MPPE apresenta projeto para trazer jovens e adultos de volta aos estudos
MPPE apresenta projeto para trazer jovens e adultos de volta aos estudos
25/08/2023 - Diante de estudantes, autoridades, professores, pedagogos e profissionais da educação, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) realizou, nesta sexta-feira (25), o seminário "EJA JÁ: o MPPE em defesa da Educação de Jovens e Adultos", no Auditório Dom Hélder Câmara - Centro de Formação de Educadores Professor Paulo Freire, na Madalena. O evento apresentou o Projeto Institucional desenvolvido pela 22ª Promotoria de Justiça de Defesa de Cidadania da Capital, com atuação em Defesa do Direito Humano à Educação, e co-organizado pelo Centro de Apoio Operacional de Defesa da Educação (CAO Educação).
O objetivo do projeto é induzir políticas públicas, que criem condições favoráveis e contribuam para a redução anual dos índices de analfabetismo de jovens e adultos em Pernambuco, que, conforme dados do IBGE de 2019, cerca de 56% da população com 25 anos ou mais não concluiu a educação básica, um número que supera a média nacional. No que se refere a pessoas com 15 anos ou mais completamente analfabetas, trata-se de mais de 11%, o que equivale a quase o dobro da média nacional (6,6%). Além do mais, o “EJA JÁ: o MPPE em defesa da Educação de Jovens e Adultos” também visa fazer com que jovens e adultos alfabetizados, mas que abandonaram a escola, regressem e permaneçam estudando até a conclusão.
O Procurador-Geral de Justiça do MPPE, Marcos Carvalho, definiu o projeto como essencial para resgatar a cidadania de pessoas que, por algum motivo, não seguiram em frente com seus estudos. “É um desafio grande para todos que fazem a educação, assim como para o Ministério Público em ser agente fomentador de políticas públicas e parceiro das entidades, fazer a busca ativa para que as pessoas voltem à sala de aula, dar condições e novas oportunidades. Só poderá ser vencido com a colaboração e a articulação dos envolvidos”, comentou ele.
O Promotor de Justiça Salomão Aziz Ismail Filho, idealizador e coordenador do projeto, defende que Promotores e Promotoras de Justiça precisam dialogar com os gestores municipais para encontrarem juntos formas de atuar, de acordo com as particularidades de cada região. “Temos que encontrar soluções, que não virão prontas. É uma construção para se pactuar metas a serem cumpridas, criando condições favoráveis para que as pessoas voltem a estudar”, afirmou ele. “Cabe a nossos membros dialogar com os gestores das Secretarias de Educação, acompanhar o desenrolar observando o número de matrículas, quantidade de pessoas que se formam, monitorando e identificando problemas e sucessos”, complementou.
Para a Coordenadora do CAO Educação, Isabela Bandeira, o EJA Já deve ser visto como educação prioritária, para que a recomposição da aprendizagem ganhe fôlego e atinja bons índices. “É necessário dar condições de acesso e permanência nas escolas. Assim, a alimentação escolar é um ponto importante a ser incluído, pois é uma medida de combate à insegurança alimentar”, explicou.
Ela também citou que para que a busca ativa funcione a contento, se faz necessário vencer dificuldades de acesso, adequar tempo e espaço físico para as aulas, despertar interesse dos estudantes com currículos de seus interesses, ter material didático apropriado, formação adequada de professores e gestores, entre outros.
Zara Figueiredo, que é Secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (SECADI) do Ministério da Educação (MEC), foi a palestrante convidada para destrinchar as medidas planejadas para o EJA a nível nacional.
Segundo ela, os movimentos sociais e as instituições precisam ter uma participação importante na construção e não apenas serem aprovadores. “Um pacto federativo sólido, para que a busca ativa em regiões rurais, onde há muita dispersão populacional, dê certo”, revelou. Outro fator importante é a destinação adequada de verbas para que as políticas públicas avancem. “Política social precisa ser bem financiada. EJA não pode ser uma política de segunda classe”, disse. “Não pode ser um apêndice, mas fazer parte da Política Educacional em sua concepção integral.”
Mais um ponto discutido foram as formas de pensar métodos pedagógicos para grupos distintos. “Uma pessoa de 60 anos precisa de um modelo que não será o mesmo para um jovem de 19 anos. São modos diferentes de ler o mundo”, comentou Zara Figueiredo.
Assim, segundo a Secretária, é preciso que o EJA seja uma política de Estado sem ficar a mercê de trocas de gestão, que tenha construção intersetorial com vários ministérios participando, feita com diálogo e transparência, atrativa para as necessidades de cada estudante e de grande mobilização nacional, com engajamento da sociedade civil em um pacto pela educação.
SHOW e HOMENAGEM - Antes das palestras, o Seminário contou com a apresentação musical da banda Emídio - Sons da Terra, formada por adolescentes que estudam na Escola de Referência em Ensino Médio Emídio Cavalcanti de Albuquerque, localizada em Pontes dos Carvalhos, no Cabo de Santo Agostinho.
