Para garantir proteção ao público, Prefeitura de Chã Grande, Conselho Tutelar, Polícia Militar e Bombeiros assinam TAC perante o MPPE
Para garantir proteção ao público, Prefeitura de Chã Grande, Conselho Tutelar, Polícia Militar e Bombeiros assinam TAC perante o MPPE
29/10/2026 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) reuniu representantes da Prefeitura e do Conselho Tutelar de Chã Grande, bem como da Polícia Militar (PMPE) e do Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco (CBM-PE), para formalizar as obrigações de cada órgão no planejamento e fiscalização da Festa do Trabalhador, evento marcado para as próximas quinta e sexta-feiras (30/4 e 1º/5).
A 1ª Promotora de Justiça de Gravatá, Kívia Ribeiro, explicou que a celebração do termos de ajustamento de conduta (TAC) busca garantir a adoção de medidas mitigadoras de risco e garantia da segurança em aspectos como o policiamento, a comercialização de alimentos e bebidas, a proteção a crianças e adolescentes e disponibilização de equipes de saúde em caso de emergências.
Confira as principais obrigações assumidas por cada ente:
Prefeitura de Chã Grande:
- Compatibilizar os horários dos eventos com o período de cobertura da Secretaria de Defesa Social, com a proibição do uso de som em bares, restaurantes e veículos depois do final dos shows oficiais;
- Fiscalizar a venda de bebidas e alimentos para coibir o uso de recipientes de vidro, que são proibidos pela legislação estadual em shows com aglomeração de público;
- Apresentar ao CBM-PE toda a documentação exigida sobre as estruturas de palco, camarotes e demais instalações temporárias;
- Atender os pedidos de estrutura física efetuados pelas forças de segurança para assegurar a logística operacional;
- Assegurar a limpeza urbana e dos coletores de lixo após os eventos;
- Garantir ambulância e equipe médica no local para prestar os primeiros socorros e, se necessário, remover pacientes para a UPA ou hospital mais próximo;
- Acionar a Guarda Municipal para controlar o trânsito e facilitar o deslocamento de ambulâncias durante o evento;
- Orientar a população sobre os horários de encerramento dos shows e proibições relativas ao uso de aparelhos de som não oficiais;
- Fiscalizar o trabalho dos seguranças privados e bombeiros civis contratados para o evento.
Conselho Tutelar:
- Atuar em plantão nos pontos de festividade para reforçar a fiscalização de abusos contra crianças e adolescentes, incluindo o consumo de bebidas alcoólicas;
- Comunicar irregularidades identificadas às autoridades.
Corpo de Bombeiros:
- Verificar a regularidade das estruturas e instalações temporárias montadas nos pontos de animação;
- Atender às ocorrências informadas.
Polícia Militar e Guarda Municipal:
- Impedir o uso de equipamentos sonoros acima dos níveis legais e fora dos horários e locais permitidos;
- Atender e encaminhar ocorrências trazidas pelos demais agentes públicos.
Em caso de descumprimento dos termos do TAC, o município de Chã Grande estará sujeito à aplicação de multa de R$ 25 mil. Já se houver registro de problemas recorrentes, o MPPE poderá requerer a interdição do local do evento e suspensão de licença para realização de novos eventos por até seis meses.
O TAC foi publicado no Diário Eletrônico do MPPE da quarta-feira (29).
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Procuradoria-Geral de Justiça e BID avançam no desenvolvimento do projeto de fortalecimento do MPPE para combate ao crime organizado
15/07/2026 - O Procurador-Geral de Justiça do Ministério Público de Pernambuco, José Paulo Xavier, reuniu-se no final da manhã desta quarta-feira (15), em Brasília, com a diretoria do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), cumprindo mais uma etapa no desenvolvimento de projeto que irá fortalecer e modernizar a instituição para o enfrentamento da criminalidade. A proposta, com investimento de 25 milhões de dólares, inclui melhor estrutura para o Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e novas ferramentas para atuação contra crimes ambientais no Estado.
Da reunião participaram a chefe da representação do BID no Brasil, Annette Bettina Killmer, e o especialista sênior em Segurança Cidadã e Justiça do banco, Rodrigo Pantoja. O PGJ estava acompanhado do secretário-geral adjunto do MPPE, Adriano Andrade.
