MPPE realiza a Semana do Ministério Público 2023 a partir desta segunda (11)
MPPE realiza a Semana do Ministério Público 2023 a partir desta segunda (11)
06/12/2023 - Começa na próxima segunda-feira (11) a Semana do MPPE 2023. Com foco principal na discussão sobre o direito humano à alimentação, o evento será realizado de forma descentralizada, com quatro dias de atividades diversificadas, com exposição, palestras, painéis, lançamentos, apresentações culturais e homenagens.
“O Ministério Público é uma instituição que atua na justa defesa dos direitos e da Justiça. O tema direito humano à alimentação adequada é tão atual e importante que resolvemos abordá-lo no nosso evento. Será um momento para reflexões e também para chamar a atenção dos cidadãos, dos nossos servidores e colaboradores, para a responsabilidade que eles têm de contribuir, promover e estimular a implementação de políticas públicas em prol da alimentação da população", afirma o Procurador-Geral de Justiça (PGJ), Marcos Carvalho.
A programação da Semana do MPPE 2023 começa às 8h da segunda-feira (11), com a abertura da exposição "Fome: um Chamado para Ação", na área externa do Centro Cultural Rossini Alves Couto (Rua do Hospício, 849), no bairro da Boa Vista, no Recife. Serão expostos painéis com imagens e informações textuais, registrando experiências de instituições públicas, de outras organizações e da comunidade para garantir uma alimentação saudável: a horta da Escola Municipal 19 de Abril, em Camaragibe (RMR), o telhado com hortaliças orgânicas da Comunidade dos Pequenos Profetas, no Recife, que atende crianças, jovens e mulheres em vulnerabilidade social, a produção da agricultura familiar e o Restaurante Popular Josué de Castro, da Prefeitura do Recife, são iniciativas mostradas nas fotos assinadas por Aline Sales, Priscilla Buhr e Rafael Sabóia. A mostra ficará no local até 31 de janeiro, aberta ao público. Uma versão virtual deve ser lançada durante a Semana do MPPE.
Para às 10h está programada a apresentação do painel "A Natureza Política da Fome", no auditório da Procuradoria Geral do Estado (PGE), na Rua do Sol, 143 - 7° andar; Santo Antônio, Recife. A abertura será feira pelo Procurador-Geral de Justiça, Marcos Carvalho. Os painelistas serão o professor Helder Remigio, coordenador do Programa de Pós-Graduação em História - Mestrado Profissional da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) e autor do livro "Josué de Castro: um pequeno pedaço do incomensurável" (2022); e a professora Juliana Souza Oliveira, que atualmente é professora associada da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) no Centro Acadêmico de Vitória de Santo Antão e tem experiência na área de Nutrição, atuando, principalmente, nos temas de Educação alimentar e nutricional (EAN), segurança alimentar e nutricional (SAN) e direito humano à alimentação e nutrição adequadas (DHANA). A mediação fica a cargo do Promotor de Justiça Rodrigo Costa Chaves.
As atividades do primeiro dia da Semana do MPPE 2023 se encerram com a apresentação cultural da Orquestra Criança Cidadã, no auditório da PGE. A programação é aberta aos integrantes do MPPE e convidados.
Na terça-feira (12), a Semana do MPPE terá quatro eventos durante a tarde, no auditório da Escola Superior do Ministério Público de Pernambuco (ESMP), na Rua do Sol, 143 - 5° andar; Santo Antônio - Recife. A primeira delas, das 14h às 15h30, será promovida pelo Núcleo Direito Humano à Alimentação e à Nutrição Adequada Josué de Castro (Núcleo DHANA), com o tema “Gente é para brilhar e não para morrer de fome: dialogando sobre o Programa Pernambuco Sem Fome”. Os expositores serão a Gestora de Segurança Alimentar e Nutricional (GESAN), Laís Thamires de Oliveira Muribeca; a representante do Conselho de Segurança Alimentar (CONSEA), Michelle Maciel (UFRPE); e representação da sociedade civil. A mediação ficará a cargo da Promotora de Justiça do MPPE e integrante do Núcleo DHANA Josué de Castro, Milena Conceição Rezende Mascarenhas Santos.
Em seguida, das 15h30 às 17h, o CAO Cidadania realiza a atividade "O combate à fome e o papel do Ministério Público na garantia dos Direitos Humanos". O Promotor de Justiça e Coordenador do CAO Cidadania, Fabiano Pessoa, falará sobre "O direito humano à alimentação, as políticas sociais e a garantia da segurança alimentar: a contribuição do Ministério Público”.
A explanação da professora da Universidade de Pernambuco (UPE), Faculdade Damas e pesquisadora do Observatório de Protocolos Autônomos, doutora Clarissa Marques, será sobre "O direito à consulta livre prévia e informada e a defesa dos direitos de povos e comunidades tradicionais em meio ao contexto de insegurança alimentar em Pernambuco". As lideranças comunitárias convidadas farão uma abordagem sobre "Insegurança alimentar e escutas comunitárias: relatos de experiências em Pernambuco".
