AFOGADOS DA INGAZEIRA

Entidades públicas se comprometem com ordenamento e segurança na Expoagro 2025

Fotografia de banda de música se apresentando em palco diante de grande público
Gestão municipal deverá providenciar encerramento do show e o desligamento de todo tipo de aparelho que emita som às 2h da manhã


1°/07/2025 - A fim de estabelecer medidas para garantir a segurança pública e a organização das programações artísticas na Expoagro 2025, a Prefeitura de Afogados da Ingazeira, a Polícia Militar (PM), o Corpo de Bombeiros Militar, a Vigilância Sanitária, a Guarda Municipal e o Conselho Tutelar firmaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) perante o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Afogados da Ingazeira. A XIX edição do evento ocorrerá entre os dias 2 e 6 de julho, no Centro Esportivo Municipal.

Segundo a publicação, a gestão municipal deverá providenciar, no período da festividade, com auxílio da PM, o encerramento do show e o desligamento de todo tipo de aparelho que emita som, inclusive som automotivo, caixas de som particulares e paredões, no horário estabelecido, às 2h da manhã, com exceção do dia 5 de julho, quando deverá ocorrer às 2h30 da manhã.

Caberá ainda ao município ordenar a distribuição dos vendedores ambulantes, carroças de espetinhos e similares, a fim de que o comércio seja realizado tão somente nos locais previamente fixados pela organização do evento; fiscalizar e coibir qualquer infração com o apoio da PM e da Polícia Civil; disponibilizar, nas proximidades dos locais de festividades, banheiros públicos, masculinos e femininos, em quantidade suficiente para atender a demanda; e providenciar, logo após o término das festas, a total limpeza do local do evento

A Prefeitura deverá, ainda, montar estrutura permanente para o Conselho Tutelar, no intuito de acompanhar e apoiar todas as ocorrências que envolvam crianças e adolescentes; bem como providenciar atendimento médico de emergência, disponibilizando ambulância e, pelo menos, um profissional socorrista, um enfermeiro ou um técnico de enfermagem, além dos respectivos equipamentos para atendimento de urgência e ambulância de plantão; entre outras medidas.

Por meio da Secretaria de Saúde, também irá promover campanhas preventivas, distribuição de preservativos e disponibilização de ambulância no local do evento; e, pela Secretaria de Agricultura, providenciar e disponibilizar toda estrutura operacional para proibição de circulação de crianças desacompanhadas e trabalhando no local de exposição; e informar aos expositores a proibição de contratação infanto-juvenil para trabalhar no local, e que a desobediência poderá implicar a suspensão da permissão ou autorização do expositor para o evento em curso e aos demais.

Já a Polícia Militar se comprometeu a auxiliar a Prefeitura na fiscalização do uso de vasilhames de plástico pelos comerciantes e público em geral, dos flanelinhas, da venda de bebidas falsificadas e dos menores ingerindo bebida alcoólica. Além disso, deverá prestar toda segurança necessária nos locais dos eventos e outros possíveis pontos de concentração na cidade, além de instalar barreiras policiais nas entradas do local do evento com o apoio da Guarda Municipal.

À Polícia Civil, por sua vez, caberá providenciar e disponibilizar, em regime de plantão, toda estrutura operacional necessária à segurança do evento e funcionalidade da Delegacia de Polícia local durante o período da festa; enquanto que o Corpo de Bombeiros deverá disponibilizar efetivo suficiente para realizar prevenção contra princípios de incêndio.

O Conselho Tutelar deverá atuar dentro da esfera de suas atribuições legais, em regime de plantão, no ponto de apoio disponibilizado no local das festividades; e caberá à Divisão de Vigilância Sanitária providenciar o cadastro dos comerciantes de gêneros alimentícios e realizar inspeção diária em todos os pontos de venda de alimentos manipulados. 

A inobservância injustificada de qualquer das cláusulas constantes no TAC implicará o pagamento de multa no valor de R$ 50 mil, sem prejuízo das sanções administrativas e penais cabíveis.

O TAC, de autoria da Promotora de Justiça Daliana Monique Souza Viana, pode ser conferido na íntegra na edição do Diário Oficial Eletrônico (DOE) do MPPE do dia 18 de junho de 2025.

Últimas Notícias


OLINDA
MPPE recomenda melhoria no fluxo e controle de prazos das respostas pela Ouvidoria do Município
Ilustração de crianças interagindo por meios eletrônicos
MPPE recomenda a implantação de mecanismo formal e documentado de controle e monitoramento dos prazos de resposta

 

14/04/2026 - Os fatos apurados pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE) revelam falha sistêmica nos mecanismos de controle de prazos e de fluxo interno de atendimento da Ouvidoria Geral do Município de Olinda. Por esse motivo, a 4ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania local recomendou à ouvidora-geral do Município de Olinda que, no prazo de 60 dias, adote medidas para controle e monitoramento de prazos de resposta a todos os pedidos de acesso à informação e manifestações de ouvidoria recebidos.

As melhorias recomendadas abrangem cinco tópicos: controle e monitoramento de prazos; fluxo administrativo interno para demandas que exigem levantamento em outros órgãos; suficiência material das respostas; regularização e monitoramento dos canais eletrônicos oficiais; e capacitação dos servidores.

Para o primeiro tópico, o MPPE recomenda a implantação de mecanismo formal e documentado de controle e monitoramento dos prazos de resposta a todos os pedidos de acesso à informação e manifestações de ouvidoria recebidos. Para o segundo, o estabelecimento, em normativo interno, de fluxo administrativo específico para o processamento de demandas que dependam de informações a serem levantadas em secretarias ou órgãos distintos da unidade receptora. 

