INTERCÂMBIO

NAF e Nupia do MPPE recebem visitas técnicas de integrantes do MPAL

Fotografia de participantes da reunião posando em pé lado a lado
Quatro Promotores de Justiça e uma servidora do MPAL veio conhecer os mecanismos de atuação do NAF, que completou 15 anos de atividades

 

12/11/2025 - Nos dias 5, 6 e 10 de novembro, o Núcleo de Família e Registro Civil Alcides do Nascimento Lins (NAF) e o Núcleo Permanente de Incentivo à Autocomposição (Nupia), ambos do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), receberam visitas institucionais de integrantes do Ministério Público de Alagoas (MPAL).

FAMÍLIA - Na manhã de terça-feira, uma comitiva composta por quatro Promotores de Justiça e uma servidora do MPAL veio conhecer os mecanismos de atuação do NAF, que completou 15 anos de atividades.

"Temos a intenção de criar, em Maceió, uma equipe multifuncional para trabalhar nos processos judiciais e extrajudiciais da área de Família. E viemos aqui conhecer as boas práticas realizadas pelo NAF, saber como vocês trabalham em Pernambuco", descreveu a coordenadora das Promotorias de Justiça de Família da Capital do MPAL, Promotora de Justiça Adriana Vilela.

Segundo o coordenador do NAF, Promotor de Justiça José Augusto dos Santos Neto, o pedido de visita dos integrantes do MPAL foi recebido como um reconhecimento da repercussão do trabalho do Núcleo.

“O NAF foi criado justamente para atender a demandas das Promotorias de Família. Então, pela instrução normativa que o instituiu, ele fiscaliza as curatelas de pessoas institucionalizadas, orienta curadores, analisa denúncias sobre má assistência aos curatelados e sobre outros assuntos afetos às Promotorias de Família. E essa prestação do serviço está crescendo, apesar da necessidade constante de reforçar a equipe. A prova disso é essa repercussão, a visita dos colegas Promotores do estado de Alagoas", complementou.

NAF recebe visita do MPAL

AUTOCOMPOSIÇÃO - A visita ao Nupia teve como objetivo promover uma troca de experiências com o MPPE sobre iniciativas que promovem a resolução consensual de conflitos. Foram dois dias (5 e 6) de compartilhamento de informações sobre a autocomposição e seus desafios, envolvendo os nove integrantes (membros e servidores) do Centro de Autocomposição (Compor) do MPAL.

O grupo veio a Pernambuco para a realização de um estudo sobre os procedimentos adotados pelo Núcleo pernambucano, que auxiliará na elaboração do plano de ação do Compor/MPAL.

Eles foram recebidos pela equipe do Nupia, coordenado pela Procuradora de Justiça Nelma Ramos Maciel Quaiotti, que apresentou a estrutura do Núcleo e os projetos desenvolvidos. Já na quinta-feira (6) o Procurador-Geral de Justiça de Pernambuco, José Paulo Cavalcanti Xavier Filho, participou do encontro e, na oportunidade, enalteceu a união das duas instituições em prol do incentivo às práticas de resolução consensual de conflitos.

“A integração entre os Ministérios Públicos fortalece a cultura da autocomposição e amplia o alcance das práticas resolutivas. Compartilhar o trabalho desenvolvido pelo Nupia/MPPE e conhecer as iniciativas do Compor/MPAL reafirma o compromisso comum com uma atuação mais dialogada, eficiente e centrada nas pessoas”, pontuou Nelma Quaiotti.

Últimas Notícias


SEMANA DO CONSUMIDOR
MPPE lança campanha para orientar sobre abusos no mercado

 

12/03/2026 - Para marcar a Semana do Consumidor, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Consumidor (CAO Consumidor), lança uma campanha educativa digital que ocorre entre 11 e 15 de março. A iniciativa utiliza as redes sociais da instituição para disseminar orientações práticas sobre direitos fundamentais e proteção contra abusos no mercado de consumo.

A programação detalhada prevê postagens diárias, incluindo carrosséis informativos e vídeos. O conteúdo inaugural foca no combate à cobrança indevida, explicando que o consumidor tem direito à devolução em dobro do valor pago indevidamente, com juros e correção monetária, conforme o Código de Defesa do Consumidor (CDC). Temas como diferenças de garantias e dicas para evitar golpes também compõem o cronograma, que se encerra no dia 15 com um vídeo especial com a coordenadora do CAO Consumidor, procuradora de Justiça Liliane Rocha.

O MPPE reforça que, em casos de irregularidades, o cidadão deve primeiro contatar a empresa e guardar protocolos. Persistindo o problema, orienta-se o registro de queixas no Procon ou na plataforma consumidor.gov. Em situações de golpe, a recomendação é a abertura de um boletim de ocorrência. 

Para denúncias diretas ao Ministério Público, os canais da Ouvidoria estão disponíveis pelo telefone 127, site oficial www.mppe.mp.br e WhatsApp (81) 99679-0221.

FLORESTA
MPPE aponta inconsistências no Estudo de Impacto Ambiental sobre projeto de mineração e solicita diligências complementares
Imagem de caminhão em área de mineração
MPPE exige modelagem dinâmica para avaliar a dispersão de poeira sobre áreas habitadas

 

12/03/2026 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio da Promotoria de Justiça de Floresta e do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente (CAOMA), apresentou manifestação preliminar sobre o “Estudo de Impacto Ambiental do Projeto Serrote da Pedra Preta”. O empreendimento de mineração de titânio e ferro com vanádio, previsto para a zona rural do município sertanejo, é alvo de análise preventiva devido a "lacunas e insuficiências relevantes" no Estudo de Impacto Ambiental (EIA/RIMA).

