SÃO JOSÉ DA COROA GRANDE

MPPE recomenda providências para evitar múltiplas reconduções ao cargo de presidente da Câmara de Vereadores

Foto do interior da Câmara Municipal de São José da Coroa Grande
MPPE recomendou aos vereadores não apoiar, votar ou promover iniciativas para viabilizar a recondução incompatível com a ordem constitucional

 

02/03/2026 - Após constatar que o atual presidente da Câmara de Vereadores de São José da Coroa Grande, vereador Nabuco Lopes Barbosa Filho, se mantém como chefe do Poder Legislativo municipal desde 2021 graças a sucessivas reconduções, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) recomendou a observância da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF), que limita a reeleição de membros da Mesa Diretora das Casas Legislativas a uma recondução.

De acordo com a Promotora de Justiça Luciana Castelo Branco, a Constituição Federal pressupõe a alternância no exercício de cargos eletivos e de direção como pilar para o fortalecimento da democracia e meio de prevenir a personalização do poder. "Dessa forma, eventual candidatura do atual presidente para o biênio 2027-2028 pode caracterizar recondução vedada pelo ordenamento jurídico, com potenciais reflexos na validade da votação da Mesa Diretora e na estabilidade institucional do município de São José da Coroa Grande", ressaltou a Promotora de Justiça no texto da recomendação.

Com o intuito de evitar o desrespeito à orientação do STF, o MPPE recomendou aos vereadores não apoiar, votar ou promover iniciativas para viabilizar a recondução incompatível com a ordem constitucional.

Ao atual presidente, por sua vez, a recomendação é para não registrar chapa nem concorrer ao cargo de presidente da Câmara no biênio 2027-2028 ou em período imediatamente subsequente ao término do atual mandato.

Por fim, o Ministério Público recomendou que a Câmara de São José da Coroa Grande adote as providências necessárias para, em até 90 dias, adequar seu Regimento Interno e a Lei Orgânica Municipal para fazer constar a limitação da reeleição de membros da Mesa Diretora a uma única recondução, em simetria com o que determina a Constituição Federal.

A Câmara de Vereadores tem um prazo de 15 dias para remeter resposta ao MPPE, informando se pretende acolher ou não as medidas recomendadas. A recomendação foi publicada no Diário Oficial Eletrônico do MPPE do dia 24 de fevereiro.

Últimas Notícias


FORTES CHUVAS
MPPE recomenda adoção de medidas emergenciais em cinco municípios
Imagem de águas cobrindo ponte sobre rio
O MPPE reforça que as chuvas ainda estão previstas para os próximos dias

 

03/03/2026 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio de Promotorias de Justiça com atuação nas áreas de Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo, expediu recomendações para que os municípios de Lajedo, Calçado, Jucati, Jupi e Santa Maria da Boa Vista adotem medidas emergenciais de proteção e defesa civil em razão das fortes chuvas registradas nas últimas semanas, que provocaram inundações, destruição de vias públicas, danos a residências e interrupção de serviços essenciais. O MPPE reforça que as chuvas ainda estão previstas para os próximos dias.

As recomendações foram motivadas pelos impactos das chuvas intensas, que estão provocando inundações, alagamentos de residências e comércios, danos a pontes e estradas rurais, interrupção de aulas, acúmulo de lixo nas vias públicas e isolamento de comunidades. Em Santa Maria da Boa Vista, além dos prejuízos materiais, foi registrada a morte de uma criança após cair em uma fossa aberta que acumulou água das chuvas, o que reforçou a necessidade de medidas preventivas imediatas.

Entre as providências recomendadas estão a limpeza urgente das áreas atingidas, com retirada de lama, entulhos e resíduos; a recuperação de estradas rurais e vias de acesso; a realização de mapeamento e georreferenciamento das áreas de risco no prazo de até 30 dias; o cadastro das famílias residentes nessas localidades; e a busca ativa de pessoas desabrigadas ou desalojadas, com garantia de acolhimento adequado e assistência social conforme a legislação do SUAS. Outra medida destacada é a elaboração ou atualização de planos de contingência para eventos de chuvas intensas e inundações, com definição clara das ações da Defesa Civil municipal. O MPPE também recomendou a implementação de sistemas de monitoramento das chuvas, com emissão de alertas prévios à população por meio de rádios, redes sociais e outros canais oficiais.

Nos municípios do Agreste, como Lajedo, Calçado, Jucati e Jupi, houve ainda recomendação para recuperação prioritária de estradas rurais e vias de acesso, a fim de restabelecer o transporte escolar e o acesso da população aos serviços públicos. O promotor de Justiça Marcel Correia, esteve presente nos locais atingidos em Lajedo, Calçado, Jucati e Jupi de forma imediata, realizando reuniões emergenciais com as equipes de defesa civil e Poder Executivo local. Em alguns casos, foi recomendada a adoção de medidas para reconhecimento formal de situação de emergência ou calamidade pública junto aos governos estadual e federal. Já em Santa Maria da Boa Vista, além das ações emergenciais, o promotor de Justiça local, Lício Rodrigues, recomendou inspeção técnica imediata no local do acidente que vitimou a criança, bem como vistoria em outras áreas com fossas, buracos ou estruturas abertas que possam representar risco à população.

