Recife: MPPE se faz presente em audiência pública na Câmara sobre deficiências no abastecimento de água

05/04/2023 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) participou da audiência pública O abastecimento irregular d'água na cidade do Recife, na Câmara Municipal do Recife, nesta quarta-feira (5). A representante do MPPE foi a Coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Consumidor (CAO Consumidor), Liliane Rocha.

A audiência se deveu às diversas denúncias e reivindicações que o Vereador Ronaldo Lopes afirmou receber de comunidades recifenses sobre os serviços deficientes da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa). Durante o evento, lideranças comunitárias de várias localidades, sobretudo da Zona Norte da cidade, descreveram os problemas que enfrentam diariamente como falta de fornecimento de água, vazamentos em tubulações, contas que chegam mesmo sem o serviço de fornecimento ocorrer, carros-pipa que não atendem às localidades, entre outros.

Liliane Rocha descreveu aos presentes que o projeto do MPPE Água de Primeira trata justamente de problemas como abastecimento deficiente, qualidade da água e cobranças indevidas nas contas. Segundo ela, o MPPE está sempre atento às demandas referentes ao fornecimento de água em Pernambuco e tem total conhecimento das demandas do Recife.

“É necessário a Compesa priorizar as áreas onde historicamente existe falta de água constantemente, como a Zona Norte do Recife, agilizando as obras nessa região, instalando poços artesianos e detectando vazamentos”, disse ela. “Combater o desperdício de água por causa dos vazamentos, por exemplo, é muito importante para que a população já carente do produto não sofra as consequências dessa perda”, alertou a Coordenadora do CAO Consumidor. Ainda lembrou que são inúmeras denúncias que o MPPE recebe sobre fornecimento de água e que cidadãos e cidadãs que se sentirem prejudicados podem enviar suas demandas ao email ouvidoria@mppe.mp.br ou através do canal de denúncias no site do MPPE www.mppe.mp.br

Já o Vereador Ronaldo Lopes também reforçou que o problema com o abastecimento de água é recorrente e antigo. “Parece que não há solução. Visitando algumas comunidades, as pessoas relataram a falta de sensibilidade e compromisso da Compesa em relação ao cidadão recifense. Isso já passou do limite. Essas denúncias são realizadas todos os dias e o que falta para a Compesa começar a levar água para as torneiras dos cidadãos? Faltam compromisso, investimento e trocar as gerências da Compesa,” assegurou ele. O parlamentar lamentou que muitos moradores têm que buscar água em locais longe de casa. “As pessoas precisam ir até a água, mas a água é que deveria ir até as pessoas. Até quando vamos ter que fazer audiências públicas, protestos e abaixo-assinados?”, complementou.

A Diretora Regional Metropolitana da Compesa, Niadja Mendes, ouviu todas as queixas dos participantes e prometeu que a empresa buscará saná-las. Ela anotou os relatos, dúvidas e reclamações, agendando visitas técnicas de equipes até os locais ainda este mês. “Sozinho, um órgão não consegue resolver sérios problemas estruturais. Precisamos encontrar soluções em conjunto. Há carência de recursos financeiros, mas temos muitos projetos para o Recife e obras estão sendo feitas nas localidades críticas, como perfuração de poços”, alegou ela. 

Segundo depoimentos de moradores dos bairros mais críticos, há locais onde a falta de água já passa dos 20 anos. “Há uma rua no Córrego do Jenipapo onde são 22 anos sem água nas torneiras. As pessoas se sacrificam para conseguir água, inclusive pessoas com deficiência e saúde comprometida”, comentou Lucas Leandro, representante do Córrego do Jenipapo.

Outra reclamação frequente na audiência pública foi sobre a pouca comunicação da Compesa com os consumidores. De acordo com relatos, não há transparência no site da empresa na divulgação de informações como total de investimentos de recursos, onde são investidos, de que forma foi gasto o dinheiro, etc.

Audiência pública na Câmara de Vereadores do Recife sobre falta de água no Recife

Últimas Notícias


CONTROLE SOCIAL
Núcleo DHANA do MPPE dialoga com a sociedade civil para fortalecer atuação em prol do Direito Humano à Alimentação
Além de fortalecer o diálogo com esse público, o encontro serviu como um momento de troca.

20/05/2024 - O Núcleo Direito Humano à Alimentação e à Nutrição Adequada (DHANA) - Josué de Castro do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) promoveu, na última quarta-feira (15), um encontro virtual com quase 100 representantes da sociedade civil que atuam na temática dos direitos humanos, incluindo membros de Conselhos Estaduais e Municipais de Segurança Alimentar, de entidades do terceiro setor e da academia.

