INOVAÇÃO

Cooperação possibilita ao MPMA uso do sistema Consensus desenvolvido pelo MPPE

Cooperação também possibilita contribuições à melhoria da ferramenta, com qualquer benfeitoria acrescida pela instituição maranhense sendo incorporada à versão em curso no MPPE.

25/11/2024 - O sistema Consensus, criado pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE) para tramitação eletrônica de inquéritos e procedimentos extrajudiciais criminais entre a instituição e a Polícia Civil, Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros, será disponibilizado ao Ministério Público do Maranhão (MPMA). Termo de Cooperação Técnica para uso da ferramenta foi assinado, no último dia 21 de novembro, no Distrito Federal, pelos Procuradores-Gerais de Justiça de Pernambuco e do Maranhão, respectivamente Marcos Carvalho e Danilo José de Castro Ferreira. 

“Iniciamos a expansão e implantação do Consensus, este ano, em todo MPPE, para dar celeridade e efetividade à atuação ministerial, atendendo aos planos de ampliação e qualificação de suporte tecnológico. A ferramenta foi desenvolvida pelo nosso Laboratório de Inovação em parceria com a Pitang  Consultoria e Sistemas S/A, que está agregando Inteligência Artificial (IA) generativa ao sistema”, explica o Procurador-Geral de Justiça, Marcos Carvalho. Segundo ele, trata-se de um investimento importante tendo em vista a necessidade de otimizar o tempo e facilitar o trabalho dos membros para oferecer respostas mais rápidas e qualificadas à sociedade. 

A cooperação com o MPMA, explica o Procurador-Geral de Justiça de Pernambuco, possibilita contribuições à melhoria da ferramenta, com qualquer benfeitoria acrescida pela instituição maranhense sendo incorporada à versão em curso no MPPE.

DETALHES - Segundo o coordenador do Núcleo de Apoio à Gestão de Tecnologia e Inovação (NTI) do MPPE, Promotor de Justiça Luiz Guilherme Lapenda, o Consensus auxilia no registro e encaminhamento de atos consecutivos relativos a procedimentos extrajudiciais criminais (aqueles que tramitam fora do Judiciário) que vão levar ou não a uma ação penal, incluindo a notificação (notícia de fato), inquérito, investigações, arquivamento, denúncia à Justiça ou acordos firmados entre o MP e a defesa do acusado que exigem compromissos, evitando processos no Judiciário. Esses acordos, conhecidos como de não persecução penal, podem ser adotados quando a infração penal ocorre sem violência ou grave ameaça, com pena mínima inferior a quatro anos. 

A plataforma desenvolvida no MPPE, em parceria com a empresa Pitang Consultoria e Sistemas S/A, possibilita ainda a movimentação, análise e tramitação de procedimentos relativos a atos infracionais acompanhados pelas Promotorias da Infância e Juventude. Com isso, “racionaliza e otimiza a atuação ministerial, garantindo a efetividade da Instituição na defesa dos direitos difusos e coletivos”, destaca o Promotor de Justiça Guilherme Lapenda.

A implantação do Consensus no Ministério Público de Pernambuco é gradativa, dividida em cinco fases. No momento está em curso a terceira, com Promotores e Promotoras de Justiça de 32 municípios passando por capacitação neste mês de outubro para uso da plataforma. A Resolução PGJ n° 22/2024 dispõe sobre o funcionamento, implantação e utilização do sistema Consensus no âmbito do MPPE. Detalhes da inovação, assim como tutoriais para uso do sistema, estão disponíveis  na página do NTI.

Últimas Notícias


ARCOVERDE
Escola Superior do MPPE e UPE promovem aula magna na abertura de MBA em Políticas Públicas e Direitos Humanos
A pós-graduação prioriza a interdisciplinaridade e metodologias ativas, com análise de casos reais e a articulação entre teoria e prática.


12/05/2026 - Candidatos selecionados para a primeira turma do MBA em Políticas Públicas e Direitos Humanos, oferecido em Arcoverde (Sertão), numa parceria da Universidade de Pernambuco (UPE) e da Escola Superior (ESMP) do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), assistiram na última sexta-feira (8) à aula magna de abertura do curso. A pós-graduação lato sensu ainda dispõe de vagas a serem preenchidas até o próximo dia 22, quando a programação de atividades presenciais e remotas tem início.

“Este curso é fruto de uma parceria histórica entre o MPPE e a UPE, unindo a excelência acadêmica com a nossa prática, com um corpo docente qualificado das duas instituições. Pela primeira vez, lançamos uma pós-graduação com os olhos voltados para o interior do estado. Criamos um currículo que respeita as vozes e as realidades locais, pois acreditamos que o estudo das políticas públicas tem o poder real de transformar vidas em cada região”, afirmou o Procurador-Geral de Justiça, José Paulo Xavier, em mensagem de vídeo gravada, exibida na abertura da aula.

A expectativa com essa formação, segundo o chefe do MPPE, é garantir uma atuação em favor da justiça social e da dignidade dos pernambucanos. “Juntos, vamos analisar casos concretos e estratégias para que o Estado funcione de forma mais justa. Afinal, políticas públicas bem estruturadas são as melhores ferramentas para combater desigualdades”, enfatizou.

