SAÚDE E SOLIDARIEDADE

9ª Corrida e Caminhada - MPPE em Movimento arrecada quase 800 quilos de alimentos e doa a instituições beneficentes

O evento abriu as atividades comemorativas da Semana Nacional do Ministério Público, que se estenderá até a próxima quarta-feira (17).


15/12/2025 - A 9ª Corrida e Caminhada da Capital - MPPE Em Movimento, realizada na manhã deste domingo (14/12), contou com a participação de mais de 450 inscritos e arrecadou quase 900 quilos de alimentos não perecíveis, que foram doados a duas instituições beneficentes: o Projeto Ammar Transforma (Ilha Joana Bezerra -Recife) e o Grupo Fraterno Despertar Jardim Brasil - Olinda). A corrida teve percurso de quatro e oito quilômetros, nas categorias geral (masculino e feminino) e pessoas com deficiência (PCD), masculino e feminino; além da caminhada de quatro quilômetros. Participaram Membros, Membras, servidores, estagiários e terceirizados do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), familiares e convidados.

O evento abriu as atividades comemorativas da Semana Nacional do Ministério Público, que se estenderá até a próxima quarta-feira (17), com uma série de atividades no Centro Cultural Rossini Alves Couto, na esquina da Rua do Hospício com a Avenida Visconde de Suassuna - área central do Recife.

A Corrida e Caminhada da Capital - MPPE em Movimento é uma ação do Programa de Qualidade de Vida do Ministério Público, organizado pelo Núcleo de Gestão de Pessoas, através do Departamento Ministerial de Apoio e Saúde (DEMAS) da Coordenadoria Ministerial de Gestão de Pessoas (CMGP). "O Programa tem o objetivo de incentivar as práticas esportivas e o cuidado com a saúde física e emocional de Membros, servidores e colaboradores, e também contribui para a redução dos casos de adoecimentos e afastamentos do trabalho", afirma a Gerente do Departamento de Apoio e Saúde do MPPE, médica Maíra Gonçalves.

Sobre o Qualidade de Vida, o Procurador-Geral de Justiça (PGJ) José Paulo Xavier ressaltou que é um Programa já consolidado, com 15 anos de atuação e que a cada ano recebe mais adesões. "É um Programa com viés voltado ao cuidado com a saúde física e mental de todos os colaboradores e apresenta resultados muito animadores", resumiu. Sobre as corridas e caminhadas (também realizadas em Caruaru e Petrolina), o PGJ disse que "são sempre momentos de alegria, descontração e congraçamento" entre Membros, Membras, servidores e colaboradores terceirizados, além da sociedade local. Também é uma forma de incentivar a solidariedade pela doação de alimentos para instituições assistenciais que atendem pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Para o Técnico Ministerial da Coordenadoria de Modernização e Tecnologia da Informação (CMTI), Ronilson Araújo, as corridas e os momentos que a antecedem, são sempre oportunidades para o CMGP e o DEMAS divulgar o MPPE Em Movimento e sensibilizar os servidores e colaboradores acerca da necessidade da atenção e cuidado com a saúde física e mental.

GANHADORES - A concentração para a corrida e caminhada começou às 5h30, na área externa do Cais do Sertão, em frente à Torre Malakoff (Avenida Alfredo Lisboa), no Recife Antigo, onde os participantes puderam receber o material (camisa, número de peito e chip), tomar o café da manhã, fazer aquecimento e alongamento. A largada da corrida ocorreu às 7h e foi dada pelo PGJ, José Paulo Xavier.

Eis a lista dos vencedores, que tiveram direito a troféus.

Categoria integrantes do MPPE - 4km feminino:
1ª) Marcela Marinho Verçosa
2ª) Camila Verçosa
3ª) Isabel Batista Souza de Lima


Categoria integrantes do MPPE - 4km masculino:
1°) Bruno SantaCatharina Carvalho de Lima
2º) Alfredo Pinheiro Martins Neto
3º) Márcio Fernando Magalhães França


Categoria integrantes do MPPE - 8km feminino:
1º) Celeste Cristina Gomes Bezerra
2º) Nancy Tojal de Medeiros
3º) Gabriella Cavalcanti de Lima Souza


Categoria integrantes do MPPE - 8km masculino:
1º) Lamartine Almeida Teixeira
2º) Petrônio Benedito Barata
3º) Ronaldo Acioly de Melo Filho


Categoria participantes geral - 4km feminino:
1º) Adriana Alencar
2º) Fabíola Alves da Silva Rebouças
3º) Fabiana Evelyn da Silva


Categoria participantes geral - 4km masculino:
1º) José Luiz da Silva Falcão
2º) Adelson Santos de Souza
3º) Corredor nº 614


Categoria participantes geral - 8km feminino:
1ª) Anna Angélica Araújo Barros França
2ª) Mariana Tavares Jorge Rodrigues
3ª) Lívia