Além de fortalecer o diálogo com esse público, o encontro serviu como um momento de troca: por um lado, o Núcleo DHANA explicou como se organiza e apresentou ferramentas que podem ser adotadas  para facilitar o envio de denúncias sobre violação do direito humano à alimentação e nutrição adequadas (Dhana), por meio  da Ouvidoria do MPPE e diretamente nas Promotorias de Justiça. Os/as representantes da sociedade civil compartilharam iniciativas e outras ações sobre o enfrentamento à fome no Brasil.

O coordenador do Núcleo DHANA, Promotor de Justiça Westei Conde, fez um breve balanço da atuação do Núcleo nos quase três anos de instalação e apontou que o foco do trabalho tem sido realizar oficinas com os membros do MPPE em todo o Estado, a fim de estimular a atuação ministerial em prol da criação dos Conselhos Municipais de Segurança Alimentar (Comseas).

Com base nos dados apresentados por ele, Pernambuco tem aproximadamente 40 municípios com Comseas  instalados e em fase de instalação. Porém os/as Promotores/as de Justiça do MPPE instauraram poucos procedimentos para fiscalizar e acompanhar a execução dessa política pública.

"Em Pernambuco temos 2,1 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar grave (fome). Não estamos tratando de um assunto que deva ser encarado pelo poder público no plano do favor, mas como um direito assegurado na Constituição e em tratados internacionais. Por isso precisamos do apoio das organizações parceiras, que estão atuando nos territórios, para difundir esse conhecimento e também cobrar, exercer o controle social sobre o Ministério Público. Queremos que o cidadão exerça seu direito e busque o MPPE”, afirmou.

Esse acesso da população poderá ser facilitado através de formulário específico, desenvolvido pela equipe do Núcleo DHANA. A previsão é de que o formulário de denúncia de violação do Dhana seja disponibilizado ao público em geral a partir de junho, na página da Ouvidoria do MPPE na internet e em via física, que pode ser preenchida nas unidades do MPPE.

Em seguida, a presidenta do Conselho Estadual de Segurança Alimentar do Rio Grande do Sul e integrante do Coletivo Periferia Feminista, Cíntia Barenho, trouxe uma fala sobre como está sendo a resposta ao desastre socioambiental que atingiu várias cidades gaúchas.

"Nosso movimento começou promovendo um trabalho popular, ocupando um espaço de horta comunitária no Morro da Cruz, uma região da periferia de Porto Alegre. A demanda da cozinha solidária, que já estava grande por causa dos impactos da pandemia, aumentou muito por causa do número de desabrigados causados por essa enchente. O acesso a fontes de alimentação foi muito reduzido", narrou.

Já a assessora parlamentar Eloísa Amaral, que integra o gabinete da presidenta da Frente Parlamentar de Enfrentamento à Insegurança Alimentar, deputada Rosa Amorim, explicou brevemente o trabalho do grupo de deputados.

"Na nossa atuação, é muito comum recebermos denúncias sobre a qualidade da merenda escolar, tanto que decidimos sistematizar o que chega e criamos o portal De Olho na Merenda. Como boa parte das situações trazidas pela comunidade escolar são repassadas ao MPPE para apuração, temos todo interesse em qualificar esse diálogo", ressaltou.

Em seguida, Analba Teixeira, da ONG SOS Corpo, elogiou a proposta do formulário de denúncia de violação do Dhana e sugeriu que se reforce a divulgação de como a população pode chegar ao MPPE. "A internet não alcança todo mundo, precisamos chegar a outros meios de comunicação, como o rádio. Infelizmente, as pessoas ainda não têm conhecimento dos seus direitos", apontou.

Miriam Balestro, diretora de articulação da FIAN Brasil, também celebrou a criação do formulário e sugeriu que a solução devia ser adotada nacionalmente. "As instituições precisam estar abertas ao controle social, porque essa aproximação com a sociedade é que nos levará a ter uma democracia plena. Porém, precisamos de políticas públicas para garantir o direito à alimentação, que não vai ser assegurado somente com a ação do voluntariado", afirmou.
O Promotor de Justiça Lúcio de Almeida Neto trouxe um exemplo de atuação ministerial conjunta por parte dos membros da 1ª Circunscrição, que abrange o Sertão do Araripe.

"Estamos focados em mobilizar os prefeitos para criar os Comseas, já demos alguns passos nesse sentido. Ressalto, porém, que também precisamos fomentar a aquisição de produtos da agricultura familiar nas políticas de alimentação escolar, o que gera renda para os pequenos produtores do território e contribui para diminuir a insegurança alimentar", salientou.

