JOÃO ALFREDO

MPPE recomenda que Prefeitura e Câmara de Vereadores atualizem Portal da Transparência

Ilustração de mão segurando lupa e investigando papéis escritos
As informações devem ser atualizadas pela Prefeitura e Câmara no prazo de 30 dias

 

31/10/2023 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) recomendou aos gestores dos Poderes Executivo e Legislativo do município de João Alfredo, no Agreste do Estado, a atualização do Portal da Transparência. As informações devem ser atualizadas pela Prefeitura e Câmara no prazo de 30 dias. As providências adotadas, bem como a documentação hábil para provar o cumprimento das recomendações do MPPE precisam ser encaminhadas à Promotoria de Justiça de João Alfredo.

Assinadas pelo Promotor de Justiça Rafael Moreira Steinberger, os documentos levaram em consideração, dentre outros pontos, que a Administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, nos termos do artigo 37, caput, da Constituição Federal.

Vale destacar que o não cumprimento das recomendações constituirá em mora aos destinatários quanto às providências solicitadas e poderá implicar na adoção de todas as medidas administrativas e judiciais cabíveis, inclusive configurando a omissão dolosa para fins de aplicação da Lei Nº 8429/92.

As íntegras dos documentos foram publicadas no Diário Oficial eletrônico do MPPE do dia 27 de outubro de 20213.
 

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SÃO JOÃO 2026
MPPE recomenda à Prefeitura de Gravatá atentar para os gastos com apresentações musicais
O MPPE também orientou a Prefeitura de Gravatá a implementar práticas para garantir a rastreabilidade dos recursos destinados a apresentações artísticas.


16/06/2026 - Com o intuito de defender o respeito aos princípios da razoabilidade e economicidade nas contratações de artistas para o São João 2026 de Gravatá, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) expediu recomendação ao prefeito e aos secretários municipais orientando a adoção de uma série de providências.

A primeira delas é que a gestão municipal se abstenha de efetuar pagamentos a artistas cujas contratações estiverem acima do limite esperado indicado pelo Painel da Transparência dos Festejos Juninos do MPPE. Nesses casos, o Ministério Público aponta a necessidade de buscar a renegociação dos valores ou a retenção preventiva do excedente.

De acordo com a promotora de Justiça Katarina Gouveia, em consulta ao painel foram identificados contratos em que o mesmo artista está cobrando valores acima do indicado, que corresponde à média dos cachês de 2025 corrigida pela inflação do período.

"Essa atuação do MPPE não tem como objetivo eliminar a discricionariedade administrativa, mas sim garantir que a liberdade de escolha do gestor esteja em harmonia com o rigor jurídico e a saúde financeira do município", ressaltou a Promotora de Justiça, no texto da recomendação.

Caso a administração municipal opte por manter os pagamentos, tal decisão deve ser acompanhada de justificativa formal indicando as evidências mercadológicas que embasem o diferencial de preço, como acréscimo do tempo de show, mudança no número de músicos, reforço de infraestrutura ou crescimento da notoriedade do artista entre um ano e outro.

Além disso, a 1ª Promotoria de Justiça de Gravatá também recomendou que o município busque balizar as contratações para eventos comemorativos na média histórica de preços dos artistas, com a devida atualização inflacionária; e que respeite o limite fiscal definido pelo Tribunal de Contas do Estado, que orientou os municípios a  limitar gastos com eventos festivos a 3% da receita corrente líquida dos últimos 12 meses.

TRANSPARÊNCIA - O MPPE também orientou a Prefeitura de Gravatá a implementar práticas para garantir a rastreabilidade dos recursos destinados a apresentações artísticas.

Todas as atrações contratadas a valores acima de cinco salários mínimos devem ter notas de empenho individuais, ainda que agenciadas pelo mesmo empresário.

Além disso, no caso de shows custeados, total ou parcialmente, com emendas parlamentares, deve ser informado o número de identificação, para preservar o controle e rastreabilidade financeira das verbas.

Todas as contratações precisam ser informadas no Portal da Transparência municipal e no Portal Nacional de Contratações Públicas, com o detalhamento dos custos como cachê, logística, hospedagem e infraestrutura técnica dos shows.

Por fim, o MPPE cobrou que o município vede qualquer prática de promoção pessoal de agentes políticos e de seus familiares durante as apresentações, sob pena de configuração de violação aos princípios constitucionais que regem a administração pública.

A recomendação foi publicada no Diário Oficial Eletrônico do MPPE da última sexta-feira (12).

PAULISTA
MPPE expande projeto "Portas Abertas às Vítimas" em reunião institucional
O encontro foi formalmente articulado pela 2ª e 7ª Promotorias de Justiça Criminal da comarca.