A escola também homenageou a Coordenadora do CAO Educação, Isabela Bandeira, com uma placa em agradecimento por sua contribuição à educação.
Veja também, a reportagem produzida pela TV MPPE
Últimas Notícias
Projeto institucional estimula capacitação interna para garantir atendimento às demandas das pessoas LGBTQIAPN+
19/05/2026 - Para qualificar sua atuação no atendimento e acolhimento à população LGBTQIAPN+, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) lançou ontem (18), no Recife, o Projeto Diversificar. A iniciativa também marcou o Dia Internacional de Combate à LGBTfobia, celebrado em 17 de maio.
A coordenadora do Núcleo de Direito LGBTQIAPN+ do MPPE, Promotora de Justiça Maria José Queiroz, ressaltou que a data deve ser amplamente reconhecida e divulgada por todos que assumem o compromisso de construir uma sociedade livre, justa e solidária.
"O lançamento do Projeto Diversificar sinaliza essa vontade de olhar para quem faz parte da nossa própria instituição e preparar essas pessoas. Com essa meta, instituímos o protocolo ministerial de atendimento à população LGBTQIAPN+ para assegurar um atendimento acolhedor e livre de revitimizações como prática contínua e integrada na atuação institucional", destacou.
Esse mesmo entendimento foi defendido pelo Procurador-Geral de Justiça, José Paulo Xavier. Na abertura do evento, ele reforçou a importância de promover um trabalho de letramento dos integrantes do MPPE e de formação conjunta da rede para atuar na promoção dos direitos das pessoas LGBTQIAPN+.
"O projeto tem o objetivo de promover a acolhida a quem precisa ter seus direitos resguardados, num processo crescente de avanço institucional na capacitação de membros, servidores e demais colaboradores na temática", complementou.
Como representante da sociedade civil, o diretor-executivo da Associação Cores da Resistência, Jorge Noronha, apontou a relevância da mobilização dos órgãos públicos para derrubar as barreiras que dificultam o acesso da população LGBTQIAPN+.
"No interior ainda há mais carência de políticas públicas e de informação, então precisamos estar unidos para quebrar estigmas e dar acesso às instâncias que atuam para proteger nossos direitos", afirmou.
PROGRAMAÇÃO - logo após o lançamento do Projeto Diversificar, ainda pela manhã, o público acompanhou a palestra "O Reconhecimento da Homotransfobia como Crime de Racismo", proferida pelo advogado e professor Paulo Iotti.
Na sua apresentação, ele aprofundou o debate sobre as bases jurídicas que levaram à compreensão das Cortes Superiores de que a homotransfobia pode ser enquadrada crime de racismo.
"Apesar da criminalização pelo STF, as potenciais vítimas e infratores ainda não conhecem quais práticas constituem crime. O critério dessa prática é a discriminação de um grupo social estigmatizado por algum característica, que nesse caso é a sua orientação sexual ou identidade de gênero", reforçou.
Já no turno da tarde foi realizada a oficina "Atendimento à População LGBTQIAPN+", pela coordenadora do Núcleo LGBTQIAPN+ do MPPE, dra Maria José e pela facilitadora Girlayne Carvalho, que é Representante do Conselho Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIAPN+ do Ministério dos Direitos Humanos.
As atividades aconteceram no Centro Cultural Rossini Alves Couto, pela manhã, e na Escola Superior do MPPE, durante a tarde.
MPPE ilumina sede, realiza palestra e lança hotsite de combate à violência sexual contra crianças e adolescentes
19/05/2026 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) promoveu, nessa segunda-feira (18), uma série de ações em alusão ao Maio Laranja, campanha nacional de enfrentamento ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes. As iniciativas marcaram o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes e buscaram ampliar a conscientização da sociedade sobre a importância da denúncia e da proteção integral da infância.
Como forma de chamar a atenção da população para a causa, o edifício Roberto Lyra, sede da Procuradoria-Geral de Justiça do MPPE, no bairro de Santo Antônio, área central do Recife, recebeu iluminação especial na cor laranja. A ação simbólica reforça o apoio da Instituição à campanha "Maio Laranja", criada para mobilizar a sociedade contra a violência sexual infantojuvenil.
Além da iluminação da fachada, à tarde o MPPE promoveu uma palestra educativa voltada para cerca de 80 estudantes dos 9º anos da Escola de Referência em Ensino Fundamental Cônego Rochael de Medeiros, no bairro de Santo Amaro, no Recife. A atividade foi conduzida pelo Coordenador do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Educação (CAO Educação), Promotor de Justiça Maxwell Vignoli, que apresentou aos estudantes a campanha "Quebre o Silêncio".