Já no terceiro ponto, a garantia de que as respostas ofertadas aos pedidos de informação e manifestações sejam materialmente suficientes, observando a obrigatoriedade de que a resposta guarde pertinência direta com o objeto da solicitação, respondendo especificamente às questões formuladas pelo requerente, sendo vedada a utilização de respostas genéricas, padronizadas ou que remetam o requerente a portais de transparência sem indicar com precisão onde e como a informação solicitada pode ser localizada. Nos casos de impossibilidade de fornecimento da informação, seja elaborada resposta fundamentada, com indicação das razões de fato e de direito do não fornecimento, da autoridade responsável pela decisão de restrição de acesso e dos meios de recurso disponíveis ao requerente, nos termos do artigo 9º, § 1º, inciso II, e § 4º, da Lei Municipal nº 5.856/2013.

Sobre os canais de comunicação institucional, que a Ouvidoria do Município de Olinda realize o monitoramento contínuo e tempestivo do endereço eletrônico institucional oficial ouvidoria@olinda.pe.gov.br, garantindo que todas as comunicações oficiais recebidas por esse meio — inclusive ofícios e requisições do Ministério Público — sejam registradas, encaminhadas ao setor competente e respondidas dentro dos prazos legalmente aplicáveis. Assim como a implantação de protocolo interno de confirmação de recebimento das comunicações oficiais encaminhadas por meios eletrônicos, com registro do dia e hora do recebimento, do responsável pelo recebimento e das providências adotadas.

Por fim, a 4ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania de Olinda recomenda a capacitação dos servidores abrangendo o conteúdo e os prazos previstos na Lei Municipal nº 5.856/2013 e na Lei Federal nº 12.527/2011, bem como os direitos dos usuários do serviço público estabelecidos na Lei Federal nº 13.460/2017 e os procedimentos internos estabelecidos na recomendação do MPPE.

Mais detalhes e informações, a recomendação, assinada pela promotora de Justiça Ana Maria Sampaio Barros de Carvalho, foi publicada no Diário Oficial do MPPE em 9 de abril de 2026.

DOAÇÃO
MPPE apoia campanha de arrecadação de livros para unidade prisional em Itaquitinga
As doações podem ser entregues até o dia 15 de maio, na sede do MPF, localizado na Avenida Agamenon Magalhães, nº 1.800

 

14/04/2026 - O Ministério Público Federal (MPF) em Pernambuco está realizando a campanha "Doe conhecimento, cultive esperança". A mobilização é voltada para a arrecadação de livros para a biblioteca do Complexo Prisional de Itaquitinga, na Zona da Mata Norte do Estado.

A iniciativa da Procuradora da República Sílvia Regina Pontes Lopes conta com o apoio da administração da Procuradoria da República no Estado (PRPE) e a adesão de instituições parceiras, como o Ministério Público de Pernambuco (MPPE). 

A campanha tem o objetivo de contribuir para a reinserção social das pessoas privadas de liberdade, a partir da utilização da leitura como ferramenta de transformação e  desenvolvimento pessoal. Não há restrições quanto ao tipo de obra doada. Livros de romance, ficção, didáticos e de poesia serão recebidos, desde que estejam em bom estado de conservação. 

As doações podem ser entregues até o dia 15 de maio, na sede do MPF, localizado na Avenida Agamenon Magalhães, nº 1.800, no bairro do Espinheiro, no Recife. O órgão também será responsável pela triagem e pela logística de encaminhamento dos exemplares ao Complexo Prisional de Itaquitinga.

Ao longo dos anos, o MPF em Pernambuco tem promovido ações semelhantes e já beneficiou unidades como o Presídio Juiz Antônio Luiz Lins de Barros (PJALLB), no Complexo do Curado; a Colônia Penal Feminina do Recife (CPFR), no Engenho do Meio; e a Colônia Prisional Feminina de Abreu e Lima (CPFAL), situada no bairro de Caetés II. 

A expectativa da mobilização conjunta das instituições é ampliar o acesso à leitura dentro do sistema prisional, fortalecendo as ações de ressocialização e incentivo à leitura e à educação.

APELAÇÃO
MPPE protocola recurso contra a sentença proferida pelo juízo de Buíque
Brasão do MPPE sobre fundo vermelho
Com o recurso, MPPE busca reformar a sentença da Comarca de Buíque

 

14/04/2026 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) protocolou, nesta segunda-feira (13), um recurso de apelação contra o resultado do julgamento do caso do Padre Airton Freire, no processo penal nº 0002093-83.2023.8.17.2360-1. A decisão de recorrer busca reformar a sentença proferida pelo juízo da Comarca de Buíque. Devido ao sigilo processual, a instituição informou que não fará comentários detalhados sobre as provas apresentadas ou sobre a valoração feita pelo juiz de primeiro grau.

De acordo com o MPPE, a apelação é o instrumento jurídico adequado para rediscutir o mérito da questão em segunda instância. A instituição destaca que o recurso possibilita o controle de convencionalidade, fundamentado em tratados internacionais como Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher e Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher.

Estes dispositivos baseiam o Protocolo de Julgamento com Perspectiva de Gênero (Resolução nº 492/2023 do Conselho Nacional de Justiça).

A instituição alertou ainda para a importância de evitar atos de revitimização e julgamentos morais, especialmente enquanto o caso segue sob análise do Poder Judiciário. O MPPE reiterou que qualquer pessoa vítima de condutas ilícitas pode buscar auxílio institucional por meio das Promotorias de Justiça em suas respectivas cidades ou através do Núcleo de Apoio às Vítimas (NAV), localizado na Sede das Promotorias de Justiça da Capital.

Roberto Lyra - Edifício Sede / Ministério Público de Pernambuco

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