ESCOLA RESTAURATIVA

MPPE irá lançar projeto de enfrentamento ao bullying e à violência no ambiente escolar

 

15/10/2024 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio de sua Escola Superior (ESMP), do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Educação (CAO Educação) e da 29ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania da Capital (Educação), irá realizar, na próxima segunda-feira, 21 de outubro, das 14h às 17h, o lançamento do projeto “Escola Restaurativa: enfrentamento ao bullying e à violência no ambiente escolar”. 

O evento ocorrerá de maneira híbrida: presencialmente, no Auditório da OAB/PE, na Rua do Imperador Pedro II, 346, no bairro de Santo Antônio, no Recife, com transmissão para o canal do YouTube da ESMP.

A iniciativa tem como objetivo promover uma atuação sistematizada visando à prevenção e o enfrentamento em casos de violência escolar e de bullying nas unidades escolares públicas e privadas, em todo estado de Pernambuco.

Com 200 vagas, as inscrições já estão abertas e podem ser efetuadas por meio do link: https://doity.com.br/lancamento-do-projeto-escola-restaurativa-enfrentamento-ao-bullying-e-a-violencia-no-ambiente-escola, onde também pode ser conferida a programação. Podem participar: membros, servidores e assessores do MPPE; professores; representantes do Sindicato das Escolas particulares, dos Conselhos Municipal e Estadual de Educação; Secretários Municipal e Estadual de Educação; Gestores das escolas municipais e estaduais; conselheiros tutelares e demais integrantes da comunidade escolar.
 

Últimas Notícias


GOIANA
MPPE articula fortalecimento do CONSEG dentro das diretrizes do Projeto Nossa Segurança
Fotografia dos participantes da reunião posando em pé e lado a lado
A reestruturação do CONSEG em Goiana atende de forma direta aos objetivos do Projeto Nossa Segurança, lançado pelo MPPE por meio do CAO Defesa Social

 

15/10/2026 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio da Promotoria de Justiça de Goiana e do Centro de Apoio Operacional de Defesa Social e Controle Externo da Atividade Policial (CAO Defesa Social), deu um passo decisivo para a estruturação da segurança pública no município de Goiana, na Zona da Mata Norte. Sob a articulação da promotora de Justiça Maria da Conceição Nunes da Luz, o MPPE impulsionou a convocação e o pleno funcionamento do Conselho Municipal de Segurança Pública (CONSEG Goiana), integrando as forças policiais, o Poder Público local e a sociedade civil em um esforço conjunto de prevenção e combate à violência.

A atuação ministerial foi determinante para reunir os representantes dos diversos órgãos que compõem o colegiado. A rearticulação do CONSEG fundamenta-se nas Leis Municipais nº 2.346/2018 e nº 2.843/2026, que estabeleceram e atualizaram a estrutura do conselho. Após sucessivas expedições de ofícios pelo município e o acompanhamento direto do MPPE, o conselho realizou reunião de trabalho no dia 1º de outubro de 2026, na Câmara Municipal de Goiana, registrando a presença expressiva de atores estratégicos do Sistema de Justiça e da Segurança Pública.

Durante o encontro, presidido com a participação ativa da promotora de Justiça Maria da Conceição, representantes do MPPE, da Secretaria de Segurança e Trânsito (SESTRAN), da Polícia Militar (PMPE), da Guarda Civil Municipal (GCM), do Poder Judiciário e das Secretarias de Educação e Políticas Sociais debateram demandas críticas de segurança da região. Entre as pautas centrais para o município e seus distritos, destacaram-se o combate ao domínio de facções criminosas no território, o enfrentamento da criminalidade nas praias e áreas litorâneas, a ampliação do apoio do setor de trânsito às ações ostensivas e o reforço da segurança nas escolas públicas municipais.