Durante a palestra, foram debatidos temas relacionados à prevenção da violência sexual, identificação de sinais de abuso e importância da denúncia. A iniciativa buscou orientar adolescentes sobre os canais de proteção e incentivar o rompimento do silêncio em situações de violência. "Quebrar o silêncio é proteger vidas, é acolher vítimas e ensinar crianças e adolescentes que denunciar é um ato de coragem e proteção", disse o Promotor de Justiça Maxwell Vignoli. Ele ressaltou que levar a discussão às escolas é fundamental para informar, prevenir e proteger crianças e adolescentes, criando espaços seguros de diálogo, orientação e conscientização.
"O enfrentamento ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes exige vigilância permanente, informação e compromisso coletivo. Quando o Ministério Público promove encontros, palestras e ações com estudantes nas escolas, está fortalecendo uma rede de proteção baseada na conscientização e na prevenção. Levar esse tema para dentro do ambiente escolar é fundamental para romper o silêncio, orientar vítimas, famílias e educadores, além de estimular a denúncia", afirmou a Coordenadora em exercício do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Defesa da Infância e Juventude (CAO IJ), Promotora de Justiça Kivia Roberta de Souza Ribeiro. "A iluminação da fachada do MPPE na cor laranja simboliza justamente esse compromisso institucional com a defesa da infância e da adolescência, reforçando à sociedade que o Maio Laranja é um chamado à responsabilidade de todos na proteção das nossas crianças e adolescentes", completou a Promotora de Justiça.
NA WEB - A outra ação lançada pelo MPPE nesse dia 18 de maio, foi o hotsite "Quebrando o Silêncio", desenvolvido pelo CAO IJ. A plataforma reúne informações educativas sobre abuso e exploração sexual, formas de identificação das violências, orientações para vítimas e familiares, além de canais de denúncia e apoio.
O material no hotsite destaca que o abuso sexual ocorre quando há qualquer contato ou interação entre uma criança ou adolescente e um adulto para satisfação sexual do agressor, inclusive sem contato físico, por meio de comportamentos sexualizados, pedidos inadequados, exposição a conteúdos adultos ou constrangimentos. Já a exploração sexual acontece quando alguém tenta utilizar o corpo ou a imagem da vítima em troca de dinheiro, presentes, favores ou vantagens. O alerta também se estende aos meios digitais, onde a violência pode ocorrer por meio do compartilhamento de imagens, chantagens e abordagens criminosas pela internet.
A campanha reforça ainda que a culpa nunca é da criança ou do adolescente e que quebrar o silêncio é o primeiro passo para interromper a violência. O MPPE orienta que qualquer cidadão ou cidadã pode registrar uma denúncia, de forma anônima ou não, pelos seguintes canais:
WhatsApp do MPPE: (81) 99679-0221
WhatsApp – Atendimento em libras (81) 99316-2600 ou www.bit.ly/ouvidoriamppe-libras
Ouvidoria do MPPE: http://bit.ly/ouvidoria-mppe (Online)
Disque 127 – Ouvidoria do MPPE
Disque 100 – Canal Nacional de Direitos Humanos
Atendimento presencial (das 8h às 17h) - Rua do Imperador nº 473 - Santo Antônio, Recife.
Conselhos Tutelares e delegacias de polícia mais próximas.
Seminário “O Direito ao Patrimônio Cultural” está com inscrições abertas
19/05/2026 - Com o objetivo facilitar o acesso à cultura, por meio da divulgação das funções institucionais públicas especializadas na área, em particular o direito ao patrimônio cultural material e imaterial, o Ministério Público (MPPE), por meio da Escola Superior e com o apoio do Núcleo de Patrimônio Cultural, realizará o Seminário sobre Direito ao Patrimônio Cultural, no dia 29 de maio, das 8h30 às 12h, no formato presencial, na Escola Superior do MPPE (Sala 201) - Rua do Hospício, 875 - Boa Vista, Recife/PE.
O seminário contará com a participação da presidente da Fundarpe, Renata Borba, e do superintendente do Iphan em Pernambuco, Frederico de Vasconcelos Brennand. Já na mesa de abertura, os expositores serão: o presidente do Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural, procurador do Estado Antiógenes Viana; Técnica do Iphan, Lívia Moraes; e Superintendente do Patrimônio Material da Fundarpe, Cristiane Feitosa. O evento também contará com a presença do Procurador de Justiça e Coordenador do Núcleo de Patrimônio Cultural do MPPE, Marco Aurélio da Silva.
Podem se inscrever membros, servidores, assessores, residentes e estagiários do MPPE. Além disso, o curso também está aberto aos servidores das instituições parceiras no Projeto Fortalecer Cultural, bem como para os representantes e servidores de entidades que atuam na área de cultura, patrimônio cultural e identidade cultural, e sociedade civil. Estão sendo disponibilizadas 100 vagas.
Para conferir a programação e se inscrever acesse: https://doity.com.br/seminario-o-direito-ao-patrimonio-cultural.
Roberto Lyra - Edifício Sede / Ministério Público de Pernambuco
R. Imperador Dom Pedro II, 473 - Santo Antônio CEP 50.010-240 - Recife / PE
CNPJ: 24.417.065/0001-03 / Telefone: (81) 3182-7000


