ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA

MPPE e DRACCO cumprem mandado de prisão contra vereador afastado da Câmara de Timbaúba

19/06/2023 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio do promotor de justiça Eduardo Henrique Gil Messias de Melo, em exercício na 2ª Promotoria de Justiça de Timbaúba, conjuntamente com o Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e o Departamento de Repressão ao Crime Organizado da Polícia Civil de Pernambuco (Draco), cumpriram, na última quarta-feira (14), mandado de prisão em desfavor de Josinaldo Barbosa de Araújo, vereador ex-presidente da Câmara de Timbaúba, ora afastado. A prisão preventiva foi decretada no âmbito do processo de número 0000578-48.2023.8.17.3480, que tramita na 2ª Vara da Comarca de Timbaúba, ação penal ajuizada pelo referido Promotor de Justiça em parceria com o Gaeco.

Ele foi detido no Fórum da cidade, durante a realização de audiência de instrução do referido processo, que versa sobre o funcionamento de uma organização criminosa comandada por ele.

De acordo com as investigações, Josinaldo Barbosa de Araújo é o líder de um esquema de desvio de verbas remuneratórias de servidores comissionados da Câmara de Timbaúba, prática popularmente conhecida como rachadinha. Além dele, integram a organização criminosa o vereador Felipe Gomes Ferreira Lima, o servidor Jessé de Andrade Queiroz, outros oito servidores da Câmara Municipal, além de um empresário.

O Promotor de Justiça Eduardo Gil Messias explica que a prisão preventiva foi aplicada em decorrência do descumprimento de uma medida cautelar anterior, que havia proibido o réu de estabelecer contato com as testemunhas do processo.

"Tivemos conhecimento de que o réu teria se encontrado com uma testemunha dias antes dessa pessoa ser ouvida pela Polícia, o que evidencia que ele tinha a intenção de instruir a testemunha a mentir e, dessa forma, interferir na investigação policial e na instrução processual em curso. Prontamente, o MPPE e a Polícia Civil, por meio do delegado Diego Pinheiro, apresentaram pedido de prisão preventiva, que foi deferida pela Justiça e cumprida na última quarta-feira em audiência diretamente por este Promotor de Justiça, pelo juiz Danilo Félix Azevedo e a referida autoridade policial", ressaltou Eduardo Gil Messias.

No caso dos demais réus, a Justiça já havia deferido, em março de 2023, o sequestro de bens até o valor de R$ 3.027.320,12 e a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão, como proibição de manter contato com os demais denunciados, proibição de deixar a comarca, retenção de passaportes, comparecimento mensal ao juízo e proibição de assumirem qualquer função pública até o trânsito em julgado da ação penal.

Entenda o caso - as investigações do MPPE e da Polícia Civil identificaram que o grupo criminoso desviou, entre os anos de 2019 e 2022, quase R$ 2,9 milhões da Câmara de Vereadores de Timbaúba.

O vereador Josinaldo Barbosa de Araújo, líder do grupo, valia-se da posição de presidente do Legislativo municipal para nomear servidores comissionados fantasmas, que não trabalhavam na Câmara e cuja função era sacar os valores pagos mensalmente e repassá-los integralmente para este vereador.

Com o apoio do servidor Jessé de Andrade Queiroz, que era tesoureiro da Câmara, o réu Josinaldo aprovou o pagamento de salários e horas-extras para os servidores comissionados, aproveitando-se da inexistência de sistema de controle de ponto no órgão.
Vale salientar que, no bojo desses valores, além do salário integral dos assessores, incluía-se no repasse ilegal também uma gratificação indevida de cem por cento por horas extras de trabalho, de forma que esses funcionários recebiam diárias de congressos, também indevidas, como contrapartida do esquema.

Já o vereador Felipe Gomes Ferreira Lima era responsável por cobrar os valores desviados. Ao longo das investigações ficou comprovado, inclusive, que os cartões de débito de alguns dos servidores ficavam em poder do vereador, para o repasse das verbas em espécie para o líder do grupo.

Últimas Notícias


CUPIRA
MPPE fixa prazo de 90 dias para prefeito corrigir desvios de função de servidores municipais
Ilustração de várias pessoas em escritório trabalhando
Servidores devem cumprir funções pertinentes a cargos para os quais foram aprovados em concurso


 

28/02/2024 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) recomendou ao prefeito de Cupira, José Maria Macedo, adotar as medidas necessárias para  realocar os servidores municipais, de modo a encerrar a prática do desvio de função na administração pública.

O Promotor de Justiça Olavo da Silva Leal fixou prazo de 90 dias para que a gestão municipal dê ampla divulgação à recomendação e responda ao MPPE sobre as providências implementadas para assegurar que os servidores cumpram as funções pertinentes aos cargos para os quais foram aprovados em concurso público, sob pena de se configurar ato de improbidade administrativa.