Categoria participantes geral - 8km masculino:
1ª) Thiago Rebouças Correia de Sousa
2ª) Jeferson Enoque de Souza
3ª) Anderson Araújo da Silva

Pessoa com Deficiência MPPE - Feminino
Mônica Cristina Araújo Montenegro

Pessoa com Deficiência MPPE - Masculino
João Henrique Almeida Fragoso de Melo

Pessoa com Deficiência - Participantes Geral
Adriana de Sousa Ribeiro

Os participantes que quiserem conhecer a sua classificação podem acessar o link: https://corporesano.azurewebsites.net/?idCorrida=MPPERECIFE

Corrida e Caminhada da Capital - MPPE em Movimento

Últimas Notícias


GRAVATÁ
Vigilância e Agência Municipal de Meio Ambiente assinam TAC e se comprometem a realizar o controle sanitário de espaço utilizado para o abrigamento de cães abandonados
Imagem de cachorro atrás de grade
A solução consensual busca conciliar a proteção e o bem-estar dos animais com a preservação da saúde pública

 

24/07/2026 - A Agência Municipal do Meio Ambiente (AMMA), a Coordenação de Vigilância Ambiental e a Coordenação de Vigilância Sanitária de Gravatá firmaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) perante o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) para a adoção de medidas emergenciais de controle sanitário no imóvel onde funciona o Projeto Rabitos, um imóvel que acolhe cães em situação de rua e abandono, localizado na área urbana do município.

Pelo acordo, os órgãos municipais se comprometem a realizar um mutirão emergencial de desratização e desinsetização química no imóvel e nas residências vizinhas que aderirem à ação, além de manter o controle de vetores com aplicações mensais de insumos até a retirada integral do abrigo da área urbana. A transferência dos animais para um imóvel situado na zona rural será pleiteada judicialmente pelo MPPE, por meio de Ação Civil Pública.

O TAC foi firmado no âmbito do Procedimento Administrativo nº 02261.000.518/2025 e contou ainda com a participação de representantes dos moradores da vizinhança afetada pelo funcionamento do espaço, instalado em um imóvel residencial no bairro Jardim Petrópolis.

Segundo a promotora de Justiça Katarina de Brito Gouveia, a solução consensual busca conciliar a proteção e o bem-estar dos animais com a preservação da saúde pública, do meio ambiente e do direito da população a um ambiente urbano adequado, assegurando uma transição planejada e fiscalizada para um local compatível com a atividade.

As investigações conduzidas pela 1ª Promotoria de Justiça Cível de Gravatá identificaram problemas decorrentes da superlotação do espaço, que abriga 86 cães. Entre as irregularidades constatadas estão a emissão de odores intensos, poluição sonora, proliferação de ratos e outros vetores, além do risco de disseminação de zoonoses, situação considerada incompatível com a manutenção da atividade em área estritamente residencial.

No prazo máximo de cinco dias úteis, após a assinatura do TAC, ocorrerá um mutirão de desratização e desinsetização. O monitoramento e o combate aos vetores serão mantidos mensalmente até a efetiva desocupação do imóvel.

O documento também institui a Comissão Interinstitucional de Acompanhamento do TAC (CIATAC), composta por representantes do MPPE, da AMMA, da Vigilância Ambiental e da comissão de moradores. O grupo realizará reuniões mensais para acompanhar o cumprimento das obrigações e das metas previstas no cronograma.

O descumprimento das cláusulas do TAC poderá acarretar multa diária de R$ 1 mil, a ser revertida ao Fundo Municipal do Meio Ambiente de Gravatá, com aplicação exclusiva em programas de castração e bem-estar animal. O acordo possui eficácia de título executivo extrajudicial, permitindo sua execução judicial em caso de inadimplência.

A íntegra do Termo de Ajustamento de Conduta foi publicada na edição de 23 de julho de 2026 do Diário Oficial Eletrônico do MPPE.

ESCUTA PÚBLICA
MPPE e sociedade debatem ampliação das cotas raciais nos municípios pernambucanos
Fotografia dos participantes do evento
As contribuições apresentadas durante a escuta pública servirão de base para a elaboração de estratégias institucionais do MPPE

 

24/07/2026 - O Núcleo de Enfrentamento ao Racismo do Ministério Público de Pernambuco (NER/MPPE) realizou, na última quarta-feira (22), uma escuta pública para discutir a implementação da política de cotas raciais nos concursos públicos dos municípios pernambucanos. O encontro foi realizado em formato híbrido e reuniu representantes de movimentos sociais, pesquisadores, integrantes do poder público e da sociedade civil com o objetivo de identificar desafios, compartilhar experiências e reunir contribuições para fortalecer as ações afirmativas no Estado.