A reestruturação do CONSEG em Goiana atende de forma direta aos objetivos do Projeto Nossa Segurança, lançado pelo MPPE por meio do CAO Defesa Social, coordenado pelo promotor de Justiça Francisco Ortêncio. A iniciativa visa induzir políticas públicas permanentes de segurança nos municípios pernambucanos, incentivando a criação e o efetivo funcionamento de Conselhos, Fundos e Planos Municipais de Segurança Pública, em consonância com o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP — Lei Federal nº 13.675/2018).

Com a consolidação do conselho, Goiana dá os passos necessários para se enquadrar nos critérios do Selo Nossa Segurança, certificação do MPPE dividida nas categorias Bronze, Prata, Ouro e Diamante, que reconhece a governança, a transparência e a integração institucional dos municípios no combate à criminalidade.

Como encaminhamento da reunião, deliberou-se que a equipe jurídica da SESTRAN elaborará minuta normativizada com propostas e deliberações a serem votadas pelos conselheiros. A próxima reunião do CONSEG Goiana está agendada para o mês de novembro, com permissão para formato híbrido ou telepresencial, consolidando um fluxo permanente de trabalho integrado em prol da proteção cidadã.

PROJETO DIVERSIFICAR
Em Jaboatão, Núcleo de Direitos LGBTQIAPN+ promove letramento e boas práticas no atendimento a pessoas da população LGBTQIAPN+
Fotografia dos participantes do evento juntos em pé
O foco das oficinas é a importância de um atendimento acolhedor nas Promotorias de Justiça

 

15/10/2026 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) realizou, nesta quarta-feira (14), uma Oficina de letramento sobre a população LGBTQIAPN+ na Sede de Promotorias de Justiça de Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. A atividade reuniu servidores e membros da 13ª Circunscrição Ministerial e foi organizada pelo Núcleo de Direitos LGBTQIAPN+ do MPPE, dentro do Projeto Diversificar.

A Oficina de Letramento em Diversidade Sexual e de Gênero capacita membros, servidores, estagiários, assessores, terceirizados e residentes do MPPE. Ela busca qualificar o atendimento, garantir direitos e evitar violências institucionais. As orientações seguem o Protocolo Ministerial de Atendimento à População LGBTQIAPN+. O Projeto Diversificar leva formação continuada a diferentes circunscrições do estado, como nas edições já realizadas em Petrolina, Caruaru, Olinda, Jaboatão dos Guararapes e outros municípios da Região Metropolitana do Recife. 

O foco das oficinas é a importância de um atendimento acolhedor nas Promotorias de Justiça. A ideia é que uma pessoa dessa comunidade, ao buscar ajuda, não se sinta agredida nem passe por nova situação de violência, a chamada revitimização.

Coordenadora do Núcleo de Direitos LGBTQIAPN+, a promotora de Justiça Maria José Queiroz explicou conceitos como identidade de gênero e orientação sexual. Ela também orientou sobre a forma correta de se dirigir a essas pessoas e sobre as violências a que muitas são submetidas. Segundo a promotora, o objetivo é deixá-las confortáveis para relatar o motivo que as levou à Promotoria, sem que o atendimento reproduza essas violências.

Maria José Queiroz falou ainda sobre a pesquisa lançada pelo MPPE para identificar as dificuldades da comunidade LGBTQIAPN+ para acessar a instituição e fazer denúncias.

A promotora de Justiça e coordenadora da 13ª Circunscrição Ministerial, Cláudia Ramos, destacou que conhecer as demandas dessa população e saber como tratar cada pessoa é essencial para que o MPPE cumpra sua missão de defender os direitos humanos.

O vice-presidente do Conselho Municipal LGBTQIAPN+ de Jaboatão dos Guararapes, Fábio Egypson Santos, abordou o controle social voltado a essa população. O termo se refere à participação ativa da sociedade na criação, fiscalização e avaliação de políticas públicas contra a discriminação e em favor dos direitos LGBTQIAPN+. Para ele, esse mecanismo garante que a comunidade não seja apenas beneficiária, mas também participe da formulação das ações do governo municipal.