Duas atividades estão programadas para o final da tarde: o lançamento da "Cartilha Direitos em Movimento: o direito à consulta livre, prévia, informada e de boa-fé", produzida pela UPE e CAO Cidadania (MPPE) e a leitura poética do livro "Mina Kilombo, da quilombola de Rio Formoso (PE), Mônica Santos.
Já na quarta-feira (13), o Teatro do Parque, na Rua do Hospício, 81, Boa Vista, no Recife, receberá a apresentação teatral do Projeto “Griô: falando da história do Brasil e da África nas escolas", com o Grupo Consuart. O projeto, capitaneado pelo CAO Educação e GT Racismo do MPPE, visa proporcionar uma perspectiva do ensino da história e cultura africanas como elemento formador da identidade brasileira.
O público do evento são exclusivamente alunos e professores das escolas públicas convidadas e integrantes do MPPE. Os integrantes do MPPE que quiserem acompanhar a apresentação devem se inscrever pelo link: https://doity.com.br/lancamento-do-projeto-gris.
O encerramento da Semana do MPPE 2023 será na quinta-feira (14), na Escola Judicial de Pernambuco (ESMAPE), localizada na Rua Desembargador Otílio Neiva Coêlho, s/nº - Ilha Joana Bezerra, Recife. Haverá, às 16h, a cerimônia de entrega das Medalhas Roberto Lyra e homenagens por Tempo de Serviço para integrantes do MPPE e homenageados. Na sequência, apresentação musical da Escola de Referência – EREM Emídio Cavalcanti de Albuquerque.
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Vigilância e Agência Municipal de Meio Ambiente assinam TAC e se comprometem a realizar o controle sanitário de espaço utilizado para o abrigamento de cães abandonados
24/07/2026 - A Agência Municipal do Meio Ambiente (AMMA), a Coordenação de Vigilância Ambiental e a Coordenação de Vigilância Sanitária de Gravatá firmaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) perante o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) para a adoção de medidas emergenciais de controle sanitário no imóvel onde funciona o Projeto Rabitos, um imóvel que acolhe cães em situação de rua e abandono, localizado na área urbana do município.
Pelo acordo, os órgãos municipais se comprometem a realizar um mutirão emergencial de desratização e desinsetização química no imóvel e nas residências vizinhas que aderirem à ação, além de manter o controle de vetores com aplicações mensais de insumos até a retirada integral do abrigo da área urbana. A transferência dos animais para um imóvel situado na zona rural será pleiteada judicialmente pelo MPPE, por meio de Ação Civil Pública.
O TAC foi firmado no âmbito do Procedimento Administrativo nº 02261.000.518/2025 e contou ainda com a participação de representantes dos moradores da vizinhança afetada pelo funcionamento do espaço, instalado em um imóvel residencial no bairro Jardim Petrópolis.
Segundo a promotora de Justiça Katarina de Brito Gouveia, a solução consensual busca conciliar a proteção e o bem-estar dos animais com a preservação da saúde pública, do meio ambiente e do direito da população a um ambiente urbano adequado, assegurando uma transição planejada e fiscalizada para um local compatível com a atividade.
As investigações conduzidas pela 1ª Promotoria de Justiça Cível de Gravatá identificaram problemas decorrentes da superlotação do espaço, que abriga 86 cães. Entre as irregularidades constatadas estão a emissão de odores intensos, poluição sonora, proliferação de ratos e outros vetores, além do risco de disseminação de zoonoses, situação considerada incompatível com a manutenção da atividade em área estritamente residencial.
No prazo máximo de cinco dias úteis, após a assinatura do TAC, ocorrerá um mutirão de desratização e desinsetização. O monitoramento e o combate aos vetores serão mantidos mensalmente até a efetiva desocupação do imóvel.
O documento também institui a Comissão Interinstitucional de Acompanhamento do TAC (CIATAC), composta por representantes do MPPE, da AMMA, da Vigilância Ambiental e da comissão de moradores. O grupo realizará reuniões mensais para acompanhar o cumprimento das obrigações e das metas previstas no cronograma.
O descumprimento das cláusulas do TAC poderá acarretar multa diária de R$ 1 mil, a ser revertida ao Fundo Municipal do Meio Ambiente de Gravatá, com aplicação exclusiva em programas de castração e bem-estar animal. O acordo possui eficácia de título executivo extrajudicial, permitindo sua execução judicial em caso de inadimplência.
A íntegra do Termo de Ajustamento de Conduta foi publicada na edição de 23 de julho de 2026 do Diário Oficial Eletrônico do MPPE.