O coordenador do NER, promotor de Justiça Higor Alexandre Alves de Araújo, explicou que a iniciativa faz parte da construção de um programa estadual do MPPE voltado à ampliação da política de cotas raciais nos municípios. Atualmente, apenas nove das 184 cidades pernambucanas (4,9% do total) contam com legislação específica sobre o tema. Segundo ele, embora as cotas já estejam previstas para concursos públicos nas esferas federal e estadual, é nos municípios que se concentram serviços essenciais, como a educação, a saúde básica e assistência social, tornando indispensável a adoção da política também nesse nível da administração. 

Além de incentivar a criação de novas legislações municipais, a escuta pública buscou mapear dificuldades enfrentadas pelas cidades que já adotam as cotas raciais. Entre os temas debatidos estavam o funcionamento das bancas de heteroidentificação, a ordem de convocação dos candidatos e outros aspectos relacionados à aplicação da política.

“Queremos compreender realmente como está se dando a lei de cotas no nosso Estado, já que é obrigação constitucional garantir que a ação afirmativa de cotas raciais no serviço público seja devidamente aplicada, tanto expandindo o número de municípios que têm essa legislação quanto garantindo que, naqueles em que ela exista, haja a aplicação correta”, afirmou o coordenador do NER.

O pesquisador em relações raciais e servidor do Tribunal de Justiça de Pernambuco, Jessé de Oliveira, observou que Pernambuco ainda está distante de consolidar essa política no âmbito municipal, pois mesmo entre as cidades que possuem leis, há casos em que os percentuais reservados são reduzidos ou limitados a determinados cargos.

Ao comentar caminhos para reverter esse cenário, Jessé lembrou a experiência do Ministério Público do Paraná, que conseguiu ampliar significativamente o número de municípios com leis de cotas por meio de uma atuação articulada. Ele também chamou atenção para os impactos da ausência dessa política nos concursos públicos.

Escuta Pública “Lei de cotas raciais nos municípios de Pernambuco”

“Cada edital lançado sem reserva de vagas representa uma oportunidade perdida de ampliar a diversidade no serviço público e de fortalecer a representatividade em áreas estratégicas, como a educação”, explicou.

As contribuições apresentadas durante a escuta pública servirão de base para a elaboração de estratégias institucionais do MPPE voltadas à expansão e ao aperfeiçoamento da política de cotas raciais nos concursos públicos municipais, fortalecendo a promoção da igualdade racial em Pernambuco.

CRIANÇA E ADOLESCENTE
MPPE recomenda criação de unidade de acolhimento institucional em Lajedo
Imagem de crianças brincando de roda em parque
Atualmente, Lajedo não possui unidade própria de acolhimento e utiliza vagas em uma instituição localizada no município de Palmares

 

24/07/2026 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio da Promotoria de Justiça de Lajedo, recomendou que a Prefeitura de Lajedo adote providências para instalar uma unidade de acolhimento institucional destinada a crianças e adolescentes no município. A medida busca garantir o direito à convivência familiar e comunitária, evitando que menores em situação de vulnerabilidade precisem ser acolhidos em cidades distantes de suas famílias e de sua rede de apoio.

Atualmente, Lajedo não possui unidade própria de acolhimento e utiliza vagas em uma instituição localizada no município de Palmares, a cerca de 116 quilômetros de distância. Para o MPPE, essa realidade dificulta o fortalecimento dos vínculos familiares, compromete o acompanhamento realizado pelos serviços de assistência social do município de origem e pode retardar o processo de reintegração familiar.

O MPPE recomendou ao prefeito de Lajedo que, no prazo de 60 dias, realize estudos técnicos contemplando análises orçamentárias e logísticas para a implantação da unidade de acolhimento no município. Ao final desse período, deverão ser encaminhados à Promotoria os documentos que comprovem a realização dos estudos, incluindo um cronograma com a previsão para instalação do serviço. A recomendação também foi dirigida ao Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Comdica) de Lajedo. O órgão deverá exercer sua função deliberativa e fiscalizadora, expedindo resolução normativa para a criação do serviço e acompanhando a execução do cronograma de implantação pela administração municipal.

Na recomendação, o promotor de Justiça Marcel Gustavo Corrêa destaca que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estabelece a municipalização do atendimento como diretriz da política de proteção, prevendo que os serviços sejam ofertados o mais próximo possível da residência da família. O texto também ressalta que o distanciamento geográfico contraria as Orientações Técnicas do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) e do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, que desaconselham o acolhimento em localidades distantes do contexto de origem da criança ou do adolescente.

Os destinatários têm prazo de 15 dias para informar ao MPPE se acatam a recomendação. Em caso de concordância, deverão apresentar, em até 60 dias, os estudos para instalação da unidade de acolhimento e a ata da eventual resolução expedida pelo Comdica.

A íntegra da recomendação foi publicada no Diário Oficial do MPPE do dia 24 de julho de 2026.

Roberto Lyra - Edifício Sede / Ministério Público de Pernambuco

R. Imperador Dom Pedro II, 473 - Santo Antônio CEP 50.010-240 - Recife / PE

CNPJ: 24.417.065/0001-03 / Telefone: (81) 3182-7000