência doméstica e familiar contra a mulher, abordando as diretrizes legais e protetivas aplicáveis a esses procedimentos.
Para os residentes, a capacitação prática representa um diferencial em relação à formação acadêmica tradicional. A residente jurídica Marimar Tailane pontuou que a graduação em Direito costuma direcionar o aprendizado para a atuação na advocacia. Assim, os cursos da ESMP ajudam o profissional a desenvolver um olhar técnico alinhado às particularidades das atribuições do Ministério Público.
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ESMP realiza 2º Encontro dos Residentes Jurídicos com foco na prática redacional de denúncias criminais
28/10/2026 - A Escola Superior do Ministério Público de Pernambuco (ESMP/MPPE) realizou, na última segunda-feira (26), o 2º Encontro dos Residentes Jurídicos. O encontro ocorreu na sala 201 da ESMP, e teve como tema a prática redacional de denúncias na área criminal, capacitando os residentes jurídicos na elaboração técnica da peça inicial da ação penal em casos de tráfico de drogas, crimes contra o patrimônio público, infrações contra crianças e adolescentes, crimes contra a vida e violência doméstica.
A abertura foi conduzida pela diretora da ESMP, promotora de Justiça Carolina de Moura Cordeiro Pontes, que contextualizou o encontro no marco de dois anos de criação do Programa de Residência Jurídica no MPPE. Ela explicou que a atividade se insere na necessidade de que os residentes recebam orientações teóricas e práticas sobre a atuação do Ministério Público.
“O primeiro encontro dos residentes, ocorrido em agosto, teve a temática interdisciplinar na defesa dos Direitos da Infância e Juventude, e, agora, realizamos o segundo encontro a partir de eixo principal ligado à área de Direito Penal e Processual Penal. A escolha recaiu sobre a prática redacional da denúncia e suas especificidades, convidando colegas com expertise no assunto”, explicou Carolina de Moura.
Na primeira palestra da manhã, a promotora de Justiça e coordenadora da Central de Inquéritos da Capital, Rosângela Padela, abordou a elaboração da denúncia nos crimes de tráfico de drogas, ressaltando o rigor necessário na transposição dos elementos do inquérito policial para a peça acusatória.
“Esse momento é primordial para o sucesso da repercussão processual. Uma denúncia bem feita tem um impacto relevante no resultado final do processo. Mas o importante é que eles tenham esse conhecimento prévio da importância do Ministério Público na produção da denúncia, da prova, principalmente no tráfico, que é um delito muito comum atualmente, às vezes até banalizado, mas que precisa de uma resposta efetiva do Estado. Tendo autoria e materialidade, é importante que se observe que a denúncia tem que ter a narrativa perfeita para que tenha sucesso ao final”, afirmou Rosângela Padela.
Na sequência, o promotor de Justiça de Lajedo, Marcel Gustavo Corrêa, ministrou o módulo sobre a denúncia nos crimes contra o patrimônio público e nos crimes contra crianças e adolescentes. O promotor de Justiça orientou os residentes quanto aos requisitos fáticos e probatórios indispensáveis para descrever o dano ao erário e a individualização das condutas ilícitas de gestores e particulares.
Ele também aprofundou a visão sobre os cuidados técnicos na formulação de imputações envolvendo vítimas infantojuvenis, com ênfase na preservação da prova, no depoimento especial e na correta capitulação legal voltada à proteção integral.
Após o intervalo do almoço, as atividades foram retomadas com a palestra do promotor de Justiça de Buíque, Hilen Correia Santos, dedicada às especificações da denúncia nos crimes contra a vida, detalhando a técnica de articulação das circunstâncias qualificadoras, privilégios e causas de aumento e diminuição de pena no rito do Tribunal do Júri.
Encerrando a programação, o promotor de Justiça criminal de Pesqueira, Denis Renato dos Santos Cruz, tratou da elaboração da denúncia nos crimes de violência doméstica e familiar contra a mulher, abordando as diretrizes legais e protetivas aplicáveis a esses procedimentos.
Para os residentes, a capacitação prática representa um diferencial em relação à formação acadêmica tradicional. A residente jurídica Marimar Tailane pontuou que a graduação em Direito costuma direcionar o aprendizado para a atuação na advocacia. Assim, os cursos da ESMP ajudam o profissional a desenvolver um olhar técnico alinhado às particularidades das atribuições do Ministério Público.
MPPE recomenda que Prefeitura de Belo Jardim, comissão organizadora do concurso e FUNVAPI realizem retificação no edital para cargos em diversas Secretarias Municipais
28/10/2026 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio da 1ª Promotoria de Justiça local, recomendou que a Prefeitura de Belo Jardim, a comissão organizadora do concurso público promovido pelo município e a Fundação do Vale do Piauí (FUNVAPI) realizem a retificação imediata do item 1.2.2 no anexo VIII do edital n° 01/2026, afastando a cláusula que prevê a eliminação dos candidatos excedentes à linha de corte na Prova de Títulos. A etapa deve possuir caráter unicamente classificatório, conforme orienta a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com o entendimento do MPPE, o item do edital impõe uma nota de corte que limita a avaliação de títulos aos candidatos aprovados até três vezes o número de vagas, estabelecendo que os candidatos que ficarem de fora da linha de corte serão eliminados do concurso.
Para corrigir essa irregularidade, a 1ª Promotoria de Justiça de Belo Jardim cobrou a publicação de um termo aditivo retificador do edital em até 30 dias, com a devida divulgação e publicidade nos meios oficiais e no portal do candidato. A banca organizadora precisa informar a todos os inscritos que não haverá eliminação do concurso pela não apresentação ou pontuação obtida na Prova de Títulos.
Por fim, a Prefeitura, a comissão e a FUNVAPI deverão se abster de praticar atos eliminatórios decorrentes da etapa de títulos nos resultados parciais e finais do certame.
A recomendação, expedida pelo promotor de Justiça Marcelo Ribeiro Homem, foi publicada no Diário Oficial Eletrônico do MPPE do dia 26 de outubro de 2026.
Município deve expedir decreto para regulamentar execução de Lei que institui serviço de acolhimento familiar
28/10/2026 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de São José do Egito, recomendou que o Prefeito de Santa Terezinha, no prazo de 30 dias, expeça decreto para regulamentar a execução da Lei Municipal Ordinária nº 674/2026, que institui o serviço de acolhimento familiar no município.
O Programa de Famílias Acolhedoras é um serviço que organiza o acolhimento de crianças e adolescentes afastados da família de origem devido a medida protetiva, sendo uma modalidade de atendimento que visa oferecer uma proteção integral, até que seja possível a reintegração familiar. O serviço deverá ser organizado segundo os princípios e diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Podem fazer parte do programa famílias ou pessoas da comunidade, habilitadas e acompanhadas pelos Programas de Acolhimento Familiar, que acolherão voluntariamente crianças e adolescentes em suas casas por um período provisório.
De acordo com a promotora de Justiça Renata Santana Pêgo, o objetivo do programa é o cuidado individualizado da criança ou adolescente afastado da sua família de origem, proporcionado pelo acolhimento em ambiente familiar e o fortalecimento dos vínculos comunitários.
Foi dado um prazo de 10 dias para que o município informe sobre o acatamento da recomendação, que pode ser lida na íntegra no Diário Oficial do MPPE do dia 23 de outubro de 2026.

Roberto Lyra - Edifício Sede / Ministério Público de Pernambuco
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