"Estamos trabalhando para inverter a lógica, priorizando a atuação preventiva do Ministério Público, ou seja, antes que os danos aconteçam. No licenciamento ambiental, isso significa exigir estudos sérios, completos e tecnicamente consistentes, para que nenhuma decisão seja tomada sem segurança quanto à proteção do meio ambiente, dos recursos hídricos e das comunidades afetadas. Prevenir é sempre mais eficaz do que tentar reparar depois”, ressaltou a coordenadora do CAO Meio Ambiente, promotora de Justiça Belize Câmara, uma das autoras da análise do MPPE.

Também assinaram a análise multidisciplinar o promotor de Justiça Carlos Henrique Freitas Santos, que atua em Floresta, e integrantes da equipe técnica do CAO. O documento destaca riscos críticos para comunidades tradicionais e o ecossistema local. O projeto pode acarretar escassez hídrica, pois depende de captação subterrânea em aquífero de baixa produtividade, sem comprovar que não haverá prejuízo ao abastecimento das populações vizinhas.

Além disso, o beneficiamento mineral será feito totalmente a seco, o que intensifica a emissão gerando poluição atmosférica. O MPPE exige modelagem dinâmica para avaliar a dispersão de poeira sobre áreas habitadas. Somem-se ainda ruídos e vibrações devido ao uso de explosivos e máquinas pesadas é classificado como impacto de "alta magnitude", exigindo planos de fogo rigorosos e monitoramento contínuo.

Estima-se a supressão de 44,29 hectares de caatinga, que necessitam de inventários mais detalhados e compensações ambientais robustas. Por fim, o MPPE aponta a questão social pelo subdimensionamento dos impactos sobre comunidades quilombolas e a omissão de uma análise específica sobre o povo indígena Pankará.

O MPPE concluiu que o estudo atual sobre a mineração não oferece segurança para o licenciamento. Entre as providências requeridas estão a realização de audiência pública com linguagem acessível e a intimação do empreendedor para sanar todas as pendências técnicas antes de qualquer decisão sobre a viabilidade ambiental.

CARUARU
MPPE instala Banco Vermelho na Sede de Promotorias de Justiça
Fotografia de participantes do evento em volta do banco vermelho
O banco, pintado em vermelho vibrante, simboliza o sangue derramado por vítimas de feminicídio e funciona como instrumento permanente de conscientização

 

12/03/2026 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) instalou, na quarta-feira (11), no auditório da Sede das Promotorias de Justiça de Caruaru, um Banco Vermelho, ação alusiva ao Dia Internacional da Mulher. A ação, por meio da 6ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania de Caruaru e da 11ª Promotoria de Justiça Criminal de Caruaru, é fruto de uma parceria com a Secretaria Municipal da Mulher  e fundamenta-se na Lei Federal nº 14.942/2024, que instituiu a campanha em âmbito nacional. O banco, pintado em vermelho vibrante, simboliza o sangue derramado por vítimas de feminicídio e funciona como instrumento permanente de conscientização, exibindo canais de denúncia, como o Ligue 180.

O Banco Vermelho é um símbolo internacional de mobilização contra o feminicídio e representa a memória das vítimas de violência de gênero, reforçando a importância da denúncia, proteção, conscientização e fortalecimento das políticas públicas voltadas a mulheres.

O promotor de Justiça Itapuan Vasconcelos comentou que a ação acentua o compromisso institucional do Ministério Público de Pernambuco com a promoção dos direitos humanos e a defesa da vida, dignidade e direitos das mulheres. A coordenadora do Núcleo de Apoio à Mulher, promotora de Justiça Maísa Oliveira, ressaltou a atuação do Ministério Público na proteção das vítimas, na responsabilização dos agressores e no fortalecimento das políticas públicas para as mulheres, ressaltando a importância da articulação entre o Ministério Público e a gestão municipal. 

Para a Promotora de Justiça Sarah Lemos Silva, que atua na vara de violência doméstica e familiar contra a mulher em Caruaru, “a instalação do banco na sede das Promotorias de Justiça de Caruaru era a confirmação que o Ministério Público de Pernambuco é um local seguro para o acolhimento de meninas e mulheres, além de um lembrete permanente do dever funcional, de todos que compõe o órgão, de acolher as mulheres vítimas de violência e atuar com perspectiva de gênero. A promotora ainda fez um chamado aos homens, reforçando que o MP também é um local seguro para eles se informarem e refletirem sobre o papel dos homens no enfrentamento dessa violência”.

Além de membros e servidores do MPPE, a solenidade contou com a presença do prefeito de Caruaru, Rodrigo Pinheiro; da vice-prefeita, Dayse Silva; de representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário; Ordem dos Advogados do Brasil; oficiais da Polícia Militar; instituições públicas e sociedade civil. Os integrantes da mesa de honra destacaram a importância da atuação integrada das instituições na gestão de riscos e no acolhimento humanizado das vítimas.

Roberto Lyra - Edifício Sede / Ministério Público de Pernambuco

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