MPPE e sociedade debatem ampliação das cotas raciais nos municípios pernambucanos
24/07/2026 - O Núcleo de Enfrentamento ao Racismo do Ministério Público de Pernambuco (NER/MPPE) realizou, na última quarta-feira (22), uma escuta pública para discutir a implementação da política de cotas raciais nos concursos públicos dos municípios pernambucanos. O encontro foi realizado em formato híbrido e reuniu representantes de movimentos sociais, pesquisadores, integrantes do poder público e da sociedade civil com o objetivo de identificar desafios, compartilhar experiências e reunir contribuições para fortalecer as ações afirmativas no Estado.
O coordenador do NER, promotor de Justiça Higor Alexandre Alves de Araújo, explicou que a iniciativa faz parte da construção de um programa estadual do MPPE voltado à ampliação da política de cotas raciais nos municípios. Atualmente, apenas nove das 184 cidades pernambucanas (4,9% do total) contam com legislação específica sobre o tema. Segundo ele, embora as cotas já estejam previstas para concursos públicos nas esferas federal e estadual, é nos municípios que se concentram serviços essenciais, como a educação, a saúde básica e assistência social, tornando indispensável a adoção da política também nesse nível da administração.
Além de incentivar a criação de novas legislações municipais, a escuta pública buscou mapear dificuldades enfrentadas pelas cidades que já adotam as cotas raciais. Entre os temas debatidos estavam o funcionamento das bancas de heteroidentificação, a ordem de convocação dos candidatos e outros aspectos relacionados à aplicação da política.
“Queremos compreender realmente como está se dando a lei de cotas no nosso Estado, já que é obrigação constitucional garantir que a ação afirmativa de cotas raciais no serviço público seja devidamente aplicada, tanto expandindo o número de municípios que têm essa legislação quanto garantindo que, naqueles em que ela exista, haja a aplicação correta”, afirmou o coordenador do NER.
O pesquisador em relações raciais e servidor do Tribunal de Justiça de Pernambuco, Jessé de Oliveira, observou que Pernambuco ainda está distante de consolidar essa política no âmbito municipal, pois mesmo entre as cidades que possuem leis, há casos em que os percentuais reservados são reduzidos ou limitados a determinados cargos.
Ao comentar caminhos para reverter esse cenário, Jessé lembrou a experiência do Ministério Público do Paraná, que conseguiu ampliar significativamente o número de municípios com leis de cotas por meio de uma atuação articulada. Ele também chamou atenção para os impactos da ausência dessa política nos concursos públicos.
“Cada edital lançado sem reserva de vagas representa uma oportunidade perdida de ampliar a diversidade no serviço público e de fortalecer a representatividade em áreas estratégicas, como a educação”, explicou.
As contribuições apresentadas durante a escuta pública servirão de base para a elaboração de estratégias institucionais do MPPE voltadas à expansão e ao aperfeiçoamento da política de cotas raciais nos concursos públicos municipais, fortalecendo a promoção da igualdade racial em Pernambuco.
MPPE recomenda criação de unidade de acolhimento institucional em Lajedo
24/07/2026 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio da Promotoria de Justiça de Lajedo, recomendou que a Prefeitura de Lajedo adote providências para instalar uma unidade de acolhimento institucional destinada a crianças e adolescentes no município. A medida busca garantir o direito à convivência familiar e comunitária, evitando que menores em situação de vulnerabilidade precisem ser acolhidos em cidades distantes de suas famílias e de sua rede de apoio.
Atualmente, Lajedo não possui unidade própria de acolhimento e utiliza vagas em uma instituição localizada no município de Palmares, a cerca de 116 quilômetros de distância. Para o MPPE, essa realidade dificulta o fortalecimento dos vínculos familiares, compromete o acompanhamento realizado pelos serviços de assistência social do município de origem e pode retardar o processo de reintegração familiar.
O MPPE recomendou ao prefeito de Lajedo que, no prazo de 60 dias, realize estudos técnicos contemplando análises orçamentárias e logísticas para a implantação da unidade de acolhimento no município. Ao final desse período, deverão ser encaminhados à Promotoria os documentos que comprovem a realização dos estudos, incluindo um cronograma com a previsão para instalação do serviço. A recomendação também foi dirigida ao Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Comdica) de Lajedo. O órgão deverá exercer sua função deliberativa e fiscalizadora, expedindo resolução normativa para a criação do serviço e acompanhando a execução do cronograma de implantação pela administração municipal.
Na recomendação, o promotor de Justiça Marcel Gustavo Corrêa destaca que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estabelece a municipalização do atendimento como diretriz da política de proteção, prevendo que os serviços sejam ofertados o mais próximo possível da residência da família. O texto também ressalta que o distanciamento geográfico contraria as Orientações Técnicas do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) e do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, que desaconselham o acolhimento em localidades distantes do contexto de origem da criança ou do adolescente.
Os destinatários têm prazo de 15 dias para informar ao MPPE se acatam a recomendação. Em caso de concordância, deverão apresentar, em até 60 dias, os estudos para instalação da unidade de acolhimento e a ata da eventual resolução expedida pelo Comdica.
A íntegra da recomendação foi publicada no Diário Oficial do MPPE do dia 24 de julho de 2026.
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