"Há o desvio de função toda vez que servidor formalmente investido em determinado cargo exerce, de fato, tarefas inerentes a um cargo diverso. Essa prática se apresenta como forma indireta de acesso à função pública, em afronta ao regramento do acesso universal aos cargos via concurso público", destacou o Promotor de Justiça, no texto da recomendação.

Ao ser notificado pelo MPPE, o prefeito também ficará ciente de que a manutenção da situação de desvio de função poderá configurar ato de improbidade administrativa por afronta ao princípio da ampla acessibilidade aos cargos públicos.

A recomendação foi publicada no Diário Oficial Eletrônico do MPPE desta quarta-feira (28).
 

OLINDA
MPPE recomenda que Comdaco realize nova convocação para lotação dos conselheiros tutelares eleitos
Ilustração estilizada de casa com os dizeres Conselho Tutelar no centro
Medida visa assegurar princípios da transparência, publicidade, formalidade, antecedência e legalidade


 

28/02/2024 - Diante do fato do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente de Olinda (COMDACO) não ter realizado de maneira formal, nem ter dado a devida publicidade à convocação dos Conselheiros eleitos para a escolha da região de atuação, inclusive advertindo sobre a necessidade de comparecer no horário estipulado, sob pena de se perder a prioridade da escolha, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), através da 1ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania de Olinda fez recomendação ao COMDACO para que realize um novo ato para a escolha da lotação dos conselheiros tutelares eleitos. 

A medida visa assegurar os princípios da transparência, publicidade, formalidade, antecedência e legalidade, devendo ser dada ampla publicidade e ciência do ato de convocação a todos os conselheiros eleitos, inclusive sobre as consequências do não comparecimento no horário estipulado, observando-se ainda o critério do artigo 25 do edital que regeu o processo de escolha dos conselheiros tutelares do município.

A 1ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania de Olinda considerou que o chamamento foi feito via ligação telefônica, sem qualquer convocação por escrito (email ou notificação formal encaminhada por whatsapp), dos candidatos para a escolha da região de atuação.

A Promotora de Justiça, Isabelle Barreto de Almeida, considera que o edital 02/2023, do COMDACO, publicado no Diário Oficial dos Municípios do Estado de Pernambuco no dia 3 de abril de 2023, estipula que os 15 candidatos mais votados na fase do voto direto, que preencherem todos os requisitos constantes no presente termo, terão seus nomes homologados, serão nomeados e empossados Conselheiros Tutelares titulares, conforme distribuição prevista no Art. 2° do Edital e escolha por preferência do respectivo candidato, seguindo o critério de votação decrescente.

A íntegra da recomendação pode ser consultada na edição do Diário Oficial Eletrônico do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) do dia 20 de fevereiro de 2024. 
 

TRANSPARÊNCIA
MPPE recomenda que Instituto Ikone regularize informações no seu site
Fotografia de mulher observando tela de notebook com ícones e palavras
A não adoção das providências solicitadas poderá implicar na aplicação de medidas judiciais e extrajudiciais


 

28/02/2024 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), através da 2ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania do Cabo de Santo Agostinho, com atribuição na Promoção e Defesa do Patrimônio Público, recomendou ao Instituto Ikone Liga Social Global, no prazo de 20 dias corridos, a adoção das providências necessárias para cumprir o direito de acesso à informação. 

Foram verificadas irregularidades no seu sítio eletrônico, no que diz respeito à disponibilização e transparência de dados relativos à entidade, bem como em relação aos ajustes e instrumentos congêneres firmados com a Prefeitura Municipal do Cabo de Santo Agostinho. 

Os ajustes, segundo explicam os Promotores de Justiça do GACE/PPTS, Bruno Miquelão Gottardi e Fabiana Kiuska Seabra dos Santos, se fazem necessários para o Instituto Ikone Liga Social Global alinhe-se à diretriz de transparência que deve nortear a gestão de recursos públicos e a consecução de atividades de interesse público.

Entre outras, a 2ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania do Cabo de Santo Agostinho levou em consideração que a Lei de Acesso à Informação regulamenta a transparência dos dados como política pública permanente e dispõe que “o acesso à informação de que trata a lei compreende, entre outros, os direitos de obter orientação sobre os procedimentos para a consecução de acesso, bem como sobre o local onde poderá ser encontrada ou obtida a informação almejada.

A Secretaria da 2ª Promotoria de Justiça do Cabo de Santo Agostinho expediu ofício dirigido à entidade, dando conhecimento da recomendação e da necessidade de o Instituto Ikone Liga Social Global cumprir o prazo estipulado para sanar as irregularidades apontadas na Certidão de Constatação. 

A não adoção das providências solicitadas pelo MPPE poderá implicar na aplicação de medidas judiciais e extrajudiciais pela Promotoria de Justiça para a contenção da ilicitude e a responsabilização da entidade. 

A íntegra da recomendação foi publicada na edição do dia 20 de fevereiro de 2024, do Diário Oficial Eletrônico do Ministério Público de Pernambuco. 
 

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