Participaram também os promotores de Justiça Fabiano Pessoa, que é coordenador do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Cidadania (CAO Cidadania), e Maxwell Vignoli, coordenador do CAO Educação.

Oficina de Letramento em Diversidade Sexual e de Gênero - Jaboatão dos Guararapes

PESQUISA - O MPPE recebe até 30 de outubro as respostas ao questionário "LGBTfobia e o acesso aos canais de denúncia do Ministério Público de Pernambuco". A pesquisa busca entender por que o número de denúncias feitas pela comunidade nos canais oficiais é baixo. A participação é virtual, voluntária e anônima. O formulário está disponível neste link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdChNFKpbdB8BtkP2OXODpLGPwueGuLYcMQBs3ReGq8SvHlxw/viewform

O levantamento tem três eixos: o perfil sociodemográfico dos participantes, as experiências com violência ou barreiras no acesso a serviços e o nível de confiança na atuação institucional. As informações serão analisadas para gerar um diagnóstico quantitativo e qualitativo.

Com base nesse resultado, o MPPE pretende aprimorar os canais e os fluxos de atendimento, definir estratégias mais eficazes de proteção e combater a subnotificação de violências. A instituição também quer fundamentar a indução de políticas públicas de promoção da cidadania. 

BONITO
MPPE recomenda melhoria no atendimento no Hospital Dr. Alberto de Oliveira
Imagem de mão segurando mão de paciente acamado
Devem ser cumpridos os tempos limites de espera para o atendimento médico recomendados pelos protocolos oficiais

 

15/10/2026 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio da Promotoria de Justiça de Bonito, expediu recomendação à direção administrativa do Hospital Dr. Alberto de Oliveira e à Secretaria Municipal de Saúde para a adoção de medidas técnicas e operacionais visando reduzir o tempo de espera no atendimento. 

O MPPE recomendou a implementação de procedimentos organizacionais para garantir uma triagem técnica e a aferição de sinais vitais logo após a recepção do paciente, a fim de que pacientes com potenciais picos hipertensivos ou patologias agudas não permaneçam aguardando sem a classificação de risco necessária. 

A recomendação também prevê a implementação de uma triagem prévia à abertura formal da ficha burocrática de atendimento, categorizando o paciente para assegurar atendimento eficaz em casos urgentes. Também devem ser cumpridos os tempos limites de espera para o atendimento médico recomendados pelos protocolos oficiais (Protocolo de Manchester), acompanhando o cronômetro do sistema para impedir extrapolações dos prazos das categorias classificatórias, em especial quanto a pacientes idosos, gestantes e pediátricos.

A equipe de enfermagem deve ser formalmente orientada a realizar a reclassificação imediata do paciente caso haja agravamento dos sintomas ou o tempo de espera da pulseira seja excedido, mantendo o monitoramento e a reavaliação periódica dos sinais vitais dos usuários em espera ou observação. 

Complementarmente, deve-se formalizar um Plano de Contingência para dias de alta demanda, prevendo a abertura imediata de salas sobressalentes de triagem e o reforço da equipe para evitar sobrecarga assistencial, além de promover reuniões periódicas de alinhamento e capacitação para as equipes de recepção, enfermagem e assistência social focadas em Humanização da Assistência, Resolução Pacífica de Conflitos e Protocolos de Atendimento Prioritário da Pessoa Idosa.

Os destinatários têm um prazo de 10 dias úteis para manifestar o aceite da recomendação e detalhar as medidas administrativas e operacionais tomadas. O não acatamento injustificado ou ausência de resposta fundamentada poderá ensejar a adoção das medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis por parte do Ministério Público.

A íntegra do documento, assinado pelo promotor de Justiça Adriano Camargo Vieira, pode ser acessada no Diário Oficial Eletrônico de 6 de outubro de 2026.

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