"As ramificações das organizações criminosas, as mudanças climáticas e as agressões ambientais exigem ações urgentes e qualificadas de fiscalização e investigação. Daí a importância de contarmos com o apoio financeiro do BID para ampliar os investimentos estruturais", comentou o Procurador- Geral de Justica. O Governo do Estado já foi autorizado pela Assembleia Legislativa a obter o empréstimo do BID em favor do MPPE. Com a conclusão da tramitação interna, no banco, o projeto deve seguir ao Ministério do Planejamento e ao Senado, para que seja permitida a obtenção do crédito.
Atendimento do MPPE no Recife funcionará em regime de plantão
15/06/2026 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) funcionará em regime de plantão nesta quinta-feira (16), nas unidades situadas nos edifícios-sedes Roberto Lyra e Helena Caúla Reis, localizados na Rua Imperador Dom Pedro II, nº 473 e nº 511, respectivamente, bem como nas demais unidades ministeriais e administrativas sediadas no Recife, em razão do feriado municipal em comemoração ao Dia de Nossa Senhora do Carmo, padroeira da cidade, conforme Portaria PGJ nº 347/2026.
Dessa forma, os atendimentos serão realizados remotamente por e-mail e as demandas urgentes devem ser encaminhadas ao Promotor de Justiça plantonista, que atua das 13h às 17h, nos termos da Resolução RES-CPJ nº 006/2017. O contato com as unidades do MPPE na Capital deverá ser feito pelo e-mail: plantaocapital@mppe.mp.br.
OUVIDORIA - O cidadão também pode entrar em contato com o MPPE, para registrar denúncias, reclamações, sugestões, críticas e elogios, através da Ouvidoria, no site do MPPE, por meio do formulário https://bit.ly/ouvidoriamppe-manifestacao, e pelo assistente virtual Audivia: no site do MPPE ou pelo messenger do Facebook da Ouvidoria do MPPE. <https://www.facebook.com/ouvidoriamppe>
Atuação do MPPE resulta em ampliação da lei de cotas para pessoas trans em Caruaru
15/07/2026 - Uma recomendação da 1ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania de Caruaru resultou na sanção da Lei Municipal nº 7.507, de 22 de junho de 2026, que amplia a política de cotas em concursos públicos no município. O texto da lei revoga a legislação anterior e consolida a reserva de vagas para pessoas pretas e pardas, indígenas, quilombolas e transexuais em toda a administração pública municipal.
A atuação do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) teve início a partir de procedimento administrativo conduzido pelo promotor de Justiça Antônio Rolemberg Feitosa Júnior, que em maio deste ano expediu recomendação formal ao Executivo e à Secretaria Municipal de Educação. O documento pedia a instituição de reserva de vagas entre 2% e 5% para pessoas trans e travestis, inicialmente restrita aos concursos da área da Educação.
Na recomendação, o promotor citou o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO) 26/DF pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que reconhece a transfobia como forma de discriminação equiparável ao racismo. Também embasaram o texto dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), segundo os quais apenas 25% da população trans está inserida no mercado formal de trabalho.
Antônio Rolemberg apontou ainda experiências bem-sucedidas em outros entes públicos de Pernambuco, como a Lei Municipal de Brejo da Madre de Deus e a Resolução da Defensoria Pública do Estado de Pernambuco (DPE/PE), ambas com cota de 2% para pessoas trans. A recomendação também se apoiou em diretrizes técnicas da Articulação Nacional de Juristas e Trabalhadores Trans do Sistema de Justiça (ANTRAJUS), que orientam critérios de heteroidentificação sem exigência de laudos médicos.
O trabalho de convencimento do MPPE junto ao Executivo e ao Legislativo caruaruense avançou além do que fora inicialmente solicitado. Em vez de restringir a medida à Educação, a Prefeitura optou por reformular integralmente a política de ações afirmativas do município. Na mensagem enviada à Câmara Municipal, o prefeito reconheceu que a proposta atendia à recomendação ministerial.
A nova lei, que reformulou a política de cotas para todos os cargos, estabeleceu reserva total de 30% das vagas em concursos e processos seletivos simplificados, distribuídas em 23% para pessoas pretas e pardas, 3% para indígenas, 2% para quilombolas e 2% para pessoas transexuais. A norma prevê autodeclaração como critério de acesso, comissão de heteroidentificação, vedação a exigências patologizantes e possibilidade de inscrição cumulativa em mais de uma categoria de cota.
Segundo o promotor de Justiça Antônio Rollemberg, trata-se do MPPE como indutor de políticas públicas de igualdade, articulando diagnóstico técnico, jurisprudência constitucional e diálogo institucional para gerar políticas públicas e legislações efetivas.
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