Para concluir a reunião, Westei Conde disse que pretende desdobrar o encontro virtual por meio de reuniões focais com organizações sociais específicas, além de tomar as providências para difundir ainda mais os canais de acesso ao MPPE.

Encontro virtual do Núcleo DHANA com a sociedade civil

NACIONAL
PGJ de Minas assume CNPG propondo ações conjuntas e planejamento estratégico
A posse administrativa do novo presidente do CNPG, Jarbas Soares Júnior (ao centro), ocorreu durante reunião na sede do MPDFT.

20/05/2024 - Propondo um trabalho conjunto para os próximos sete meses de mandato como presidente do Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União (CNPG), tomou posse no colegiado, na última quarta-feira (15/05), o Procurador-Geral de Justiça do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Jarbas Soares Júnior. “Faremos, juntos, o que o tempo atual e futuro exigem do CNPG, dos seus grupos e comissões. Vamos começar, os resultados virão e o legado ficará para novas gerações de Procuradores-Gerais e do Ministério Público brasileiro”, afirmou, lembrando que “o impossível sempre será aquilo que nós não ainda começamos”.

A posse administrativa aconteceu durante reunião do CNPG na sede do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). A cerimônia solene está programada para 12 de junho, na Procuradoria-Geral da República (PGR), também em Brasília. Jarbas Soares Júnior ficará no cargo até dezembro, quando será encerrado seu quarto mandato à frente do MPMG. Ele foi eleito por aclamação para a presidência do CNPG no último dia 17 de abril, sucedendo o Procurador-Geral de Justiça do Pará, César Mattar Júnior.

“O novo presidente do CNPG é um experiente membro do MP, com mais de 30 anos de serviços prestados à instituição. Na posse, nesta quarta-feira, já apresentou um planejamento estratégico, com metas e ações para curto e médio prazo”, observou o Procurador-Geral de Justiça de Pernambuco, Marcos Carvalho, presente à posse.

O plano prevê, entre outras ações, comunicação e envolvimento institucional, parcerias, integração de agenda e atividades com o Conselho Nacional do Ministério Público e entidades de classes.

ORDENAMENTO
MPPE promove audiência pública para discutir sobre as prévias carnavalescas em Olinda
A audiência pública será aberta a toda sociedade.


20/04/2024 - A fim de discutir o trabalho de fiscalização das prévias carnavalescas, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio da 3ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania de Olinda, convocou uma audiência pública para o dia 4 de junho, às 9h, no Auditório das Promotorias de Justiça de Olinda, localizado na Av. Pan Nordestina, nº 646, Vila Popular. A iniciativa visa dar continuidade ao procedimento administrativo já instaurado na Promotoria com a finalidade de acompanhar e fiscalizar, de forma continuada, políticas públicas sobre a fiscalização das prévias. 

A audiência pública será aberta a toda sociedade e será presidida pela Promotora de Justiça Maísa Silva Melo de Oliveira, com objetivo de discutir e tratar questões relativas ao ordenamento dos eventos, que tradicionalmente se iniciam no dia 7 de setembro de cada ano.

Foram convocados a participar como expositores representantes das Secretarias Municipais de Planejamento e Gestão Estratégica, de Patrimônio, Cultura e Turismo, de Meio Ambiente e Planejamento Urbano, de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, de Segurança Cidadã, de Mobilidade Urbana e de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Tecnologia.

Além da gestão municipal, o MPPE convocou para a audiência a Companhia Independente de Apoio ao Turista da Polícia Militar de Pernambuco (CIATur), o Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco (CBMPE) e o Escritório Técnico de Olinda do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

Complementando a contribuição dos cidadãos, o MPPE também convocou representantes de troças, blocos e agremiações carnavalescas cujos dados de identificação e localização constem registrados na Promotoria de Justiça de Olinda, assim como a Sociedade de Defesa da Cidade Alta (SODECA) e representantes dos vendedores ambulantes eventualmente agregados em associação ou entidade assemelhada.

O cadastramento de expositores que desejarem se manifestar na audiência deve ser feito mediante preenchimento de nome e número de documento na lista de inscrição que será localizada na porta de entrada da sala de audiência. Os interessados em se manifestar precisam colocar seus nomes na lista até às 10h.

O edital da audiência pública foi publicado na íntegra na edição do Diário Oficial Eletrônico (DOE) do MPPE do dia 14 de maio de 2024.

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