A aula magna “Políticas públicas: responsabilidade de todos” foi ministrada pela diretora da ESMP, Promotora de Justiça Carolina de Moura. Depois de uma breve apresentação dos acordos pedagógicos, ela expôs o arcabouço jurídico que protege os direitos humanos e os objetivos a serem cumpridos pelas políticas públicas para que essas garantias se estabeleçam na vida em sociedade. Foram mencionadas iniciativas do MPPE na defesa de crianças, população idosa, meio ambiente, entre outros projetos. Também participaram da aula as professoras Clarissa Marques, da ESMP, e Denise Luz, da Universidade de Pernambuco.

A pós-graduação prioriza a interdisciplinaridade e metodologias ativas, com análise de casos reais e a articulação entre teoria e prática. As aulas presenciais serão no campus da UPE em Arcoverde. Os interessados no curso  devem entrar em contato pelo telefone (87) 99185-0907, pelo perfil @mbappdhupe ou pelo e-mail mba.ppdh@upe.br
 

Aula magna do MBA da ESMP e UPE de Políticas Públicas e DH

ENCONTRO NACIONAL
Corregedores do Ministério Público de todo o Brasil discutem atuação ministerial na proteção às mulheres e crimes em operações policiais
A Corregedora do MPPE, Procuradora de Justiça Maria Ivana Botelho, representou o MPPE no encontro, que foi realizado na sede do Ministério Público de São Paulo.


12/05/2026 - A Corregedoria-Geral do Ministério Público de Pernambuco (CGMP/MPPE) compareceu, na última quinta e sexta-feiras (7 e 8 de maio) à 151ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional dos Corregedores-Gerais dos Ministérios Públicos dos Estados e da União.

A Corregedora do MPPE, Procuradora de Justiça Maria Ivana Botelho, e o Corregedor-Auxiliar, Promotor de Justiça Petrúcio de Aquino, representaram a instituição no encontro, que foi realizado na sede do Ministério Público de São Paulo.

“A Comissão de Proteção Integral de Meninas, Mulheres e Pessoas Vulnerabilizadas por Identidade ou Expressão de Gênero apresentou minuta de roteiro de atuação correcional temática e do plano de atuação do Colegiado, os quais serão analisados pelos integrantes, para discussão e votação na próxima reunião. Além disso, também foram apresentados estudos sobre o machismo e a misoginia, além de experiências exitosas em alguns ramos do MP Nacional, com a apresentação do aplicativo SentinELAS, desenvolvido pelo Ministério Público Militar”, salientou Maria Ivana Botelho, que integra a referida comissão.

O evento contou ainda com uma palestra de Ivana Cei, Conselheira do CNMP, sobre as atualizações referentes à implementação da Resolução CNMP 310/2025, que trata da atuação ministerial nos crimes ocorridos durante operações policiais.

Por fim, o corregedor do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Fernando Comin, anunciou que o ciclo de correições conjuntas entre o CNMP e as Corregedorias das unidades terá início, na forma de um projeto piloto, por Santa Catarina.

FESTEJOS JUNINOS E OUTROS EVENTOS 2026
MPPE recomenda controle em gastos da Empetur nas contratações
Entre as medidas, o MPPE orienta que a Empetur utilize, como parâmetro de preços, a média dos contratos firmados pelos artistas em Pernambuco entre maio e julho de 2025.


12/05/2026 - O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) recomendou que a Empresa de Turismo de Pernambuco Governador Eduardo Campos (Empetur) adote critérios mais rígidos de economicidade e transparência nas contratações artísticas para os festejos juninos e demais eventos festivos ao longo de 2026.

A recomendação foi expedida pela Promotora de Justiça Ana Maria Sampaio Barros de Carvalho, da 4ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania - Promoção e Defesa do Patrimônio Público de Olinda, diante de sucessivas contratações de artistas com valores considerados elevados e custeados com recursos públicos.

Entre as medidas, o MPPE orienta que a Empetur utilize, como parâmetro de preços, a média dos contratos firmados pelos artistas em Pernambuco entre maio e julho de 2025, com atualização monetária pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Caso não existam dados suficientes, a pesquisa deverá considerar contratos públicos registrados em bases oficiais, como o Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP) e os Portais da Transparência.

A recomendação também estabelece atenção especial para contratos acima de R$ 600 mil, classificados pelo órgão ministerial como de "alta materialidade". Nesses casos, o MPPE pede que sejam feitas justificativas detalhadas sobre a compatibilidade dos valores com o mercado e a real necessidade da despesa.

Outro ponto destacado é a limitação dos gastos globais com festividades em 2026 ao mesmo valor liquidado em 2025, sendo permitido apenas o reajuste inflacionário pelo IPCA. De acordo com o MPPE, a medida busca fortalecer a responsabilidade fiscal, a moralidade administrativa e a proteção do erário, sem impedir a realização de políticas públicas voltadas à cultura e ao turismo.

A Empetur terá prazo de 10 dias úteis para informar se irá acatar as recomendações e apresentar documentos e cronogramas que comprovem a adequação das medidas preventivas. A íntegra do documento foi publicada na edição de 8 de maio de 2026, do Diário Oficial Eletrônico do MPPE.

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