As recomendações fixam prazos específicos para a adoção das providências e determinam que os gestores municipais encaminhem às respectivas Promotorias de Justiça informações detalhadas sobre as medidas implementadas. Mais detalhes podem ser consultados no Diário Oficial do MPPE do dia 23 de fevereiro de 2026, no caso de Lajedo, e na edição de 3 de março de 2026, referente aos municípios de Calçado, Jucati, Jupi e Santa Maria da Boa Vista. 

PROTEÇÃO INTEGRADA
MPPE inicia atividades de grupo de trabalho criado para otimizar fluxos internos e aprimorar proteção a crianças e adolescentes vítimas de crimes
Foto dos participantes da reunião em volta da mesa
Grupo aprovou o plano de trabalho e definiu uma rotina de reuniões semanais para avançar rumo às entregas esperadas

 

03/03/2026 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) iniciou, na segunda-feira (2), as atividades do Grupo de Trabalho Proteção Integrada, instituído para traçar estratégias institucionais de atuação em defesa dos direitos de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de crimes.

Sob a coordenação do Centro de Apoio Operacional da Infância e Juventude (CAO Infância e Juventude), o GT Proteção Integrada reúne ainda os CAOs Criminal e Cidadania, bem com os Núcleos de Apoio às Vítimas (NAV) e de Apoio à Mulher (NAM), com o apoio técnico da Psicóloga que integra o CAO Infância e Juventude.

Já na primeira reunião, o grupo aprovou o plano de trabalho e definiu uma rotina de reuniões semanais para avançar rumo às entregas esperadas. Conforme a portaria de instauração do grupo, a previsão inicial é de que as atividades sejam concluídas em 90 dias, com a apresentação dos resultados.

"Nosso intuito é apresentar aos membros do Ministério Público um protocolo institucional que nos permita, ao receber esses casos envolvendo crianças e adolescentes, atuar na proteção e acolhimento dessas vítimas de forma articulada, garantindo que não haja espaço para qualquer revitimização ou violência institucional", descreveu a coordenadora do CAO Infância e Juventude, Aline Arroxelas.

Confira um resumo das atividades previstas no plano de trabalho do GT Proteção Integrada:

1 - Identificar os principais gargalos, com a elaboração de diagnóstico institucional para compreender entraves que impactam a atuação integrada do MPPE na proteção das crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência.

2 - Pesquisar e sistematizar boas práticas, por meio da busca de experiências exitosas no âmbito do Ministério Público e demais instituições da rede de proteção.

3 - Propor medidas e fluxos para otimizar a integração, especialmente com a elaboração de um protocolo interno.

4 - Sugerir criação ou ajuste de sistemas informatizados, com foco na padronização e compartilhamento de dados e na interoperabilidade com demais órgãos do Sistema de Justiça.

5 - Sugerir articulações internas e externas, através de um mapeamento de instrumentos de cooperação e acompanhamento.

6 - Estimular a capacitação, com a construção de uma matriz temática de eventos, cursos e ações formativas.

 

Primeira reunião do GT Proteção Integrada

INTERCÂMBIO
MPPE indica representantes para o Grupo Nacional do Júri
Imagem de martelo usado em tribunais
Grupo Nacional do Júri tem como missão o aprimoramento da atuação no Tribunal do Júri, promovendo a integração entre as unidades estaduais, o intercâmbio de boas práticas e o fortalecimento das teses ministeriais em defesa da vida e da sociedade

 

03/03/2026 - O Procurador-Geral de Justiça de Pernambuco, José Paulo Cavalcanti Xavier Filho, oficializou, nessa segunda-feira (2), a indicação de dois promotores de Justiça para representar a instituição perante o Grupo Nacional do Júri, órgão vinculado ao Conselho Nacional de Procuradores-Gerais (CNPG). O Grupo Nacional do Júri tem como missão o aprimoramento da atuação no Tribunal do Júri, promovendo a integração entre as unidades estaduais, o intercâmbio de boas práticas e o fortalecimento das teses ministeriais em defesa da vida e da sociedade.

Os membros indicados foram o coordenador o Centro de Apoio Operacional à Atuação Criminal (CAO Criminal), promotor de Justiça Fernando Della Latta; e o promotor de Justiça de Surubim, Bruno Santacatharina Carvalho de Lima, com exercício cumulativo na 16ª Promotoria de Justiça Criminal da Capital e atuação na 2ª Vara Privativa do Tribunal do Júri de Recife. Ambos participam do mestrado em Direito e Inovação pela Universidade Católica de Pernambuco e com vasta experiência no Júri.

Com a indicação, “o MPPE reforça sua presença e atuação estratégica no cenário jurídico nacional, especialmente na defesa da vida e da sociedade e reafirma o compromisso da gestão com a excelência na persecução penal e com o protagonismo da instituição pernambucana nos debates que moldam o futuro do sistema de justiça criminal no Brasil, em especial no Tribunal do Júri”, argumenta o coordenador do CAO Criminal, Della Latta.

 

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