16/06/2026 - O Projeto Institucional Estratégico "Promotoria de Justiça de Portas Abertas às Vítimas", do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), segue em franca expansão. Na sexta-feira (12), a Sede das Promotorias de Justiça de Paulista sediou uma importante reunião voltada a debater o projeto. O encontro foi formalmente articulado pela 2ª e 7ª Promotorias de Justiça Criminal da comarca, representadas pelas promotoras de Justiça Camila Mendes de Santana Coutinho e Julieta Maria Batista de Oliveira.

A reunião contou com a presença da coordenadora do Núcleo de Apoio às Vítimas (NAV), Ana Clézia Ferreira Nunes. Na oportunidade, integrantes das equipes das Promotorias aderentes e autoridades locais dialogaram sobre a execução interinstitucional do projeto. O principal objetivo estratégico da ação consiste em prevenir revitimizações institucionais, assegurando a garantia dos direitos humanos de vítimas de crimes contra a vida em todas as fases da persecução penal.

Além do corpo técnico do Ministério Público, o evento registrou a participação de figuras da segurança pública, como Andressa Gama Goes, 5ª delegada especializada de Atendimento à Mulher de Paulista. O 17º Batalhão da Polícia Militar também esteve representado pelo major Manassés Ferreira da Silva e pela 2ª tenente Larissa Dantas, reforçando o caráter colaborativo e integrado da iniciativa.

Durante as discussões, a promotora Julieta Oliveira enfatizou que a articulação entre as diferentes instituições é essencial para os dois eixos do projeto. “O foco prioritário reside no atendimento e na assistência integral a vítimas de crimes contra a vida. Há uma atenção especial voltada para os casos de feminicídio mediante a previsão de busca ativa, embora a prática institucional se estenda ao acolhimento de toda e qualquer vítima”, assegurou ela.

Somando ao debate, a promotora Camila Coutinho frisou o papel das Promotorias de Justiça que compõem as Centrais de Inquéritos do MPPE. Segundo ela, “essas unidades também podem ofertar atendimento humanizado sobre direitos, reconhecendo a delicadeza do momento vivido pelas vítimas e familiares, cujos sofrimentos decorrem da proximidade ou dos efeitos colaterais da conduta criminosa”.

Ao encerrar, a promotora Ana Clézia Ferreira Nunes reafirmou o compromisso do NAV/MPPE em seguir com as articulações internas e externas para ampliar o alcance do programa. Ela destacou a meta do plano de gestão de prestar assistência a 100% das ocorrências de feminicídios no Estado. “Essa atuação estratégica não restringe o apoio a outros perfis, mas oferece modelos e vem consolidando as práticas institucionais de proteção e apoio às vítimas”, comentou ela.

EDUCAÇÃO
MPPE recomenda à Prefeitura de Garanhuns seguir legislação municipal e garantir presença de professores em sala de aula
Os gestores públicos têm um prazo de dez dias para informar ao MPPE sobre o acatamento ou não das providências recomendadas.


16/06/2026 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) recomendou à Prefeitura e à Secretaria de Educação de Garanhuns uma revisão integral das portarias e atos de designação para o exercício de funções técnico-pedagógicas na rede municipal de ensino com o objetivo de retornar para a sala de aula os profissionais que não preenchem as exigências legais para desempenhá-las. O prazo fixado para essa providência foi de 30 dias.

Segundo o titular da 2ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania de Garanhuns, Bruno Miquelão, o Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração do Magistério de Garanhuns determina que o exercício de funções de direção, planejamento, inspeção, supervisão, orientação educacional e coordenação pedagógica é restrito a servidores com mais de três anos de atuação comprovada em sala de aula.

"O MPPE apurou, no âmbito do procedimento nº 02090.000.217/2026, que a Secretaria de Educação de Garanhuns vem designando, para relevantes funções técnico-pedagógicas e administrativas, professores em estágio probatório e sem o cumprimento dos requisitos legais. A permanência deles configura grave ilegalidade administrativa e violação ao princípio da legalidade", apontou Bruno Miquelão, no texto da recomendação.

O Promotor enumera, também na recomendação, pelo menos quatro ocorrências que foram identificadas e devem ser ajustadas de imediato.

Além da revisão de todos os atos, o MPPE recomendou ainda que o município se abstenha de nomear ou designar, para as mencionadas funções, professores em estágio probatório ou que não possuam comprovação documental do tempo mínimo de sala de aula exigido pela legislação municipal.

Os gestores públicos têm um prazo de dez dias para informar ao MPPE sobre o acatamento ou não das providências recomendadas. A recomendação foi publicada na íntegra no Diário Oficial Eletrônico do MPPE da quinta-feira (11).

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